sexta-feira, 28 de novembro de 2025

3: Povo brasileiro - Povo de bem x povo sobrando: desigualdade, violência e democracia seletiva


1. Introdução: quando o “povo” não cabe inteiro na frase




Nos últimos anos, muita gente falou – e ainda fala – em nome do “povo brasileiro”. Uns dizem defender o “povo de bem”; outros prometem governar “para quem mais precisa”; e há quem acuse instituições de “perseguir o povo” sempre que o Judiciário, o Ministério Público ou o Parlamento tomam alguma decisão incômoda.


Mas basta olhar com um mínimo de cuidado para a realidade brasileira para perceber uma fissura incômoda: há um povo que cabe nas frases bonitas, e há um povo que sobra, que não aparece na foto, a não ser como estatística trágica.


Enquanto o IBGE e o Ipea registram queda recente da pobreza, redução histórica da desigualdade de renda e recordes de renda média em 2023 e 2024 (IBGE, 2024; IPEA, 2025), os mesmos relatórios mostram que:


  • os 10% mais ricos ainda concentram uma fatia de renda muitas vezes superior à dos 40% mais pobres;  
  • pessoas negras ganham, em média, bem menos que pessoas brancas;  
  • a maioria esmagadora das vítimas de homicídio no Brasil é negra, jovem e periférica.  



Esse contraste entre o Brasil dos indicadores agregados e o Brasil dos corpos definidos por cor, CEP e renda é o ponto de partida deste texto da série “Quem é o povo, afinal?”.


Aqui, a pergunta é direta: quando se fala em “povo de bem”, quem é esse povo? E quem é o “povo sobrando”, que só aparece quando a polícia entra atirando ou quando o mercado de trabalho fecha a porta?





2. O Brasil que melhora nos dados, mas segue partido no concreto



Não há dúvida: o quadro macroeconômico recente tem boas notícias. Segundo o Ipea, 2024 registrou o melhor nível da série histórica em renda domiciliar per capita, pobreza e desigualdade, considerando três décadas de pesquisas domiciliares (IPEA, 2025). 


O IBGE também aponta que, em 2023, a pobreza caiu ao menor patamar desde 2012, e o índice de Gini recuou em relação aos anos mais recentes (IBGE, 2024). 


Ótimo, certo? Sim e não.


Porque, ao mesmo tempo:


  • em 2024, cerca de 108,5 milhões de brasileiros viviam com pouco mais de R$ 23 por dia, segundo a renda média da metade mais pobre (CNN BRASIL, 2025);  
  • a renda dos 10% mais ricos era ainda mais de 13 vezes superior à dos 40% mais pobres em 2024 (AGÊNCIA BRASIL, 2025);  
  • os avanços não eliminaram a brutal diferença entre renda de brancos e negros, homens e mulheres.



Ou seja: o país melhora, mas melhora em cima de uma estrutura profundamente desigual. O problema deixa de ser apenas “crescer ou não crescer” e passa a ser quem sobe junto com o PIB e quem continua no subsolo da cidadania.





3. Povo-ícone e “povo de bem”: quem entra, quem sobra



No primeiro texto desta série, discutimos o conceito de povo-ícone em Friedrich Müller: uma imagem abstrata e idealizada de povo, usada para legitimar decisões, slogans e projetos de poder (MÜLLER, 2000).


No imaginário conservador brasileiro recente, essa figura se cristaliza na expressão “povo de bem”. O “povo de bem” seria:


  • trabalhador, honesto, temente a Deus;
  • defensor da família “tradicional”;
  • contrário a “baderneiros”, “vagabundos”, “bandidos de direitos humanos”.



Na prática, esse povo-ícone funciona como um recorte moral, racial e de classe:


  • tende a ser identificado com setores brancos, de renda média ou alta, moradores de bairros mais seguros;
  • exclui – explícita ou implicitamente – jovens negros de periferia, pessoas em situação de rua, população carcerária, trabalhadores informais sem direitos, mulheres em situação de violência.



É assim que nasce a divisão silenciosa entre “povo de bem” e “povo sobrando”. O primeiro é visto como destinatário legítimo das políticas públicas e do discurso político; o segundo, como problema de segurança, como estatística incômoda, como número em relatório.





4. Desigualdade de renda: o povo que sobe pouco e o povo que segue no chão




4.1 Recordes estatísticos x cotidiano apertado



Os dados mais recentes do IBGE e do Ipea são claros:


  • a renda média per capita dos brasileiros atingiu em 2024 o maior valor real desde o início da série, puxada principalmente pelo aumento da renda entre os mais pobres;  
  • a metade mais pobre da população viu sua renda domiciliar per capita crescer acima da média nacional;  
  • a extrema pobreza caiu ao redor de 5% da população, patamar mais baixo em décadas (IPEA, 2025).  



Tudo isso é real e precisa ser reconhecido. Mas é insuficiente para contar a história inteira, por pelo menos três motivos:


  1. Mesmo com a melhora, milhões seguem vivendo com menos de R$ 800 por mês, em um país de custo de vida alto nas grandes cidades (CNN BRASIL, 2025).  
  2. A alta da renda não apaga o fato de que os 10% mais ricos seguem concentrando grande parte da renda nacional (AGÊNCIA BRASIL, 2025).  
  3. E, principalmente, a melhora média esconde abismos raciais, de gênero e de território.



É aqui que o conceito de povo precisa ser puxado de volta à realidade: não existe “povo brasileiro” sem enfrentar quem está preso no rodapé das estatísticas.



4.2 Quando a cor da pele define o tamanho do salário



Relatórios recentes do Ipea e de observatórios de desigualdade reforçam o que o movimento negro denuncia há décadas:


  • em 2022, a renda das pessoas brancas era, em média, 87% maior do que a das pessoas negras (IPEA, 2023);  
  • em 2021, brancos tinham rendimento domiciliar per capita quase o dobro de pretos e pardos (ADUNESP, 2022);  
  • em 2023, mesmo com a queda da pobreza geral, a taxa de pobreza entre negros segue muito superior à de brancos (MUNDO NEGRO, 2024).  



O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades (2024) traz números sintéticos: pessoas negras ganhavam em média R$ 2.149, enquanto as não negras ganhavam R$ 3.668, uma diferença de 41% a menos (OBSERVATÓRIO DAS DESIGUALDADES, 2024). 


Tradução direta:


no Brasil, a cor da pele segue sendo uma espécie de “moeda invisível” que define quem está mais perto do conforto e quem está preso no improviso.


Quando discursos falam em “povo brasileiro trabalhador” como se fosse um bloco homogêneo, estão apagando essa diferença. E quando a expressão “povo de bem” aparece colada a imagens de famílias brancas de classe média, o recado simbólico é claro: há um povo que merece cuidado e há um povo que, no máximo, merece controle.





5. Violência letal: quem morre e quem tem direito ao luto




5.1 Homicídios em queda, genocídio negro em alta?



Outro dado ambivalente vem da segurança pública. O Atlas da Violência 2025 mostra que o Brasil registrou, em 2023, a menor taxa de homicídios em 11 anos, com cerca de 45,7 mil assassinatos – uma queda de mais de 20% em relação a uma década atrás (IPEA; FBSP, 2025). 


Um avanço importante. Só que, na página seguinte, aparece o que a retórica do “povo de bem” costuma esconder:


  • 76,5% das vítimas de homicídio em 2022 eram pessoas negras (pretas e pardas) (SENADO FEDERAL, 2024; ATLAS DA VIOLÊNCIA, 2024).  
  • jovens representam cerca de metade das vítimas de homicídio; em 2023, 47,8% dos assassinados tinham entre 15 e 29 anos (IPEA, 2025).  



Ou seja: matamos menos, mas continuamos matando quase sempre as mesmas pessoas: jovens negros, moradores de periferia, em contextos de vulnerabilização extrema. Estudos falam, com todas as letras, em juvenicídio negro como forma específica de violência estrutural (RBSP, 2024). 



5.2 Polícia, território e o mapa do corpo negro



Quando olhamos para a violência praticada por agentes do Estado, o quadro é ainda mais brutal. Dados recentes mostram que:


  • em 2024, mais de 4 mil pessoas foram mortas por intervenções policiais no Brasil;
  • 86% dessas vítimas eram negras, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com a CNN Brasil.  



Em alguns estados, como Bahia e Amazonas, a proporção de pessoas negras mortas por intervenção policial supera 90% (AGÊNCIA BRASIL, 2024a). 


O Plano Juventude Negra Viva, do próprio governo federal, reconhece que a cor da pele é historicamente o principal fator de exclusão, violência e dificuldade de acesso a direitos no Brasil (MJSP; MIR, 2023). 


Não é exagero dizer que há um mapa do corpo negro sobreposto ao mapa da violência:


  • bairros com piores indicadores de renda e infraestrutura têm mais operações policiais e mais mortes;
  • homens negros jovens aparecem como “suspeitos naturais”;
  • mulheres negras sofrem com violência física, psicológica e sexual em taxas superiores às de mulheres brancas (ATLAS DA VIOLÊNCIA, 2024; ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA, 2024).  



E o que isso tem a ver com povo? Tudo. Porque um povo que morre aos milhares pelas mãos do próprio Estado não está sendo tratado como povo; está sendo administrado como resto.





6. Juventude negra: projeto de país ou alvo preferencial?



Pesquisas sobre juventude negra em capitais brasileiras falam de um horizonte de vida encurtado por violências sucessivas, que vão do racismo cotidiano à ameaça constante da morte violenta (SILVA et al., 2024). 


A combinação é conhecida:


  • escola precarizada, trabalho informal, ausência de equipamentos públicos de cultura e lazer;
  • presença constante de facções, milícias e policiamento armado;
  • discurso público que trata esses territórios como “áreas de risco”, “territórios inimigos”, “zonas vermelhas”.



Quando o Estado entra nesses espaços prioritariamente com fuzil e caveirão, e não com políticas de educação, saúde, cultura e renda, o recado institucional é claro: essas vidas valem menos.


Daí a pertinência da leitura de Achille Mbembe sobre necropolítica: o poder de decidir quem pode viver e quem deve morrer, ou quem pode ser exposto continuamente à morte (MBEMBE, 2018). No Brasil, essa decisão não é neutra: tem cor, classe e CEP.





7. Democracia seletiva: o Estado que serve um povo e administra o resto



Voltemos à teoria. Dalmo Dallari define o Estado como uma ordem jurídica soberana voltada ao bem comum de um povo situado em determinado território (DALLARI, 2013). Pellegrino lembra que a república supõe a res publica como res populi – a coisa pública como coisa do povo (PELLEGRINO, 2000).


Se levamos isso a sério, não basta perguntar se temos eleições regulares ou separação de poderes. É preciso perguntar:


  • quais segmentos do povo usufruem plenamente das garantias de direitos e da proteção estatal?
  • quais segmentos só encontram o Estado na forma de violência, burocracia excludente, fila, porta fechada?



Quando olhamos para o cruzamento entre renda, raça e violência, a resposta incomoda: o Brasil opera uma espécie de democracia seletiva.


  • Para o “povo de bem”, a democracia é o regime que garante propriedade, consumo, segurança privada, acesso ao Judiciário e à mídia.
  • Para o “povo sobrando”, a democracia é um regime em que o voto não se traduz em proteção concreta, e em que o Estado aparece mais como ameaça do que como escudo.



Em termos de Teoria Geral do Estado, é como se tivéssemos um mesmo ordenamento jurídico convivendo com duas ordens materiais de cidadania.





8. Povo sobrando: quem fica do lado de fora da cidadania plena



Quem é, então, esse “povo sobrando”?


  • pessoas negras e pardas que seguem ganhando bem menos, morrendo mais e tendo menos acesso a bens públicos;  
  • moradores de periferias urbanas e áreas rurais esquecidas, onde a presença do Estado é irregular e seletiva;
  • população em situação de rua, que cresceu nos últimos anos e vive sob violência constante;
  • mulheres negras, que acumulam desvantagens de gênero, raça e classe, e figuram entre as principais vítimas de feminicídio (EL PAÍS, 2025; ATLAS DA VIOLÊNCIA, 2024).  



São pessoas que:


  • votam, pagam impostos, circulam pela cidade;
  • mas raramente são vistas como parte do “povo de bem” que ocupa o centro do discurso político.



O que está em jogo aqui não é apenas uma crítica moral, mas uma constatação estrutural: enquanto essa divisão não for politicamente enfrentada, qualquer discurso em nome do povo será, na verdade, discurso em nome de um pedaço do povo – geralmente o pedaço que já tem mais meios de se defender.





9. Reinventar o “povo” a partir de baixo: tarefas incômodas



Se o diagnóstico é duro, as tarefas também são. Falar em povo de maneira honesta, no Brasil de hoje, implica pelo menos quatro movimentos:


  1. Reconhecer o racismo estrutural não como “identitarismo”, mas como dado central da formação do povo brasileiro.
    Não se trata de adicionar “raça” numa lista de temas; trata-se de admitir que a própria composição do povo – quem vive, quem morre, quem ganha quanto – é racializada.
  2. Tratar políticas de combate à desigualdade como políticas de reconstrução do povo, e não como “gasto social”.
    Reduzir pobreza, ampliar renda, garantir escola e saúde de qualidade é, literalmente, devolver partes do povo à condição de cidadãos de direitos, e não de sobras administradas.
  3. Reformar profundamente a segurança pública.
    Enquanto a política de drogas, o modelo policial e a cultura institucional seguirem organizados em torno da guerra às periferias, qualquer discurso de “Estado do povo” será contraditório com a prática de um Estado que seleciona quem pode morrer.
  4. Reconfigurar a narrativa pública sobre quem é “o povo”.
    Isso passa por mídia, educação, cultura, política institucional: não há povo de bem que não inclua mulheres negras, trabalhadores informais, jovens de periferia, povos indígenas, quilombolas, população LGBTQIA+ e tantos outros que a retórica dominante insiste em empurrar para a borda.



No fim das contas, ou a palavra “povo” se alarga para caber quem hoje sobra, ou vamos continuar vivendo numa democracia em que uma parte do povo tem direitos; outra parte, no máximo, tem registro civil.





10. Cinco pontos para guardar desse debate



  1. O Brasil melhorou nos indicadores, mas a desigualdade continua escancarada.
    Renda subiu, pobreza caiu, mas a concentração nas mãos dos mais ricos segue alta e a pobreza ainda atinge dezenas de milhões de pessoas.  
  2. Raça é eixo estruturante da desigualdade.
    Pessoas negras ganham menos, são mais pobres e mais expostas à violência letal. Falar em povo sem falar em racismo é esconder metade da história.  
  3. A violência no Brasil tem cor, idade e CEP.
    A maioria dos homicídios vitima jovens negros de periferia; a maioria das pessoas mortas pela polícia é negra. O povo que morre não é o mesmo povo que aparece nas campanhas políticas.  
  4. “Povo de bem” é uma categoria excludente.
    Apresentado como sinônimo de “povo brasileiro”, o “povo de bem” recorta um segmento moral e socialmente privilegiado, deixando de fora justamente aqueles que mais precisam do Estado.
  5. Sem enfrentar a democracia seletiva, “todo poder emana do povo” vira frase de efeito.
    Ou a democracia passa a proteger de forma concreta o povo que hoje sobra – negro, pobre, periférico –, ou continuaremos com uma Constituição generosa convivendo com uma realidade que insiste em negar, todos os dias, o direito à vida e à dignidade para todos.






11. Indicações de leitura



  1. MBEMBE, Achille. Necropolítica.
    Leitura fundamental para entender como o poder moderno administra a morte e escolhe quais vidas são expostas à violência extrema. Aplicável diretamente ao caso brasileiro.
  2. OBSERVATÓRIO DAS DESIGUALDADES. Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2024.
    Traz um panorama atualizado das desigualdades de renda, com recortes de raça e gênero, mostrando em números a distância entre o povo-ícone das narrativas oficiais e o povo real.  
  3. CERQUEIRA, Daniel et al. Atlas da Violência 2024/2025.
    Publicação conjunta do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com dados detalhados sobre homicídios, violência letal e recortes por raça, idade e território. Essencial para situar o debate sobre genocídio negro e juventude (IPEA; FBSP, 2024; 2025).  






12. Referências



ADUNESP. Racismo e desigualdade traduzidos em números: rendimento da população negra é metade da branca. 18 nov. 2022. 


AGÊNCIA BRASIL. Quase 90% dos mortos por policiais em 2023 eram negros, diz estudo. 7 nov. 2024a. 


AGÊNCIA BRASIL. Renda dos 10% mais ricos é 13,4 vezes maior que dos 40% mais pobres. 8 maio 2025. 


ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário 2024. Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2024. 


CNN BRASIL. IBGE: renda per capita tem recorde em 2024, mas 108,5 milhões vivem com R$ 23 por dia. 8 maio 2025. 


DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de teoria geral do Estado. 32. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.


IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Em 2023, pobreza no país cai ao menor nível desde 2012. 4 dez. 2024. 


IPEA – INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Renda, pobreza e desigualdade – Indicadores. 2023. 


IPEA; FBSP – FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Atlas da Violência 2024/2025. Brasília/São Paulo, 2024–2025. 


IPEA. Brasil registrou em 2024 recorde de renda e menor nível de pobreza e desigualdade. 2025. 


MBEMBE, Achille. Necropolítica. 2. ed. São Paulo: N-1 Edições, 2018.


MINISTÉRIO DA IGUALDADE RACIAL (MIR); MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA (MJSP). Plano Juventude Negra Viva. Brasília, 2023. 


MÜLLER, Friedrich. Quem é o povo? A questão fundamental da democracia. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2000.


OBSERVATÓRIO DAS DESIGUALDADES. Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2024. Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, 2024. 


PELLEGRINO, Carlos Roberto Mota. Concepção jurídica de povo (Estado do povo ou o povo do Estado?). Revista de Informação Legislativa, Brasília, v. 37, n. 148, p. 167–176, out./dez. 2000.


RBSP – REVISTA BRASILEIRA DE SEGURANÇA PÚBLICA. Análise das mortes violentas intencionais de jovens negros no Brasil. 2024. 


SENADO FEDERAL. Pessoas negras são maioria das vítimas de homicídio, revela Atlas da Violência. Rádio Senado, 24 jun. 2024. 


SILVA, Maria Eduarda B. et al. Violência e vulnerabilização: o cotidiano de jovens negros em duas capitais brasileiras. Ciência & Saúde Coletiva, v. 29, n. 3, e04402023, 2024. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário