quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Soberania, Democracia e Justiça Global: O Discurso de Lula na ONU como Manifesto para o Século XXI

Da denúncia do genocídio em Gaza à refundação da ONU, o Brasil assume protagonismo ético e político em defesa de uma nova ordem mundial

Na abertura da Assembleia Geral da ONU de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um dos discursos mais contundentes da história da diplomacia brasileira. Diplomático, mas acusatório, firme e universalista, Lula defendeu a soberania democrática, denunciou o genocídio em Gaza e criticou a paralisia das instituições internacionais corroídas por vetos e unilateralismos. Ao mesmo tempo, projetou o Brasil como potência ética do Sul Global, convocando os povos a refundar a ordem internacional sobre bases mais justas, sociais e climáticas.

SOBERANIA, DEMOCRACIA E JUSTIÇA GLOBAL: O DISCURSO DE LULA NA ONU COMO MANIFESTO PARA O SÉCULO XXI


Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu à tribuna da ONU em setembro de 2025, não estava apenas representando o Brasil. Estava, na verdade, inscrevendo o país e sua história diplomática em uma das mais profundas crises de legitimidade da ordem mundial desde a Segunda Guerra. O tom de sua fala não foi apenas de defesa dos interesses nacionais, mas de um manifesto global em defesa da democracia, da soberania, da justiça social, da sustentabilidade e da dignidade humana.

Lula fez do discurso um ato de equilíbrio raro: diplomático, mas forte; conciliador, mas acusatório; nacional, mas universalista. Denunciou com coragem o genocídio em Gaza, apontando a cumplicidade dos vetos ocidentais no Conselho de Segurança da ONU, algo que poucos líderes ousaram verbalizar. Criticou a desigualdade global como vergonha universal, atacou o unilateralismo autoritário que corrói instituições, e chamou à refundação da ONU e da OMC, sem medo de nomear a crise da arquitetura multilateral. Ao mesmo tempo, inscreveu o Brasil na tradição do universalismo diplomático, ampliando seu escopo para incluir democracia, justiça social, regulação digital e justiça climática como novos fundamentos de uma ordem justa.

O ponto alto foi, sem dúvida, a denúncia do genocídio em Gaza. Ao utilizar o termo mais duro do direito internacional, Lula transformou o discurso em ato de coragem moral. Conforme Raphael Lemkin (1944), criador do termo, genocídio é a destruição planejada de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Ao usar essa palavra diante do mundo, o presidente não apenas nomeou a barbárie, mas denunciou a seletividade cúmplice das potências que bloqueiam cessar-fogos com seus vetos. Claude (1984) já advertia que a legitimidade da ONU depende da sua capacidade de refletir interesses comuns, e não privilégios históricos. A denúncia de Lula escancarou que a paralisia custa vidas e que a ONU, como está, tornou-se refém do autoritarismo institucionalizado.

O gesto teve também dimensão ética. Como lembra Arendt (1989), o mal não está apenas na violência, mas na indiferença que a normaliza. Lula recusou essa indiferença, convocando o mundo a olhar a tragédia de Gaza não como conflito distante, mas como ferida que ameaça a humanidade inteira. Essa coragem inscreveu o Brasil como potência ética, uma voz que ecoa indignação e esperança ao mesmo tempo.

No entanto, a fala não se limitou a Gaza. O presidente denunciou a corrosão das instituições internacionais por líderes que acreditam apenas na soberania absoluta, na violência e no espetáculo. Contra eles, propôs soberania responsável, política baseada no diálogo e diplomacia ética. Hedley Bull (2002) já lembrava que uma sociedade de Estados só existe quando regras comuns são aceitas. Ao recusar essas regras, líderes autoritários minam a própria ordem que dizem defender. Ao mesmo tempo, o espetáculo — como analisou Debord (1997) — transforma a política em vaidade midiática, corroendo a legitimidade da diplomacia. Lula expôs essa farsa com firmeza.

Outro eixo central foi a defesa do Estado Democrático de Direito. Lula relembrou ataques internos à democracia brasileira, como o 8 de janeiro, qualificando-os como ações antipatrióticas. A mensagem foi clara: patriotismo não é destruir instituições, mas preservá-las. Aqui, o presidente inscreveu o Brasil como nação que aprendeu com os traumas da ditadura e que reconhece que sem democracia não existe soberania legítima.

Mas Lula foi além: vinculou democracia à justiça social. A pobreza, disse, é uma vergonha universal. Essa ênfase conecta-se à visão de Amartya Sen (2010), para quem pobreza é privação de capacidades e não apenas renda. Ao universalizar o combate à fome, Lula propôs que a luta contra a desigualdade é dever de todos os povos. Não é caridade, mas direito humano.

A inovação mais notável foi a inclusão da regulação digital no universalismo brasileiro. A internet, disse Lula, não pode ser terra sem lei. Essa afirmação, simples e direta, toca no cerne da democracia contemporânea: a manipulação digital, as fake news e os algoritmos que corroem a esfera pública. Inspirado no pensamento de Castells (2003), Lula mostrou que o poder hoje se exerce pela capacidade de moldar consciências. Sem regulação, a rede se torna campo de manipulação autoritária. Ao trazer esse tema para a ONU, o Brasil assume pioneirismo em transformar a soberania digital em pauta multilateral.

Do mesmo modo, a justiça climática foi central. A referência à COP30 e à Amazônia recoloca o Brasil como potência ambiental. Aqui, Lula articulou soberania e universalismo: a floresta é nossa, mas a responsabilidade é de todos. Como lembra Beck (2010), riscos ambientais não respeitam fronteiras. O Brasil, portanto, não se apresenta como vítima, mas como líder disposto a propor caminhos.

Esses elementos se somam à tradição histórica do universalismo brasileiro. Desde sempre, o Brasil buscou equilibrar autonomia com cooperação, mediando conflitos e defendendo princípios universais. Mas Lula atualizou essa tradição, acrescentando novas dimensões: democracia, justiça social, regulação digital e clima. Como observa Boaventura de Sousa Santos (2007), a globalização só será legítima se for contra-hegemônica, capaz de dar voz aos excluídos. Esse é o universalismo brasileiro do século XXI.

A fala, no entanto, não foi apenas propositiva: foi também acusatória. Denunciou a desigualdade global, a paralisia da ONU e o unilateralismo autoritário das potências. Não se tratou de retórica vazia. Foi uma denúncia moral, baseada na convicção de que as instituições internacionais só sobreviverão se forem reformadas.

O impacto para o Sul Global foi imediato. Muitos países veem no Brasil uma voz que fala o que eles não podem. A denúncia do genocídio, a crítica aos vetos, a defesa da regulação digital e da justiça climática ecoam demandas históricas das nações marginalizadas. Nesse sentido, o discurso não foi apenas brasileiro, mas latino-americano, africano, árabe. Foi o discurso de um cidadão mundial que fala pela humanidade.

Ao final, a mensagem de Lula foi clara: ou refundamos as instituições internacionais ou elas se tornarão irrelevantes. A soberania não pode ser desculpa para arbitrariedades. A democracia deve ser universal. A pobreza deve ser enfrentada como crime contra a humanidade. A internet precisa de regras. O clima deve ser tratado como prioridade absoluta.

Essa é a síntese do discurso e, ao mesmo tempo, sua grandeza. Não foi apenas uma fala sobre o Brasil, mas uma fala do Brasil ao mundo. Uma fala que resgata o espírito de solidariedade e coragem da diplomacia brasileira, mas que o projeta em novas direções, adequadas ao século XXI.


Análise Final

O discurso de Lula na ONU em 2025 é um documento histórico. Ele combina tradição e inovação, ética e política, nacionalismo e universalismo. Ao denunciar o genocídio em Gaza, criticar o unilateralismo, defender a democracia, propor a regulação digital e convocar a justiça climática, o presidente ofereceu ao mundo um manifesto de refundação.

O Brasil, nesse momento, não se apresenta como potência militar nem como hegemonia econômica, mas como potência ética e diplomática. Uma potência que fala pela dignidade humana, pela soberania democrática e pela responsabilidade compartilhada.

Num tempo em que líderes corroem instituições em nome da soberania absoluta, da violência e do espetáculo, a fala brasileira foi um sopro de esperança. Mostrou que ainda é possível construir uma ordem mundial baseada em cooperação, solidariedade e justiça. Mostrou que a democracia, longe de ser valor local, é patrimônio da humanidade.

Esse discurso é, portanto, mais do que fala de governo. É a reafirmação de um país que, mesmo diante de dificuldades internas, ousa erguer a voz em defesa do cidadão mundial, da democracia universal e da justiça global. É a prova de que o Brasil, quando fala com coragem, fala não apenas por si, mas por todos os povos que ainda acreditam na possibilidade de um futuro comum.


Referências

ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

BECK, Ulrich. Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. São Paulo: Editora 34, 2010.

BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia: uma defesa das regras do jogo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

BULL, Hedley. A sociedade anárquica: um estudo da ordem na política mundial. Brasília: Editora UnB, 2002.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2003.

CERVO, Amado Luiz; BUENO, Clodoaldo. História da política exterior do Brasil. Brasília: Editora UnB, 2011.

CLAUDE, Inis L. Swords into plowshares: the problems and progress of international organization. New York: Random House, 1984.

DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

FRANCISCO, Papa. Laudato Si’: sobre o cuidado da casa comum. São Paulo: Paulus, 2015.

HOBBES, Thomas. Leviatã. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

KANT, Immanuel. À paz perpétua. Lisboa: Edições 70, 2004.

LEMKIN, Raphael. Axis rule in occupied Europe. Washington: Carnegie Endowment, 1944.

LAFER, Celso. A identidade internacional do Brasil e a política externa. São Paulo: Perspectiva, 2001.

NYE, Joseph. Soft power: the means to success in world politics. New York: Public Affairs, 2004.

SANTOS, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2007.

SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.


terça-feira, 23 de setembro de 2025

“É a vontade de Deus!”: Religião, Retórica e Democracia no Brasil Contemporâneo

Como a fé, antes vista como espaço de solidariedade, passou a ser instrumentalizada como arma política que ameaça o Estado laico e a democracia brasileira.

“É a vontade de Deus!” — frase que deveria expressar espiritualidade e confiança pessoal tornou-se, no Brasil contemporâneo, um dos slogans mais poderosos da retórica política. Usada para legitimar decisões, atacar instituições e dividir a sociedade, essa expressão revela uma apropriação da fé que ultrapassa o campo religioso e atinge o coração da democracia. Ao transformar crença em dogma político, líderes religiosos e políticos corroem o Estado laico, fragilizam direitos fundamentais e alimentam a polarização social.



Introdução



O Brasil vive um paradoxo: é um dos países mais religiosos do mundo e, ao mesmo tempo, uma nação cuja Constituição garante o caráter laico do Estado. Nesse espaço de tensão, discursos políticos vêm se apropriando da fé como justificativa absoluta para agendas de poder. Frases como “nós somos fundamentalistas”, “o STF rasgou a Constituição” ou “nós, o povo de Deus, contra eles” transformam divergências políticas em batalhas espirituais.


O problema central não é a presença da religião no espaço público — o que pode enriquecer o debate democrático com valores éticos —, mas o uso da fé como argumento final, impositivo e excludente, que substitui a deliberação democrática por uma pretensa autoridade divina.





A retórica do sagrado na política brasileira



Invocar Deus no discurso político nunca foi algo neutro. Quando um líder afirma que determinada decisão é “a vontade de Deus”, ele transfere sua responsabilidade para uma autoridade superior e inquestionável. Essa estratégia funciona como atalho discursivo: em vez de justificar com evidências, basta apelar ao sagrado.


O resultado é perigoso: o debate público se fecha, opositores são deslegitimados e a política se converte em campo de batalha espiritual.





Fundamentos teóricos



A Constituição de 1988 consolidou o Brasil como Estado laico (BRASIL, 1988), garantindo liberdade religiosa, mas sem permitir que dogmas específicos orientem a legislação. Contudo, essa laicidade vem sendo corroída por um populismo religioso que usa a fé como arma de mobilização.


Segundo Casanova (1994), a religião pode ocupar o espaço público de modo legítimo quando dialoga com a pluralidade. Mas, no Brasil atual, observa-se um discurso que transforma a diferença em ameaça e busca impor moralidades únicas. Essa prática está ligada ao fenômeno global das guerras culturais, em que pautas sobre gênero, aborto e direitos das minorias são tratadas como fronteiras espirituais (LATINOAMERICA21, 2022).





Precedentes históricos



A ligação entre religião e poder acompanha toda a história brasileira.


  • Colonização: os jesuítas e a catequese foram usados para submeter povos indígenas e justificar a apropriação de terras (SOUZA, 2017).
  • Escravidão: ordens religiosas possuíam cativos e defendiam a servidão como parte da ordem natural de Deus (CRUXNOW, 2020).
  • Império e República: a religião esteve sempre entrelaçada ao poder político, servindo para legitimar hierarquias e manter a ordem.



Esses precedentes mostram que o uso da fé como instrumento político não é novidade; o que mudou foram as formas de difusão, agora amplificadas pelas mídias digitais.





O Brasil contemporâneo



O crescimento das igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais consolidou uma nova força política. A bancada evangélica no Congresso pauta debates morais, interfere em políticas públicas e pressiona instituições.


Dentro desse cenário, ganha força a Teologia do Domínio, que prega que o Estado deve ser regido por valores bíblicos (LATINOAMERICA21, 2022). Isso explica por que decisões do STF sobre direitos de minorias são acusadas de “atacar Deus” ou “rasgar a Constituição”.


A questão do aborto é exemplar: em vez de ser debatido sob perspectivas jurídicas e de saúde pública, é reduzido a dogma religioso.


Na pandemia da Covid-19, líderes religiosos chegaram a interpretar a crise como castigo divino, desviando responsabilidades governamentais e minando a confiança na ciência (COSTA, 2021).


O resultado é a substituição da racionalidade democrática por narrativas de guerra espiritual.





Frases emblemáticas: uma análise crítica



  • “É a vontade de Deus!” – argumento final que elimina crítica e encerra debate.
  • “Nós somos fundamentalistas. É claro que somos contra o aborto.” – polarização explícita, transformando opositores em inimigos morais.
  • “O STF rasgou a Constituição.” – tentativa de deslegitimar instituições, travestida de defesa da fé.
  • “Nós, o povo de Deus, contra eles.” – fronteira simbólica que divide a sociedade entre salvos e condenados.



Essas frases revelam como o discurso religioso se transforma em arma de exclusão e poder.





Correntes de resistência versus discurso fundamentalista



Apesar da força do fundamentalismo, existem resistências religiosas que mostram outro caminho.


O discurso fundamentalista prega exclusividade e verdade absoluta, impondo dogmas como normas sociais. Alimenta guerras culturais e nega a legitimidade do pluralismo.


Em contrapartida, correntes como a Teologia da Libertação interpretam o Evangelho como prática de justiça social, dando voz aos pobres durante a ditadura e construindo Comunidades Eclesiais de Base (BOFF, 1986).


As religiões de matriz africana, historicamente perseguidas, sempre atuaram como espaços de resistência cultural, preservando identidades e criando redes de proteção em comunidades periféricas (PRANDI, 2005).


O espiritismo kardecista traduz a fé em ações concretas de caridade, hospitais e centros de apoio. Já o protestantismo histórico progressista contribuiu para educação popular e defesa de direitos humanos.


Enquanto o fundamentalismo fecha portas com exclusão e ódio, essas correntes de resistência abrem caminhos de solidariedade, convertendo o amor divino em práticas sociais concretas. Essa diferença mostra que a disputa não é entre religião e laicidade, mas entre duas formas de vivê-la: uma que oprime e outra que emancipa.





Implicações para a democracia



O uso fundamentalista da religião provoca consequências graves:


  1. Erosão do Estado laico – dogmas passam a orientar políticas públicas.
  2. Supressão de minorias – mulheres, indígenas, LGBTQIA+ e ateus são alvos de exclusão.
  3. Fragilização institucional – o STF e o Congresso são deslegitimados.
  4. Polarização e ódio político – adversários são transformados em inimigos de Deus.



Essa combinação ameaça os pilares da democracia e pode corroer a confiança coletiva nas instituições.





Conclusão



O Brasil enfrenta um desafio crucial: preservar sua democracia em meio ao avanço de discursos que instrumentalizam a fé como arma política. A frase “É a vontade de Deus!”, longe de ser apenas expressão espiritual, converte-se em mecanismo de poder que elimina o debate, exime líderes de responsabilidade e coloca instituições sob suspeita.


Esse discurso não é novo: já foi usado para justificar a escravidão, subjugar povos indígenas e legitimar desigualdades. Hoje, reaparece em ataques ao STF, na pauta contra o aborto e até na interpretação da pandemia como punição divina. Em todos os casos, a religião serve como escudo do poder, não como inspiração para justiça.


Mas há alternativas. Correntes religiosas comprometidas com solidariedade, justiça social e direitos humanos mostram que a fé pode ser aliada da democracia. Quando traduzida em amor, compaixão e serviço comunitário, a espiritualidade fortalece a cidadania e promove inclusão.


O risco, portanto, não está na religião em si, mas em sua captura pelo fundamentalismo político. Cabe à sociedade civil, à imprensa e às instituições reafirmar que a democracia não pode ser refém de dogmas, mas deve se sustentar no pluralismo, no Estado laico e na racionalidade pública.


Se a religião quiser ser parte desse processo, que seja como força de emancipação e cuidado coletivo, e não como ferramenta de poder excludente. O futuro democrático do Brasil depende dessa escolha.





Referências



BOFF, Leonardo. Igreja: carisma e poder. Petrópolis: Vozes, 1986.


BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988.


CASANOVA, José. Public Religions in the Modern World. Chicago: University of Chicago Press, 1994.


COSTA, Camila. Covid-19 e religião: entre a fé e a ciência. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 36, n. 106, 2021.


CRUXNOW. Brazil’s Catholic Church yet to come to terms with slaveholding past. 2020. Disponível em: https://cruxnow.com/church-in-the-americas/2020/12/brazils-catholic-church-yet-to-come-to-terms-with-slaveholding-past. Acesso em: 22 set. 2025.


LATINOAMERICA21. Dominion theology and the culture wars in Brazilian politics. 2022. Disponível em: https://latinoamerica21.com/en/dominion-theology-and-the-culture-wars-in-brazilian-politics/. Acesso em: 22 set. 2025.


PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.


SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.