sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Dólar, BRICS e o “fim” que nunca chega: a despolarização do mundo vista por quem precisa pagar a conta

Três movimentos ao mesmo tempo: fragmentação, custo de financiamento americano e a tentação de uma “Unit” interna



Na terça-feira, o dono de uma metalúrgica pequena em Campinas tenta fechar a compra de um torno importado. O vendedor pede prazo curto e preço travado. O gerente do banco não quer conversa: “o fornecedor quer dólar, e o hedge ficou mais caro”. No mesmo dia, uma área técnica de uma estatal de infraestrutura discute financiamento com juros que mudam conforme o humor do mercado lá fora. E, enquanto isso, autoridades do BRICS falam em pagamentos sem conversão em dólar, interoperabilidade de sistemas e até “Unit” como unidade de conta. O que liga esses mundos não é teoria bonita: é o custo do risco. E o dólar ainda é o lugar onde o risco fica mais barato (ou menos inviável) de administrar.


Introdução — a pergunta que corta o barulho


Se o dólar deixasse de ser o “idioma padrão” do comércio global amanhã, quem financiaria o resto do mundo com a mesma facilidade e quem ofereceria hedge com a mesma liquidez?


A pergunta é chata de propósito, porque ela revela o que muita discussão evita: o dólar não é dominante só por tradição, nem só por pressão política. Ele é dominante porque funciona como infraestrutura. Infraestrutura de preço, de proteção e de pagamento. Quando o mundo fica mais fragmentado, mais desconfiado e mais “cada bloco por si”, essa infraestrutura vira objeto de disputa. Só que disputar não significa substituir.


Tem um ponto empírico que ajuda a colocar os pés no chão: em 2024, o dólar ainda era 58% das reservas oficiais globais divulgadas, muito acima do euro (20%), iene (6%), libra (5%) e renminbi (2%) (Bertaut; Tabova, 2025). 

Isso não prova que o dólar é “eterno”. Prova que ele é muito difícil de destronar sem uma alternativa que entregue, ao mesmo tempo, liquidez, ativo seguro em escala e governança previsível.


Este texto trabalha com três itens que vivem aparecendo juntos, mas quase sempre de forma confusa:

  1. Despolarização da economia mundial (na prática: multipolarização + fragmentação);
  2. A ideia de que, se a hegemonia do dólar cair, os EUA quebram;
  3. A entrada de uma suposta “Unit” (unidade de conta) em negociações internas do BRICS.


A posição aqui não vai ficar em cima do muro: a despolarização é real e está em curso, mas ela não elimina o dólar — ela muda a forma como o dólar é usado e onde os países tentam reduzir dependência. E, no curto e médio prazo, “Unit” e arranjos internos tendem a funcionar mais como atalhos operacionais (pagamento/compensação) do que como substituição completa do sistema do dólar.



1) Despolarização: não é “fim da globalização”, é globalização com medo


Pensa num motorista de aplicativo em São Paulo que passou anos contando com um padrão: gasolina sobe e desce, mas o trabalho continua. De repente, entra um período em que o custo do combustível, a manutenção do carro e o preço de peças importadas começam a oscilar mais, e o aplicativo muda regras com mais frequência. A sensação é de instabilidade constante. No plano global, a despolarização funciona parecido: menos previsibilidade, mais risco, mais necessidade de travar variáveis.


1.1 O que mudou na prática


A despolarização aparece em três frentes ao mesmo tempo:


(a) Comércio e cadeias de suprimento

Empresas e governos estão mais dispostos a pagar mais caro por redundância. Não é “patriotismo industrial” abstrato. É medo de ficar sem insumo, sem chip, sem fertilizante, sem peça. O resultado é mais regionalização, mais estoques estratégicos, mais contratos travados.


(b) Tecnologia e regras

Sistemas digitais, dados, semicondutores e telecomunicações viraram arenas de disputa. Isso cria barreiras, padrões diferentes, e obriga empresas a manter “dois mundos” dentro da mesma operação.


(c) Finanças e pagamentos

Quando aumenta o risco de sanção, bloqueio, ou simplesmente de volatilidade, países e empresas procuram rotas alternativas: moedas locais, swaps, câmaras de compensação, sistemas de pagamento paralelos.


Só que aqui entra um detalhe que muda tudo: o FMI, analisando dados de 132 países (1990–2023), encontrou evidências de fragmentação em padrões de faturamento por alinhamento geopolítico — mas também enfatizou que o dólar permanece dominante e as participações globais de faturamento ficaram “amplamente estáveis” (Boz et al., 2025). 

Traduzindo: o mundo tenta se proteger, mas o dólar continua sendo o “padrão de referência” para uma parte enorme do comércio.


1.2 Por que isso importa para quem não mexe com finanças


Despolarização não é tema de chanceler. Ela escorre para o cotidiano por canais bem concretos:

  • A pequena empresa que importa componente para consertar máquina sente quando o banco encarece o dólar a termo.
  • O supermercado sente quando logística e seguro ficam mais caros porque o risco global aumentou.
  • A prefeitura sente quando o fornecedor pede reequilíbrio contratual porque a peça importada disparou.
  • A escola sente quando merenda e transporte viram briga de orçamento.


Não tem nada “filosófico” aí. É custo de risco entrando no preço.



2) A hegemonia do dólar e o custo de financiamento: onde os EUA realmente ganham


Muita gente fala “hegemonia do dólar” como se fosse uma medalha. Na prática, é um pacote de vantagens financeiras e geopolíticas. A mais importante, e a menos “heroica”, é: os EUA conseguem financiar o Estado e parte do setor privado com custo menor e com mais estabilidade do que a maioria dos países.


2.1 O mecanismo: o mundo precisa de um cofre e de um colateral


O sistema financeiro global precisa de ativos que cumpram duas funções ao mesmo tempo:

  1. Guardar valor com risco baixo (ou percebido como baixo);
  2. Servir como garantia (colateral) para operações financeiras, especialmente em momentos de estresse.


Os títulos do Tesouro dos EUA viraram o cofre e o colateral padrão porque o mercado é profundo, líquido e gigantesco. E quando o mundo usa esse cofre, ele está, na prática, comprando dívida americana.


O Federal Reserve resume a dimensão dessa centralidade mostrando a participação do dólar em reservas e a distância enorme para as alternativas (Bertaut; Tabova, 2025). 


Isso se traduz em duas vantagens:

  • Juros mais baixos do que seriam sem essa demanda estrutural;
  • Capacidade de rolar dívida com menos risco de “parada súbita” de financiamento.


2.2 “Mas os EUA ganham em toda transação em dólar?”


Não como pedágio direto. O ganho é sistêmico:


Ganho A — financiamento barato

Se bancos centrais e grandes fundos querem carregar ativos em dólar, eles compram Treasuries. Demanda alta tende a reduzir custo de financiamento. Essa é a vantagem que mais importa, porque afeta o orçamento e a capacidade de endividamento.


Ganho B — o ecossistema captura renda

Uma operação em dólar costuma puxar hedge, custódia, correspondência bancária, trade finance, benchmarks de juros, derivativos. O valor é capturado por uma rede financeira que gira em torno de instrumentos e mercados onde os EUA têm centralidade.


Ganho C — liquidez em crise

Quando o mundo treme, muita gente corre para dólar e Treasuries. Isso dá aos EUA uma capacidade rara de financiar-se mesmo em pânico global.


Ganho D — poder regulatório e de sanções

Quem controla parte relevante do encanamento (clearing, correspondentes, compliance) tem uma alavanca geopolítica que não depende de discurso. O acesso vira moeda de barganha.


Uma evidência indireta de como essa centralidade aparece na leitura de risco: em 2025, uma matéria da Reuters sobre avaliação da Fitch menciona a dominância do dólar em reservas como fator que sustenta a flexibilidade financeira americana (Fitch/Reuters, 2025). 


2.3 “Se o dólar cair, os EUA quebram?” — não é tão simples


A frase é forte e costuma ser usada para causar impacto. O que dá para dizer com precisão é:

  • Se o dólar perdesse status de forma abrupta, os EUA poderiam enfrentar juros mais altos, perda de demanda por Treasuries, pressão cambial e turbulência financeira.
  • Se a erosão for gradual (o cenário mais compatível com o que os dados mostram), o efeito tende a ser custos maiores e menos poder, não “quebra automática”.


O mundo já diversificou reservas ao longo de décadas, e mesmo assim o dólar segue dominante (Bertaut; Tabova, 2025). 

Isso sugere que a dinâmica principal é de erosão lenta e disputas por nichos, não de colapso instantâneo.



3) O dólar como língua do hedge: por que a desdolarização trava no lugar mais caro


Se você quer entender por que a conversa sobre “Unit” e moedas locais frequentemente empaca, esquece a ideologia e olha para o custo do hedge.


3.1 Hedge não é luxo: é o cinto de segurança


Uma empresa que vende exportação travada a 90 dias e compra insumo importado a 30 dias está carregando risco de câmbio e de preço. Se ela não fizer hedge e o câmbio virar, ela perde margem ou quebra caixa. No mundo real, hedge é sobrevivência.


E aqui o dólar tem uma vantagem monstruosa: ele é o centro do mercado de câmbio global.


Na pesquisa trienal do BIS, o volume médio diário em abril de 2025 chegou a US$ 9,6 trilhões, e o dólar esteve de um lado de 89% das transações (BIS, 2025). 

Esse número não é só curiosidade. Ele explica por que o hedge em USD tende a ser mais líquido e, muitas vezes, mais barato.


Quando alguém diz “vamos tirar o dólar”, a pergunta que decide se aquilo é factível é: onde está a liquidez alternativa para travar risco com custo aceitável? Se não tiver, o operador volta para USD nem que seja como ponte: BRL→USD→CNY, por exemplo.


3.2 O que desdolariza primeiro


A desdolarização que acontece no mundo real costuma começar no lugar mais simples:

  • Liquidação em moeda local em certos contratos bilaterais;
  • Swaps entre bancos centrais para facilitar comércio;
  • Participação maior de moedas locais em financiamentos de instituições como o NDB.


Ela raramente começa pelo lugar mais difícil, que é “trocar o idioma do hedge”.



4) BRICS: a parte que é concreta (pagamentos e moeda local) e a parte que vira boato (“Unit” como moeda pronta)


Aqui vale separar o que tem lastro documental do que vira narrativa de rede social.


4.1 O que é verificável: ampliar moeda local e reduzir custos de conversão


O New Development Bank, por exemplo, estabeleceu como meta estratégica 30% do financiamento em moedas locais no ciclo 2022–2026 (NDB, 2022). 

Isso é uma decisão técnica: financiar projetos com receita em moeda local sem obrigar o tomador a carregar risco cambial em USD e a pagar hedge caro.


Esse tipo de movimento é mais plausível do que “moeda única BRICS”, porque não exige banco central único, política monetária comum e integração fiscal — que simplesmente não existe no bloco.


4.2 O que é verificável no Brasil-China: arranjos para operar sem dólar em operações específicas


Um texto do Ipea, discutindo a agenda de desdolarização e os caminhos do Brasil, descreve a construção institucional para facilitar RMB no Brasil e relata marcos como a adesão do BOCOM BBM ao sistema chinês de pagamentos interbancários (CIPS) e o uso de câmaras de compensação de RMB (Ipea, 2025). 

No mesmo trecho, o texto menciona transação “em circuito fechado” com moedas locais, viabilizada por instituições chinesas, sem participação do dólar (Ipea, 2025). 


Isso mostra um ponto importante: dá para reduzir uso de dólar em pagamentos em operações específicas, quando há arranjo institucional e bancos dispostos a operar.


4.3 “Unit” como moeda circulando? Não.


O problema é que “Unit” aparece frequentemente como se fosse uma moeda já pronta, emitida e circulando. Em janeiro de 2025, a Reuters publicou checagem de fatos dizendo que o BRICS não criou uma moeda própria circulando, e que a discussão estava em torno de sistemas de pagamento e uso de moedas locais, não uma moeda comum implantada (Reuters, 2025). 


Então, quando alguém te disser “a Unit já existe e está cotada a X dólares”, a resposta correta é: mostra o documento oficial e a infraestrutura funcionando em escala. Sem isso, é barulho.


4.4 O que pode existir (e é mais plausível): “Unit” como unidade de conta interna


Agora, dá para discutir uma ideia mais realista: uma “Unit” como unidade de conta para contratos internos (precificação contábil), combinada com liquidação em moedas nacionais via mecanismos de compensação.


Isso poderia ajudar a reduzir atrito em alguns fluxos. Mas ainda esbarra na parte que ninguém quer encarar: sem hedge líquido e sem governança comum, a unidade de conta vira só um número bonito.


Um texto analítico do conselho russo associado ao BRICS discute “units of account” (UNTs) e descreve a ideia como parte de um ecossistema de pagamentos, mas isso está longe de equivaler a uma moeda BRICS plenamente implantada e aceita globalmente (BRICS Council, 2025). 

O ponto não é negar que existam propostas; é não confundir proposta com sistema robusto.



5) A correlação entre os três itens: por que eles sempre aparecem juntos


Agora dá para ligar as peças sem mistério.


5.1 Despolarização cria o incentivo


Quando o mundo fragmenta, aumenta o valor de reduzir vulnerabilidade: evitar sanções, evitar bloqueios, reduzir custo de conversão, não ficar preso a uma única infraestrutura.


Isso empurra países e empresas a testar:

  • pagamentos em moeda local;
  • acordos de compensação;
  • sistemas alternativos de liquidação;
  • e unidades de conta internas.


A lógica é defensiva. Não é “guerra ao dólar”. É “plano B”.


5.2 O dólar concentra o benefício (e o poder) porque ele é o lugar do hedge


O dólar captura valor porque o mercado global de FX e derivativos gira em torno dele. O BIS mostra, com número, que o USD está em 89% das operações de câmbio (BIS, 2025). 

Se o hedge continua sendo feito com USD, a desdolarização do pagamento tem teto.


5.3 A “Unit” aparece como tentativa de cortar o dólar por onde dói menos


Uma unidade de conta interna é uma tentativa de cortar o dólar na régua e na contabilidade. E um sistema de compensação interno tenta cortar o dólar no tubo do pagamento.


Só que, se o hedge e o benchmark continuam em USD, a mudança é parcial. Isso não é fracasso; é o tamanho do desafio.


6) Exemplos concretos fora do “mercado”: onde isso pega na vida urbana


6.1 O supermercado e o preço “que muda sem explicação”


Quando a volatilidade global aumenta, o custo de financiamento de estoques e de transporte sobe. O atacadista que traz produto de longe começa a trabalhar com margem maior porque o risco é maior. O consumidor não vê “BIS” nem “COFER”; vê que o preço do óleo, do frango, do pacote de macarrão varia em ondas.


6.2 A oficina mecânica e o boleto em dólar disfarçado


Oficina que compra peça importada ou dependente de insumo importado (rolamento, sensor, módulo) sente quando o distribuidor reajusta. Às vezes o distribuidor nem importou naquele mês — ele só ajusta porque o hedge encareceu e o dólar futuro ficou mais caro.


6.3 A prefeitura e a licitação que vira novela


Município que compra ônibus escolar, equipamento hospitalar, peça de manutenção ou insumo que tem componente importado enfrenta pedidos de reequilíbrio. O secretário não tem derivativo para travar preço. Ele tem orçamento travado e fornecedor pedindo reajuste.


6.4 O aluno do curso técnico e o laboratório que atrasa


Instituto que compra equipamento para laboratório (osciloscópio, fonte, componentes, sensores) lida com prazo e preço atrelados a câmbio e logística global. Se o fornecedor não consegue travar custo, ele embute risco no preço ou recusa entregar com o preço original. A consequência é simples: laboratório atrasa, aula vira improviso.


7) Crítica à posição deste texto (e resposta direta)


Crítica: “isso minimiza a mudança. O mundo está criando alternativas e o dólar vai perder centralidade mais rápido do que os dados do passado sugerem.”


Resposta: alternativa de pagamento pode avançar rápido em nichos — e há evidência disso em iniciativas de interoperabilidade e discussão de sistemas de pagamento entre BRICS (Agência Brasil, 2025). 

Além disso, movimentos de CBDC e propostas de integração podem acelerar testes, como reportou a Reuters sobre a proposta do RBI de ligar CBDCs dos BRICS (Reuters, 2026). 


Mas nada disso resolve automaticamente o núcleo da dominância: hedge, benchmark e liquidez em crise. Se o USD continua sendo o centro do mercado de FX e derivativos, ele continua sendo a língua do risco — e a língua do risco manda mais do que o discurso.


Conclusão — o teste simples para qualquer promessa de “mundo sem dólar”


Se a próxima manchete vier com “BRICS vai substituir o dólar”, faz um teste rápido: onde está o mercado líquido (de verdade) para travar preço e câmbio, com volume e governança, sem usar USD como ponte? Se a resposta for “estamos discutindo”, então não é substituição; é rascunho. E rascunho não paga frete.


Referências


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BERTAUT, Carol; TABOVA, Ali. The International Role of the U.S. Dollar – 2025 Edition. Washington, DC: Board of Governors of the Federal Reserve System, 2025. Disponível em: https://www.federalreserve.gov/econres/notes/feds-notes/the-international-role-of-the-u-s-dollar-2025-edition-20250718.html. Acesso em: 26 fev. 2026. 


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REUTERS. Fitch affirms US credit rating at ‘AA+’, expects deficit to narrow on tariff surge. Reuters, 3 abr. 2025. Acesso em: 26 fev. 2026. 



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