O bolsonarismo saiu do Planalto, mas não saiu da cabeça de milhões de brasileiros. Entre discursos messiânicos, teorias da conspiração e ataques às instituições, construiu-se a figura de um “povo de bem” que só existia como mito – um povo-ícone usado para blindar o líder e justificar qualquer ruptura. Passado o auge do movimento, resta a pergunta incômoda: o que sobrou desse projeto político que prometia salvar “o povo” enquanto destruía, pedaço por pedaço, a própria ideia de democracia?
1. Introdução: quando o “povo” vira slogan
Quase todo político brasileiro diz agir “em nome do povo”. Jair Bolsonaro foi além: fez do “povo” o centro da sua identidade pública. Falava de “cidadãos de bem”, “povo patriota”, “povo que ama a família e a Deus”, como se uma parte da sociedade pudesse ser reconhecida como o povo verdadeiro e o resto fosse, no máximo, um ruído incômodo.
O resultado você conhece: mobilização intensa, polarização profunda, ataque sistemático às instituições e, na sequência, um rastro de processos judiciais, inelegibilidades e, agora, uma condenação inédita por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (REUTERS, 2025).
Mas a pergunta de fundo não é só sobre Bolsonaro. É outra, bem mais incômoda: o que acontece com a democracia quando a palavra “povo” deixa de ser sujeito plural de direitos e vira apenas um ícone, uma imagem homogênea, pronta para ser manipulada?
É aqui que entram as ferramentas teóricas de Friedrich Müller, com o conceito de povo-ícone (MÜLLER, 2000), e de Carlos Roberto Mota Pellegrino, com sua provocação “Estado do povo ou povo do Estado?” (PELLEGRINO, 2000).
Neste texto, vamos aproximar essas duas discussões do Brasil de hoje e perguntar, sem rodeios:
– Quem é o “povo” do bolsonarismo?
– O que sobrou dessa construção depois da derrota eleitoral, do 8 de janeiro e dos julgamentos no TSE e no STF?
– E, principalmente: como recuperar a ideia de povo como sujeito real, e não como escudo retórico para projetos autoritários?
2. Do povo real ao povo-ícone: a chave de Friedrich Müller
2.1 Povo ativo, legitimador, destinatário e participante
Friedrich Müller parte de uma constatação simples e devastadora: “povo” não é um conceito neutro; é um termo que legitima decisões (MÜLLER, 2000; 2011).
Ele propõe distinguir diferentes usos:
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Povo ativo: quem efetivamente participa, vota, se organiza, pressiona.
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Povo legitimador: aquele em cujo nome se fala – “em nome do povo brasileiro”, “a voz do povo”.
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Povo destinatário: quem deve receber as “prestações civilizatórias” do Estado – serviços públicos, direitos, políticas sociais.
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Povo participante: quando há canais efetivos de deliberação e controle social.
Em teoria, esses quatro planos deveriam se aproximar. Na prática, muita gente que é povo destinatário (depende da escola pública, do SUS, do transporte coletivo) quase nunca é povo ativo ou participante. E, ainda assim, seu nome aparece o tempo todo no discurso: “o povo quer”, “o povo exige”, “o povo não aguenta mais”.
2.2 O povo-ícone: o atalho perigoso
O passo mais decisivo de Müller é quando ele fala em povo-ícone. Em vez de um conjunto complexo de indivíduos com interesses, conflitos e desigualdades, constrói-se uma imagem idealizada de povo, moralmente puro, sempre do lado certo da história, convenientemente alinhado ao projeto do líder (MÜLLER, 2000; COMPARATO, 1997).
Esse povo-ícone tem pelo menos três funções:
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Apagar as diferenças internas – classe, raça, gênero, território desaparecem.
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Exigir unidade política – discordar do líder passa a ser “trair o povo”.
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Justificar medidas de exceção – em nome do povo, vale relativizar instituições, regras, direitos.
Não parece familiar? É exatamente essa engrenagem que se vê na construção do “povo de bem” bolsonarista.
3. “Povo de bem”: o filtro moral do bolsonarismo
3.1 A retórica do “cidadão de bem”
Diversos estudos sobre o discurso de Jair Bolsonaro mostram como a expressão “cidadão de bem” virou eixo semântico do seu projeto político (LIMA; LIMA, 2020; MATEUS; MAZZOLA, 2023).
A lógica é relativamente simples:
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“Cidadão de bem” é quem apoia a pauta moral conservadora, defende a família “tradicional”, rejeita a esquerda e supostamente respeita a ordem.
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O restante é embaralhado em categorias difusas: “bandidagem”, “vagabundos”, “corruptos”, “inimigos da pátria”.
Na prática, isso funciona como um filtro moral excludente: o verdadeiro povo seria esse conjunto de “cidadãos de bem”; todos os outros são, no máximo, tolerados – e, em muitos casos, apontados como ameaças.
Não é por acaso que as cores da bandeira, o uso da camisa da seleção e a apropriação de símbolos nacionais aparecem como marcadores identitários desse povo-ícone (DE SOUZA, 2022; TAVARES, 2025).
3.2 Quem entra e quem é expulso desse “povo”
A questão óbvia é: quem fica de fora desse recorte?
Pesquisas mostram que:
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populações negras e periféricas, frequentemente associadas à criminalidade, aparecem como alvo implícito da retórica “linha dura”;
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movimentos feministas e LGBTQIA+ são tratados como ameaças à família;
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professores, artistas, jornalistas, intelectuais são rotulados como “esquerdistas”, “doutrinadores”, “inimigos da verdade” (JATOBÁ; ANDRADE, 2022; FONSECA, 2023).
Ou seja: o povo-ícone do bolsonarismo é menor do que o povo real. Ele não coincide com o conjunto dos cidadãos, muito menos com a população brasileira. É uma fração, apresentada como totalidade.
Esse é o truque: ao mesmo tempo em que se fala em nome do povo, condiciona-se a condição de “povo” à adesão ao próprio projeto político.
4. O mito do líder e o “homem-povo”
4.1 Da campanha de 2018 ao governo
Análises da campanha de 2018 mostram como Bolsonaro se apresentou como anti-político, alguém de fora do “sistema”, conectado diretamente ao povo, sem mediações (MATEUS; MAZZOLA, 2023).
Alguns elementos dessa construção:
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o uso intenso de lives, vídeos curtos e redes de WhatsApp, simulando proximidade direta com “o povo”;
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a ideia de que ele “fala o que o povo pensa”, mesmo quando isso significava defender violências, autoritarismos ou preconceitos;
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o desprezo sistemático por instituições de mediação: partidos, Congresso, imprensa, universidades.
Pierre Rosanvallon chama esse tipo de figura de “homem-povo”: o líder que afirma encarnar, em sua própria pessoa, a vontade popular (ROSANVALLON, 2021 apud TAVARES, 2025).
Quando o líder é o povo, discordar dele vira, automaticamente, trair o povo.
4.2 A dicotomia amigo-inimigo como modo de governar
Esse estilo não ficou na campanha; virou método de governo. Trabalhos sobre a retórica bolsonarista mostram um padrão contínuo de dicotomia amigo-inimigo:
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de um lado, “o povo, os cidadãos de bem, as pessoas comuns e puras”;
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de outro, “inimigos internos” – imprensa, STF, Congresso quando contrariado, militantes de oposição, “globalistas”, “ideologia de gênero” (JATOBÁ; ANDRADE, 2022; LIMA; LIMA, 2020).
Essa dicotomia reorganiza o campo político: não se discute mais políticas públicas em termos de melhor ou pior; discute-se em termos de lealdade ou traição ao povo-ícone. O debate democrático vira guerra de identidade.
5. Da urna ao golpe: quando o povo é usado contra a democracia
5.1 Derrota eleitoral, 8 de janeiro e o “povo traído”
A derrota de Bolsonaro em 2022 não desmontou essa narrativa; pelo contrário, radicalizou-a. A partir daí, consolida-se o discurso de que o povo foi roubado, de que houve fraude eleitoral, de que instituições traíram a vontade popular.
Esse caldo retórico desemboca nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, qualificados por relatório da CPMI como “o maior ataque à democracia da história recente” (BRASIL, 2023).
Repare na inversão:
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manifestantes que atacam fisicamente as sedes dos Três Poderes se autoidentificam como “patriotas”;
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as instituições – STF, Congresso, Executivo recém-empossado – aparecem como inimigas do povo;
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quem pede responsabilização é acusado de “perseguir o povo”.
O que está em jogo, aqui, não é só um conflito político, mas uma disputa brutal pelo significado de “povo”.
5.2 Inelegibilidade, condenação e a narrativa da perseguição
Em 2023, o TSE declara Bolsonaro inelegível por oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao atacar o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas (TSE, 2023a; 2023b).
Em 2025, a Primeira Turma do STF condena o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes (REUTERS, 2025).
Qual é a resposta do campo bolsonarista? A mesma matriz:
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fala-se em “perseguição contra o povo”;
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reitera-se que as instituições estariam criminalizando um projeto que teria “apoio popular”;
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reforça-se a ideia de que o líder está pagando o preço por “defender o povo contra o sistema”.
Note a circularidade:
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constrói-se um povo-ícone que coincide com a base eleitoral;
-
identifica-se o líder com esse povo;
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qualquer responsabilização jurídica do líder vira, automaticamente, ataque ao povo.
É o povo como escudo humano simbólico.
6. Povo, Estado e mito na leitura de Pellegrino
6.1 Estado do povo ou povo do Estado?
Bem antes do bolsonarismo, Carlos Roberto Mota Pellegrino já perguntava se vivemos num “Estado do povo” ou num “povo do Estado” (PELLEGRINO, 2000).
A provocação é dupla:
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o Estado só faz sentido se for expressão institucionalizada da vontade do povo, dentro das regras democráticas;
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mas o povo também pode ser manipulado simbolicamente para legitimar um Estado que, na prática, não serve aos seus interesses.
Na chave do bolsonarismo, o problema vai além: o líder tenta se colocar ao mesmo tempo acima do Estado e acima do povo, como se fosse a encarnação de ambos.
6.2 Quando o líder sequestra a palavra “povo”
Pellegrino chama atenção para um risco estrutural: a sobrevalência do Estado – ou do governo de turno – sobre a manifestação legítima da vontade popular, especialmente quando se fala em nome da nação ou do povo de forma abstrata (PELLEGRINO, 2000).
O bolsonarismo leva esse risco ao extremo:
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usa a palavra povo como fetiche;
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prioriza grupos específicos (econômicos, religiosos, armados);
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ataca instituições que funcionam como freios e contrapesos da soberania popular – justamente o que evita que o povo seja esmagado pelo próprio Estado.
É aqui que a pergunta de Pellegrino encontra Müller: quem é esse povo em nome de quem se fala? E quem fica calado enquanto o mito fala por todos?
7. Redes digitais: a fábrica de povo-ícone em tempo real
7.1 Algoritmos, bolhas e o “povo” feito de engajamento
Nada disso existiria nessa escala sem o papel das plataformas digitais. A praça pública contemporânea passou a ser mediada por algoritmos que priorizam engajamento – raiva, medo, choque – em detrimento de nuance e complexidade.
Para um projeto que depende do povo-ícone, é o cenário perfeito:
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microvídeos, memes e correntes de WhatsApp reforçam a imagem do “povo de bem perseguido”;
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conteúdos que desafiam essa narrativa tendem a circular menos dentro das bolhas;
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a noção de maioria e minoria passa a ser medida em likes e compartilhamentos, não em processos institucionais.
Pesquisas recentes sobre desinformação e extrema direita mostram como esse ecossistema digital turbinou o discurso de ódio, a teoria da conspiração e o antiparlamentarismo (PEÑA-VICUÑA, 2024; SOUSA, 2024).
7.2 Plataformas, STF e o mito da censura ao povo
De outro lado, decisões recentes do STF vêm definindo parâmetros mais rígidos de responsabilidade de plataformas por conteúdo de terceiros, relativizando a leitura maximalista do artigo 19 do Marco Civil da Internet (STF, 2025).
Não faltou quem traduzisse isso como “censura ao povo”. De novo, o atalho retórico:
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não se discute regulação de plataformas, modelos de negócio, poder econômico;
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apresenta-se qualquer tentativa de responsabilização como ataque imediato à voz do povo;
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ignora-se que o próprio povo real é vítima de golpes, discursos de ódio e campanhas de desinformação.
Quando a expressão “o povo está sendo censurado” aparece, é preciso perguntar: qual povo? Aquele que lucra com o caos informacional ou aquele que é manipulado por ele?
8. Quem fica de fora do “povo” bolsonarista?
8.1 Raça, classe, gênero e território
Se olharmos para os dados, o “povo” idealizado pelo bolsonarismo tem contornos bastante nítidos. Estudos sobre o perfil eleitoral e a adesão ao bolsonarismo mostram maior concentração de apoio entre segmentos brancos, masculinos e de renda mais alta, embora haja presença em todos os estratos sociais (SOUSA, 2024; COSTA, 2023).
Ao mesmo tempo:
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negros e negras seguem como maioria entre as vítimas de violência policial, desempregados e subempregados;
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mulheres continuam sobrecarregadas pelo trabalho doméstico e pela precarização do mercado de trabalho;
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periferias urbanas e áreas rurais pobres enfrentam o peso concentrado da insegurança, da ausência de serviços públicos e da violência armada.
Essas populações são povo real em todos os sentidos – estão no território, são destinatárias das políticas de Estado – mas raramente aparecem como protagonistas na narrativa do “povo de bem”.
8.2 Democracia seletiva e necropolítica cotidiana
Aqui entra um ponto delicado: falar em “povo” de forma abstrata, sem enfrentar recortes de raça, classe e gênero, é uma forma de naturalizar uma democracia seletiva, em que algumas vidas valem mais que outras.
Quando o Estado é conivente com operações policiais letais em favelas, com encarceramento em massa, com o abandono de populações em situação de rua, ele não está servindo ao povo em bloco. Está, na prática, decidindo quem é povo e quem é descartável, como mostram as leituras contemporâneas de necropolítica (MBEMBE, 2018).
O povo-ícone, nesse contexto, funciona como biombo: fala-se em nome do povo enquanto se governa contra parcelas inteiras do povo real.
9. Reconstruir o povo real: tarefas para além do bolsonarismo
Dito tudo isso, a questão que importa para o Brasil não é apenas “o que sobrou do bolsonarismo?”, mas como reconstruir a ideia de povo para além dele.
Alguns caminhos aparecem quando colocamos Müller, Pellegrino e a experiência recente lado a lado:
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Recuperar o povo como sujeito plural
Isso significa reconhecer que o povo é composto por grupos com interesses, conflitos e desigualdades. Democracia não é apagar o conflito, mas organizá-lo em regras justas. -
Diferenciar povo real de povo-ícone
Sempre que alguém disser “o povo quer”, a pergunta automática deve ser: “quem você está chamando de povo?”. E quem ficou de fora dessa frase? -
Fortalecer mecanismos de participação substantiva
Não basta votar a cada quatro anos. Conselhos, orçamento participativo, consultas públicas, democracia digital regulada podem aproximar povo ativo, participante e destinatário (DALLARI, 2013). -
Enfrentar a desinformação como problema público
Isso inclui regulação inteligente de plataformas, educação midiática e transparência algorítmica. Proteger a esfera pública não é censurar o povo; é proteger o povo real de ser sequestrado pelo povo-ícone produzido industrialmente. -
Recolocar o Estado a serviço do povo – não de mitos
O Estado democrático só se justifica se funcionar como estrutura de realização de direitos fundamentais, e não como veículo de culto a lideranças carismáticas (PELLEGRINO, 2000; MÜLLER, 2000).
No fundo, é uma disputa semântica e material ao mesmo tempo. Disputar o sentido da palavra “povo” é disputar quem manda, quem obedece e quem é ouvido na democracia brasileira.
10. Cinco pontos para guardar desse debate
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“Povo” não é sinônimo de população. É um conceito político que pode ser usado para incluir ou excluir pessoas do círculo da cidadania.
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O povo-ícone é uma arma retórica poderosa. Ele transforma uma parte da sociedade em “todo o povo” e permite justificar ataques a instituições e direitos em nome de uma suposta vontade popular.
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O bolsonarismo foi um laboratório extremo de povo-ícone. O “povo de bem” funciona como recorte moral e político que expulsa negros, pobres, mulheres, dissidentes e críticos para fora do “nós”.
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Derrota eleitoral, 8 de janeiro, inelegibilidades e condenação não dissolvem automaticamente esse imaginário. A narrativa de perseguição ao povo segue ativa e alimentada por redes digitais, desinformação e ressentimento político.
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Reconstruir a democracia exige recuperar o povo real das mãos dos mitos. Isso passa por participação substantiva, políticas públicas redistributivas, regulação de plataformas e reeducação cívica em torno de uma ideia de povo que seja, de fato, plural, concreta e comprometida com direitos.
11. Indicações de leitura
Para quem quiser aprofundar o debate, três livros são especialmente úteis:
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MÜLLER, Friedrich. Quem é o povo? A questão fundamental da democracia.
Obra central para entender as diferentes camadas do conceito de povo e, em especial, a noção de povo-ícone (MÜLLER, 2000). -
DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de teoria geral do Estado.
Clássico da doutrina brasileira, útil para compreender os elementos constitutivos do Estado, o papel do povo e as bases jurídicas da democracia (DALLARI, 2013). -
PELLEGRINO, Carlos Roberto Mota. “Concepção jurídica de povo (Estado do povo ou o povo do Estado?)”.
Artigo publicado na Revista de Informação Legislativa, que discute a centralidade do povo na estrutura do Estado e os riscos de sua manipulação simbólica (PELLEGRINO, 2000).
12. Referências
BRASIL. Congresso Nacional. Relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Atos de 8 de janeiro de 2023. Brasília, 2023.
COMPARATO, Fábio Konder. Variações sobre o conceito de povo no regime democrático. Estudos Avançados, v. 11, n. 30, p. 179–193, 1997.
DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de teoria geral do Estado. 32. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
FONSECA, Maria Laura Dias. A construção de inimigos promovida pela extrema direita no Brasil. Dissertação (Mestrado em Relações Internacionais) – UFMG, Belo Horizonte, 2023.
JATOBÁ, Daniel; ANDRADE, Mateus. Fragmentos do discurso populista: a dicotomia amigo–inimigo na retórica do governo Jair Bolsonaro. Revista Neiba, Cadernos Argentina Brasil, v. 11, n. 1, e67727, 2022.
LIMA, Isabelly Cristiany Chaves; LIMA, Elizabeth Christina de Andrade. A retórica do “cidadão de bem” no discurso de Jair Bolsonaro: um presidenciável em construção. Periódicus, n. 12, v. 1, p. 404–428, 2020.
MATEUS, Samuel André Alves; MAZZOLA, Renan. A retórica populista de Bolsonaro em 2018: estudo de caso dos debates pré-eleitorais televisionados. Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, v. 23, n. 2, p. 122–141, 2023.
MBEMBE, Achille. Necropolítica. 2. ed. São Paulo: N-1 Edições, 2018.
MÜLLER, Friedrich. Quem é o povo? A questão fundamental da democracia. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2000.
PELLEGRINO, Carlos Roberto Mota. Concepção jurídica de povo (Estado do povo ou o povo do Estado?). Revista de Informação Legislativa, Brasília, v. 37, n. 148, p. 167–176, out./dez. 2000.
PEÑA-VICUÑA, Percy. Populismo, temas divisivos y triunfo de los nuevos partidos en Facebook: elecciones Chile 2021. Cuadernos.info, n. 58, p. 208–233, 2024.
REUTERS. STF condena Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. 11 set. 2025.
SOUSA, Ricardo Souza. Adesão ao bolsonarismo: dilemas, contradições e inconsistências. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 44, 2024.
TAVARES, Lucas José da Silva. Fundamentos da teoria do populismo no bolsonarismo: a idealização do “povo-uno” e o antagonismo. Anais do 31º Simpósio Nacional de História – ANPUH, 2025.
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE). Por maioria de votos, TSE declara Bolsonaro inelegível por oito anos. Brasília, 30 jun. 2023a.
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE). TSE declara inelegíveis Bolsonaro e Braga Netto por abuso de poder no Bicentenário da Independência. Brasília, 31 out. 2023b.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). STF define parâmetros para responsabilização de plataformas por conteúdos de terceiros. Brasília, 26 jun. 2025.
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