Três movimentos ao mesmo tempo: fragmentação, custo de financiamento americano e a tentação de uma “Unit” interna
Na terça-feira, o dono de uma metalúrgica pequena em Campinas tenta fechar a compra de um torno importado. O vendedor pede prazo curto e preço travado. O gerente do banco não quer conversa: “o fornecedor quer dólar, e o hedge ficou mais caro”. No mesmo dia, uma área técnica de uma estatal de infraestrutura discute financiamento com juros que mudam conforme o humor do mercado lá fora. E, enquanto isso, autoridades do BRICS falam em pagamentos sem conversão em dólar, interoperabilidade de sistemas e até “Unit” como unidade de conta. O que liga esses mundos não é teoria bonita: é o custo do risco. E o dólar ainda é o lugar onde o risco fica mais barato (ou menos inviável) de administrar.
Introdução — a pergunta que corta o barulho
Se o dólar deixasse de ser o “idioma padrão” do comércio global amanhã, quem financiaria o resto do mundo com a mesma facilidade e quem ofereceria hedge com a mesma liquidez?
A pergunta é chata de propósito, porque ela revela o que muita discussão evita: o dólar não é dominante só por tradição, nem só por pressão política. Ele é dominante porque funciona como infraestrutura. Infraestrutura de preço, de proteção e de pagamento. Quando o mundo fica mais fragmentado, mais desconfiado e mais “cada bloco por si”, essa infraestrutura vira objeto de disputa. Só que disputar não significa substituir.
Tem um ponto empírico que ajuda a colocar os pés no chão: em 2024, o dólar ainda era 58% das reservas oficiais globais divulgadas, muito acima do euro (20%), iene (6%), libra (5%) e renminbi (2%) (Bertaut; Tabova, 2025).
Isso não prova que o dólar é “eterno”. Prova que ele é muito difícil de destronar sem uma alternativa que entregue, ao mesmo tempo, liquidez, ativo seguro em escala e governança previsível.
Este texto trabalha com três itens que vivem aparecendo juntos, mas quase sempre de forma confusa:
- Despolarização da economia mundial (na prática: multipolarização + fragmentação);
- A ideia de que, se a hegemonia do dólar cair, os EUA quebram;
- A entrada de uma suposta “Unit” (unidade de conta) em negociações internas do BRICS.
A posição aqui não vai ficar em cima do muro: a despolarização é real e está em curso, mas ela não elimina o dólar — ela muda a forma como o dólar é usado e onde os países tentam reduzir dependência. E, no curto e médio prazo, “Unit” e arranjos internos tendem a funcionar mais como atalhos operacionais (pagamento/compensação) do que como substituição completa do sistema do dólar.
1) Despolarização: não é “fim da globalização”, é globalização com medo
Pensa num motorista de aplicativo em São Paulo que passou anos contando com um padrão: gasolina sobe e desce, mas o trabalho continua. De repente, entra um período em que o custo do combustível, a manutenção do carro e o preço de peças importadas começam a oscilar mais, e o aplicativo muda regras com mais frequência. A sensação é de instabilidade constante. No plano global, a despolarização funciona parecido: menos previsibilidade, mais risco, mais necessidade de travar variáveis.
1.1 O que mudou na prática
A despolarização aparece em três frentes ao mesmo tempo:
(a) Comércio e cadeias de suprimento
Empresas e governos estão mais dispostos a pagar mais caro por redundância. Não é “patriotismo industrial” abstrato. É medo de ficar sem insumo, sem chip, sem fertilizante, sem peça. O resultado é mais regionalização, mais estoques estratégicos, mais contratos travados.
(b) Tecnologia e regras
Sistemas digitais, dados, semicondutores e telecomunicações viraram arenas de disputa. Isso cria barreiras, padrões diferentes, e obriga empresas a manter “dois mundos” dentro da mesma operação.
(c) Finanças e pagamentos
Quando aumenta o risco de sanção, bloqueio, ou simplesmente de volatilidade, países e empresas procuram rotas alternativas: moedas locais, swaps, câmaras de compensação, sistemas de pagamento paralelos.
Só que aqui entra um detalhe que muda tudo: o FMI, analisando dados de 132 países (1990–2023), encontrou evidências de fragmentação em padrões de faturamento por alinhamento geopolítico — mas também enfatizou que o dólar permanece dominante e as participações globais de faturamento ficaram “amplamente estáveis” (Boz et al., 2025).
Traduzindo: o mundo tenta se proteger, mas o dólar continua sendo o “padrão de referência” para uma parte enorme do comércio.
1.2 Por que isso importa para quem não mexe com finanças
Despolarização não é tema de chanceler. Ela escorre para o cotidiano por canais bem concretos:
- A pequena empresa que importa componente para consertar máquina sente quando o banco encarece o dólar a termo.
- O supermercado sente quando logística e seguro ficam mais caros porque o risco global aumentou.
- A prefeitura sente quando o fornecedor pede reequilíbrio contratual porque a peça importada disparou.
- A escola sente quando merenda e transporte viram briga de orçamento.
Não tem nada “filosófico” aí. É custo de risco entrando no preço.
2) A hegemonia do dólar e o custo de financiamento: onde os EUA realmente ganham
Muita gente fala “hegemonia do dólar” como se fosse uma medalha. Na prática, é um pacote de vantagens financeiras e geopolíticas. A mais importante, e a menos “heroica”, é: os EUA conseguem financiar o Estado e parte do setor privado com custo menor e com mais estabilidade do que a maioria dos países.
2.1 O mecanismo: o mundo precisa de um cofre e de um colateral
O sistema financeiro global precisa de ativos que cumpram duas funções ao mesmo tempo:
- Guardar valor com risco baixo (ou percebido como baixo);
- Servir como garantia (colateral) para operações financeiras, especialmente em momentos de estresse.
Os títulos do Tesouro dos EUA viraram o cofre e o colateral padrão porque o mercado é profundo, líquido e gigantesco. E quando o mundo usa esse cofre, ele está, na prática, comprando dívida americana.
O Federal Reserve resume a dimensão dessa centralidade mostrando a participação do dólar em reservas e a distância enorme para as alternativas (Bertaut; Tabova, 2025).
Isso se traduz em duas vantagens:
- Juros mais baixos do que seriam sem essa demanda estrutural;
- Capacidade de rolar dívida com menos risco de “parada súbita” de financiamento.
2.2 “Mas os EUA ganham em toda transação em dólar?”
Não como pedágio direto. O ganho é sistêmico:
Ganho A — financiamento barato
Se bancos centrais e grandes fundos querem carregar ativos em dólar, eles compram Treasuries. Demanda alta tende a reduzir custo de financiamento. Essa é a vantagem que mais importa, porque afeta o orçamento e a capacidade de endividamento.
Ganho B — o ecossistema captura renda
Uma operação em dólar costuma puxar hedge, custódia, correspondência bancária, trade finance, benchmarks de juros, derivativos. O valor é capturado por uma rede financeira que gira em torno de instrumentos e mercados onde os EUA têm centralidade.
Ganho C — liquidez em crise
Quando o mundo treme, muita gente corre para dólar e Treasuries. Isso dá aos EUA uma capacidade rara de financiar-se mesmo em pânico global.
Ganho D — poder regulatório e de sanções
Quem controla parte relevante do encanamento (clearing, correspondentes, compliance) tem uma alavanca geopolítica que não depende de discurso. O acesso vira moeda de barganha.
Uma evidência indireta de como essa centralidade aparece na leitura de risco: em 2025, uma matéria da Reuters sobre avaliação da Fitch menciona a dominância do dólar em reservas como fator que sustenta a flexibilidade financeira americana (Fitch/Reuters, 2025).
2.3 “Se o dólar cair, os EUA quebram?” — não é tão simples
A frase é forte e costuma ser usada para causar impacto. O que dá para dizer com precisão é:
- Se o dólar perdesse status de forma abrupta, os EUA poderiam enfrentar juros mais altos, perda de demanda por Treasuries, pressão cambial e turbulência financeira.
- Se a erosão for gradual (o cenário mais compatível com o que os dados mostram), o efeito tende a ser custos maiores e menos poder, não “quebra automática”.
O mundo já diversificou reservas ao longo de décadas, e mesmo assim o dólar segue dominante (Bertaut; Tabova, 2025).
Isso sugere que a dinâmica principal é de erosão lenta e disputas por nichos, não de colapso instantâneo.
3) O dólar como língua do hedge: por que a desdolarização trava no lugar mais caro
Se você quer entender por que a conversa sobre “Unit” e moedas locais frequentemente empaca, esquece a ideologia e olha para o custo do hedge.
3.1 Hedge não é luxo: é o cinto de segurança
Uma empresa que vende exportação travada a 90 dias e compra insumo importado a 30 dias está carregando risco de câmbio e de preço. Se ela não fizer hedge e o câmbio virar, ela perde margem ou quebra caixa. No mundo real, hedge é sobrevivência.
E aqui o dólar tem uma vantagem monstruosa: ele é o centro do mercado de câmbio global.
Na pesquisa trienal do BIS, o volume médio diário em abril de 2025 chegou a US$ 9,6 trilhões, e o dólar esteve de um lado de 89% das transações (BIS, 2025).
Esse número não é só curiosidade. Ele explica por que o hedge em USD tende a ser mais líquido e, muitas vezes, mais barato.
Quando alguém diz “vamos tirar o dólar”, a pergunta que decide se aquilo é factível é: onde está a liquidez alternativa para travar risco com custo aceitável? Se não tiver, o operador volta para USD nem que seja como ponte: BRL→USD→CNY, por exemplo.
3.2 O que desdolariza primeiro
A desdolarização que acontece no mundo real costuma começar no lugar mais simples:
- Liquidação em moeda local em certos contratos bilaterais;
- Swaps entre bancos centrais para facilitar comércio;
- Participação maior de moedas locais em financiamentos de instituições como o NDB.
Ela raramente começa pelo lugar mais difícil, que é “trocar o idioma do hedge”.
4) BRICS: a parte que é concreta (pagamentos e moeda local) e a parte que vira boato (“Unit” como moeda pronta)
Aqui vale separar o que tem lastro documental do que vira narrativa de rede social.
4.1 O que é verificável: ampliar moeda local e reduzir custos de conversão
O New Development Bank, por exemplo, estabeleceu como meta estratégica 30% do financiamento em moedas locais no ciclo 2022–2026 (NDB, 2022).
Isso é uma decisão técnica: financiar projetos com receita em moeda local sem obrigar o tomador a carregar risco cambial em USD e a pagar hedge caro.
Esse tipo de movimento é mais plausível do que “moeda única BRICS”, porque não exige banco central único, política monetária comum e integração fiscal — que simplesmente não existe no bloco.
4.2 O que é verificável no Brasil-China: arranjos para operar sem dólar em operações específicas
Um texto do Ipea, discutindo a agenda de desdolarização e os caminhos do Brasil, descreve a construção institucional para facilitar RMB no Brasil e relata marcos como a adesão do BOCOM BBM ao sistema chinês de pagamentos interbancários (CIPS) e o uso de câmaras de compensação de RMB (Ipea, 2025).
No mesmo trecho, o texto menciona transação “em circuito fechado” com moedas locais, viabilizada por instituições chinesas, sem participação do dólar (Ipea, 2025).
Isso mostra um ponto importante: dá para reduzir uso de dólar em pagamentos em operações específicas, quando há arranjo institucional e bancos dispostos a operar.
4.3 “Unit” como moeda circulando? Não.
O problema é que “Unit” aparece frequentemente como se fosse uma moeda já pronta, emitida e circulando. Em janeiro de 2025, a Reuters publicou checagem de fatos dizendo que o BRICS não criou uma moeda própria circulando, e que a discussão estava em torno de sistemas de pagamento e uso de moedas locais, não uma moeda comum implantada (Reuters, 2025).
Então, quando alguém te disser “a Unit já existe e está cotada a X dólares”, a resposta correta é: mostra o documento oficial e a infraestrutura funcionando em escala. Sem isso, é barulho.
4.4 O que pode existir (e é mais plausível): “Unit” como unidade de conta interna
Agora, dá para discutir uma ideia mais realista: uma “Unit” como unidade de conta para contratos internos (precificação contábil), combinada com liquidação em moedas nacionais via mecanismos de compensação.
Isso poderia ajudar a reduzir atrito em alguns fluxos. Mas ainda esbarra na parte que ninguém quer encarar: sem hedge líquido e sem governança comum, a unidade de conta vira só um número bonito.
Um texto analítico do conselho russo associado ao BRICS discute “units of account” (UNTs) e descreve a ideia como parte de um ecossistema de pagamentos, mas isso está longe de equivaler a uma moeda BRICS plenamente implantada e aceita globalmente (BRICS Council, 2025).
O ponto não é negar que existam propostas; é não confundir proposta com sistema robusto.
5) A correlação entre os três itens: por que eles sempre aparecem juntos
Agora dá para ligar as peças sem mistério.
5.1 Despolarização cria o incentivo
Quando o mundo fragmenta, aumenta o valor de reduzir vulnerabilidade: evitar sanções, evitar bloqueios, reduzir custo de conversão, não ficar preso a uma única infraestrutura.
Isso empurra países e empresas a testar:
- pagamentos em moeda local;
- acordos de compensação;
- sistemas alternativos de liquidação;
- e unidades de conta internas.
A lógica é defensiva. Não é “guerra ao dólar”. É “plano B”.
5.2 O dólar concentra o benefício (e o poder) porque ele é o lugar do hedge
O dólar captura valor porque o mercado global de FX e derivativos gira em torno dele. O BIS mostra, com número, que o USD está em 89% das operações de câmbio (BIS, 2025).
Se o hedge continua sendo feito com USD, a desdolarização do pagamento tem teto.
5.3 A “Unit” aparece como tentativa de cortar o dólar por onde dói menos
Uma unidade de conta interna é uma tentativa de cortar o dólar na régua e na contabilidade. E um sistema de compensação interno tenta cortar o dólar no tubo do pagamento.
Só que, se o hedge e o benchmark continuam em USD, a mudança é parcial. Isso não é fracasso; é o tamanho do desafio.
6) Exemplos concretos fora do “mercado”: onde isso pega na vida urbana
6.1 O supermercado e o preço “que muda sem explicação”
Quando a volatilidade global aumenta, o custo de financiamento de estoques e de transporte sobe. O atacadista que traz produto de longe começa a trabalhar com margem maior porque o risco é maior. O consumidor não vê “BIS” nem “COFER”; vê que o preço do óleo, do frango, do pacote de macarrão varia em ondas.
6.2 A oficina mecânica e o boleto em dólar disfarçado
Oficina que compra peça importada ou dependente de insumo importado (rolamento, sensor, módulo) sente quando o distribuidor reajusta. Às vezes o distribuidor nem importou naquele mês — ele só ajusta porque o hedge encareceu e o dólar futuro ficou mais caro.
6.3 A prefeitura e a licitação que vira novela
Município que compra ônibus escolar, equipamento hospitalar, peça de manutenção ou insumo que tem componente importado enfrenta pedidos de reequilíbrio. O secretário não tem derivativo para travar preço. Ele tem orçamento travado e fornecedor pedindo reajuste.
6.4 O aluno do curso técnico e o laboratório que atrasa
Instituto que compra equipamento para laboratório (osciloscópio, fonte, componentes, sensores) lida com prazo e preço atrelados a câmbio e logística global. Se o fornecedor não consegue travar custo, ele embute risco no preço ou recusa entregar com o preço original. A consequência é simples: laboratório atrasa, aula vira improviso.
7) Crítica à posição deste texto (e resposta direta)
Crítica: “isso minimiza a mudança. O mundo está criando alternativas e o dólar vai perder centralidade mais rápido do que os dados do passado sugerem.”
Resposta: alternativa de pagamento pode avançar rápido em nichos — e há evidência disso em iniciativas de interoperabilidade e discussão de sistemas de pagamento entre BRICS (Agência Brasil, 2025).
Além disso, movimentos de CBDC e propostas de integração podem acelerar testes, como reportou a Reuters sobre a proposta do RBI de ligar CBDCs dos BRICS (Reuters, 2026).
Mas nada disso resolve automaticamente o núcleo da dominância: hedge, benchmark e liquidez em crise. Se o USD continua sendo o centro do mercado de FX e derivativos, ele continua sendo a língua do risco — e a língua do risco manda mais do que o discurso.
Conclusão — o teste simples para qualquer promessa de “mundo sem dólar”
Se a próxima manchete vier com “BRICS vai substituir o dólar”, faz um teste rápido: onde está o mercado líquido (de verdade) para travar preço e câmbio, com volume e governança, sem usar USD como ponte? Se a resposta for “estamos discutindo”, então não é substituição; é rascunho. E rascunho não paga frete.
Referências
BANCO DE COMPENSAÇÕES INTERNACIONAIS (BIS). OTC foreign exchange turnover in April 2025. Basel: BIS, 2025. Disponível em: https://www.bis.org/statistics/rpfx25_fx.htm. Acesso em: 26 fev. 2026.
BANCO DE COMPENSAÇÕES INTERNACIONAIS (BIS). Global FX trading hits $9.6 trillion per day in April 2025 and the US dollar is on one side of 89% of all FX trades. Basel: BIS, 30 set. 2025. Disponível em: https://www.bis.org/press/p250930.htm. Acesso em: 26 fev. 2026.
BERTAUT, Carol; TABOVA, Ali. The International Role of the U.S. Dollar – 2025 Edition. Washington, DC: Board of Governors of the Federal Reserve System, 2025. Disponível em: https://www.federalreserve.gov/econres/notes/feds-notes/the-international-role-of-the-u-s-dollar-2025-edition-20250718.html. Acesso em: 26 fev. 2026.
BOZ, Emine et al. Patterns of Invoicing Currency in Global Trade in a Fragmenting World Economy. IMF Working Paper, Washington, DC, 2025. Disponível em: https://www.imf.org/en/publications/wp/issues/2025/09/12/patterns-of-invoicing-currency-in-global-trade-in-a-fragmenting-world-economy-570297. Acesso em: 26 fev. 2026.
BOZ, Emine et al. Patterns of Invoicing Currency in Global Trade in a Fragmenting World Economy (PDF). IMF Working Paper, Washington, DC, 2025. Disponível em: https://www.imf.org/-/media/files/publications/wp/2025/english/wpiea2025178-source-pdf.pdf. Acesso em: 26 fev. 2026.
BRICS COUNCIL. Enhancing Cross-Border Settlement Mechanisms Among BRICS Countries (analytics). Moscou: BRICS Council, 19 set. 2025. Disponível em: https://bricscouncil.ru/en/analytics/sovershenstvovanie-mekhanizmov-transgranichnykh-raschetov-mezhdu-stranami-chlenami-briks. Acesso em: 26 fev. 2026.
FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL (FMI). COFER Dataset. Washington, DC: IMF, 2026. Disponível em: https://data.imf.org/en/datasets/IMF.STA%3ACOFER. Acesso em: 26 fev. 2026.
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA). O BRICS e a agenda de desdolarização: avanços e desafios na presidência do Brasil. Revista Tempo do Mundo, n. 38, ago. 2025. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/revistas/index.php/rtm/article/download/696/498/2783. Acesso em: 26 fev. 2026.
NEW DEVELOPMENT BANK (NDB). NDB General Strategy for 2022–2026. Shanghai: NDB, 2022. Disponível em: https://www.ndb.int/wp-content/uploads/2022/07/NDB_StrategyDocument_eVersion_07.pdf. Acesso em: 26 fev. 2026.
REUTERS. Checagem de fatos: Brics não criou moeda cotada a US$ 45. Reuters Fact Check, 8 jan. 2025. Disponível em: https://www.reuters.com/fact-check/portugues/PEDR7WJSIVPADMC7DBVRZSYVHM-2025-01-08/. Acesso em: 26 fev. 2026.
REUTERS. India’s central bank proposes linking BRICS’ digital currencies, sources say. Reuters, 19 jan. 2026. Acesso em: 26 fev. 2026.
REUTERS. Fitch affirms US credit rating at ‘AA+’, expects deficit to narrow on tariff surge. Reuters, 3 abr. 2025. Acesso em: 26 fev. 2026.
Nenhum comentário:
Postar um comentário