segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Democracia em queda (de novo): por que 2024 consolidou o nono ano de recuo global — e o que isso diz sobre a “nova normalidade” política

 Relatórios recentes do International IDEA e do V-Dem mostram que 2024 consolidou o nono ano consecutivo de declínio líquido da democracia no mundo: mais da metade dos países piorou em representação, direitos e Estado de Direito, enquanto pouco menos de um terço avançou. A autocratização, porém, não costuma chegar com golpe clássico, e sim com “captura institucional” em etapas — ataques à imprensa, pressão sobre o Judiciário e corrosão da confiança eleitoral — normalizando regimes híbridos (com eleições formais, mas controles e liberdades degradados) até em democracias antes consideradas estáveis.


1. Por que eu estou batendo nessa tecla agora


Eu vou direto ao ponto: 2024 não foi um “ano ruim” isolado. Ele foi a confirmação de um padrão. Os relatórios mais consistentes do campo — International IDEA, V-Dem e o Democracy Index da EIU — convergem num diagnóstico incômodo: a democracia global está perdendo terreno de forma contínua, e 2024 marcou o nono ano consecutivo de declínio líquido (INTERNATIONAL IDEA, 2025).


1.1. O que significa “declínio líquido” na prática


“Declínio líquido” é um jeito técnico de dizer o seguinte: quando você soma o que piora e o que melhora, o saldo dá negativo. É como olhar o extrato: entrou dinheiro, mas saiu mais. A democracia até pode registrar avanços em alguns lugares, mas globalmente a conta está fechando para baixo.


1.2. Por que 2024 não é só “mais um ano ruim”


Porque nove anos seguidos deixam de ser acidente e passam a ser tendência. Em ciência social, esse tipo de persistência geralmente aponta para algo estrutural: mudança de incentivos, novas tecnologias de poder, degradação de confiança pública, reorganização de elites e disputa informacional permanente.


2. Os três “instrumentos” que medem a democracia


Antes de entrar nos números, eu preciso explicar quem mede e como mede, para a gente não cair numa leitura ingênua do tipo “isso é só opinião”.


2.1. International IDEA: o que é e o que mede


International IDEA é o International Institute for Democracy and Electoral Assistance (Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral). Ele publica relatórios globais com foco em dimensões como representação, direitos e Estado de Direito, observando tendências como liberdade de expressão, espaço cívico e funcionamento institucional (INTERNATIONAL IDEA, 2025).


Pensa nele como um termômetro que mede o ecossistema democrático: como estão as regras, as garantias e as condições para a vida política funcionar sem medo.


2.2. V-Dem: de onde vem o nome e o que significa


V-Dem é a sigla de Varieties of Democracy (Variedades da Democracia). O nome já diz a tese: não existe democracia só em “liga/desliga”. Existem múltiplas dimensões (eleições, liberdades, controles, igualdade, deliberação etc.) e o V-Dem tenta medir isso com um conjunto grande de indicadores e séries históricas. O relatório recente fala em “25 anos de autocratização” e descreve como a erosão acontece de forma gradual (NORD et al., 2025).


2.3. EIU Democracy Index: quem produz e por que é relevante


A EIU é a Economist Intelligence Unit, ligada ao grupo The Economist. O Democracy Index deles é um índice conhecido e amplamente citado, que resume a situação democrática por país e fornece uma média global. No recorte de 2024, o índice registra média global de 5,17 (ECONOMIST INTELLIGENCE UNIT, 2025).


Ele não substitui os outros instrumentos, mas ajuda a “enxergar o mapa” de forma comparável.


3. O retrato de 2024: números que não são neutros


3.1. 54% pioraram e 32% melhoraram: como ler isso sem ingenuidade


O International IDEA registra que 54% dos países pioraram em indicadores centrais (representação, direitos e Estado de Direito), enquanto 32% melhoraram (INTERNATIONAL IDEA, 2025).


A leitura correta, para mim, é esta:


  • não é que “a democracia acabou”;
  • é que a democracia está perdendo capacidade de se defender em mais países do que está recuperando.

E quando isso se repete por nove anos, significa que os mecanismos de corrosão estão mais eficientes do que os mecanismos de proteção.


3.2. O “ar” rareando: imprensa, espaço cívico e liberdade de expressão


Eu insisto nisso porque é um indicador-sentinela: quando a liberdade de imprensa e o espaço cívico encolhem, a democracia começa a operar sem oxigênio.


O International IDEA chama atenção para pioras relevantes em press freedom e ambiente de liberdades (INTERNATIONAL IDEA, 2025).

E o V-Dem descreve um declínio importante em liberdade de expressão, com 2024 também marcado por tensões envolvendo polarização e mídia em contexto eleitoral (NORD et al., 2025).


3.3. Autocracias em maioria e o peso demográfico do autoritarismo


Aqui o dado é duro: o V-Dem registra 91 autocracias e 88 democracias — ou seja, as autocracias já são maioria em número de regimes (NORD et al., 2025).


E mais: 72% da população mundial vive em autocracias, algo como 5,8 bilhões de pessoas (NORD et al., 2025).


Então, não é apenas “quantos países”. É também quanta gente vive sob arranjos onde o poder tem menos controle, menos transparência e menos accountability.


4. Como a autocratização acontece: a captura institucional em câmera lenta


Agora eu quero explicar o “como”. Porque autocratização, na maioria das vezes, não entra com sirene. Ela entra com carimbo.


4.1. O método do “um por cento por mês”


O que eu vejo nesses relatórios é a lógica do desgaste incremental: você muda uma regra aqui, intimida um jornalista ali, reinterpreta um procedimento acolá… e, quando você percebe, o país ainda tem eleições e Constituição, mas o jogo já está desbalanceado.


O V-Dem descreve essa dinâmica como uma onda prolongada e cumulativa (NORD et al., 2025).


4.2. Imprensa sob ataque: deslegitimar, asfixiar, intimidar

O roteiro costuma ter três atos:


  1. Deslegitimar: “imprensa mente”, “jornalista é inimigo”, “checar é censurar”.
  2. Asfixiar: cortar publicidade, pressionar financiadores, judicializar tudo para encarecer a apuração.
  3. Intimidar: assédio digital, ameaças, perseguição.


A genialidade perversa disso é que você não precisa proibir formalmente. Você só precisa aumentar o custo de falar a verdade.


4.3. Justiça sob pressão: quando o Direito vira arma


Aqui entra o que eu chamo — em termos simples — de uso seletivo do Direito. Em vez de o Judiciário funcionar como proteção de direitos, ele pode virar instrumento de punição política, por meio de:

  • nomeações estratégicas;
  • controle disciplinar;
  • mudanças processuais;
  • e perseguição judicial “cirúrgica”.


Quando o sistema de justiça perde independência, o medo entra na sala. E democracia com medo não dura muito.


4.4. Integridade eleitoral: quando a dúvida é a estratégia


Esse ponto é central: hoje, muitas vezes, a disputa não é “fraudar urna”; é fraudar confiança. A tática é transformar a eleição numa suspeita permanente, porque isso mina a legitimidade do vencedor e autoriza “medidas excepcionais”.


O V-Dem aponta o agravamento de fatores como violência, mídia e polarização em ano eleitoral (NORD et al., 2025).


4.5. Polarização afetiva: política como guerra moral


Eu diferencio duas coisas:


  • polarização ideológica: discordar sobre economia, valores, políticas públicas.
  • polarização afetiva: odiar o outro, tratar o adversário como inimigo moral.

Quando vira polarização afetiva, a política deixa de ser debate e vira guerra. E, em guerra, vale tudo. Esse é o terreno ideal para práticas autoritárias ganharem aparência de “necessidade”.



5. EUA e Índia: quando até “democracias grandes” exibem erosão


5.1. EUA: o risco da normalização do “quase”


O V-Dem dedica atenção específica ao caso dos EUA (NORD et al., 2025).

E eu interpreto assim: quando um país com centralidade simbólica e institucional como os EUA entra em crise de confiança, isso não fica “lá”. Isso exporta linguagem, tática, estética política.


O perigo é a normalização do “quase”: eleições existem, mas a confiança evapora; instituições existem, mas a legitimidade fica em disputa permanente.


5.2. Índia: o que é “autocracia eleitoral” e por que isso importa


Aqui eu preciso explicar o conceito.


Autocracia eleitoral é um regime em que há eleições, mas elas não são suficientes para garantir que o poder esteja realmente submetido a competição justa e controles efetivos. Em geral, você tem:

  • vantagens sistemáticas do incumbente,
  • pressões sobre mídia e oposição,
  • uso do Estado como máquina partidária,
  • e enfraquecimento de instituições de controle.


O V-Dem enquadra a Índia nessa trajetória, com deterioração que sustenta essa classificação ao longo do tempo (NORD et al., 2025).


5.3. Risco sistêmico: o efeito “copiar e colar”


Quando grandes democracias mostram sinais de erosão, regimes híbridos (vou explicar já já) ganham argumento: “todo mundo tem problema”. A consequência é uma espécie de anistia moral do autoritarismo. O desvio vira estilo.



6. Contraciclos: por que alguns países conseguem virar o jogo


6.1. Um dado que dói: democratização em escala pequena


O V-Dem estima que países em democratização correspondem a menos de 6% da população mundial e que grande parte disso está concentrada em poucos países, incluindo Brasil e Polônia (NORD et al., 2025).


Ou seja: existem viradas, mas elas ainda são minoritárias em escala global.


6.2. Brasil: recomposição de freios e contrapesos pós-2022


O V-Dem aponta o Brasil como exemplo relevante de reversão/recuperação democrática em período recente (NORD et al., 2025).

E o International IDEA também registra melhorias em dimensões relevantes após o estresse institucional recente (INTERNATIONAL IDEA, 2025).


Eu leio o Brasil como um caso em que instituições (judiciário, legislativo, órgãos de controle), imprensa e sociedade civil conseguiram, em alguma medida, reativar freios e contrapesos — isto é, mecanismos que impedem que o poder vire “um bloco único” sem controle.


6.3. Polônia: alternância e reversão parcial pós-2023


A Polônia aparece em relatórios como um caso de reversão parcial após a mudança política pós-2023, com melhora em aspectos ligados a direitos e controles (INTERNATIONAL IDEA, 2025; NORD et al., 2025).


Repare no termo: “parcial”. Isso não é cura. É estabilização. Mas estabilizar, em tempos de maré autoritária, é um feito.


6.4. Taiwan: resiliência digital e defesa democrática em rede


Taiwan é interessante porque trata a democracia como infraestrutura, especialmente no campo informacional. Um relatório de missão do Parlamento Europeu descreve práticas debatidas com atores taiwaneses, como estratégias de engajamento, combate a boatos e medidas relacionadas a publicidade política e deepfakes (PARLAMENTO EUROPEU, 2025).


Agora, eu vou traduzir em linguagem simples: Taiwan tenta responder à desinformação mais rápido do que ela se espalha, envolvendo Estado, sociedade civil e mecanismos de confiança.



7. Padrões regionais e atores externos


7.1. Onde a queda foi mais aguda


O V-Dem aponta declínios fortes em algumas regiões e lembra que áreas antes vistas como “mais estáveis” já recuaram a patamares históricos (NORD et al., 2025).



7.2. América Latina: avanços pontuais, fragilidades estruturais


Na América Latina, eu vejo um padrão de oscilação: instituições formais existem, mas convivem com:


  • desigualdade persistente,
  • violência e crime organizado,
  • personalismo,
  • e ciclos econômicos que explodem legitimidade.


É um ambiente em que a democracia funciona, mas muitas vezes sem colchão.


7.3. Pressões externas e ecossistemas informacionais


Atores externos (Estados e redes transnacionais) operam hoje muito por meio de:


  • influência e financiamento,
  • guerra de narrativas,
  • campanhas digitais,
  • e dependências tecnológicas.


Não é só “interferência”; é disputa por ecossistemas de percepção.



8. Uma “equação” para entender o presente


Aqui eu vou propor um modelo didático, sem a pretensão de esgotar o tema:


Autocratização = (erosão institucional) × (polarização afetiva) × (colapso informacional) × (incentivos de curto prazo)


Quando um desses fatores cresce, ele puxa os outros. É um sistema de retroalimentação.


8.1. Variáveis institucionais


  • independência judicial real,
  • integridade eleitoral,
  • capacidade fiscalizatória do legislativo,
  • órgãos de controle com autonomia.


8.2. Variáveis sociais e cognitivas


  • desconfiança generalizada,
  • ressentimento moral,
  • identidade política como tribo,
  • tolerância a “soluções de força”.


8.3. Variáveis tecnológicas e econômicas


  • economia da atenção,
  • opacidade algorítmica,
  • precariedade e ansiedade material,
  • baixa capacidade regulatória do Estado.



9. Agenda de pesquisa: perguntas e respostas (com conceitos explicados)


9.1. 

Pergunta:

 O que explica reversões democráticas em meio à maré global de autocratização (Brasil, Polônia, Taiwan)?


Resposta: Em geral, reversões não acontecem por “boa vontade” institucional. Elas tendem a ocorrer quando se combinam quatro condições:


  1. Coalizão pró-democracia minimamente coordenada (partidos, instituições, mídia, sociedade civil) capaz de sustentar o custo político da recomposição.
  2. Enforcement institucional: tribunais, órgãos de controle e burocracias com capacidade real de impor regras — não apenas emitir notas.
  3. Custo reputacional e jurídico elevado para a erosão: quando violações deixam de ser “baratas”.
  4. Recomposição do centro político (ainda que temporária), reduzindo a polarização afetiva e devolvendo previsibilidade ao jogo.


Isso converge com a leitura dos relatórios: as reversões existem, mas são raras e exigem capacidade institucional e social de reação (INTERNATIONAL IDEA, 2025; NORD et al., 2025).

9.2. 

Pergunta:

 Como polarização afetiva, desinformação digital e captura judicial interagem para acelerar o declínio em democracias grandes (EUA, Índia)?


Resposta: Eu vejo isso como um circuito de retroalimentação:


  • Desinformação aumenta desconfiança e cinismo (“ninguém presta”, “tudo é fraude”).
  • Isso empurra a sociedade para polarização afetiva (não é discordância, é hostilidade moral).
  • A hostilidade moral cria demanda por “mãos fortes” e tolerância a exceções.
  • Com isso, abre-se a janela para captura institucional, especialmente do sistema de justiça e dos órgãos de fiscalização.
  • A captura reduz accountability e facilita ainda mais a circulação de desinformação, porque o custo de mentir e abusar do poder cai.


O V-Dem enfatiza, inclusive, que 2024 teve agravamento de elementos como polarização, mídia e violência em contexto eleitoral, o que dá material empírico para investigar esses mecanismos (NORD et al., 2025).


9.3. 

Pergunta:

 O que é “regime híbrido” e por que isso virou um risco de “normalização” até em democracias formalmente estáveis?


Resposta: Regime híbrido é um tipo de arranjo político que fica no meio do caminho entre democracia e autoritarismo. Ele costuma manter instituições e ritos democráticos (eleições, parlamento, tribunais, constituição), mas na prática apresenta mecanismos autoritários suficientes para distorcer o jogo.


Em termos simples: parece democracia por fora, mas funciona com vícios autoritários por dentro.


Os sinais típicos de um regime híbrido incluem, por exemplo:


  • Eleições existem, mas com competição desigual (uso do Estado, intimidação, manipulação informacional, regras enviesadas).
  • Imprensa existe, mas sob assédio, judicialização, asfixia econômica ou intimidação.
  • Judiciário existe, mas com pressões e controles indiretos que reduzem autonomia.
  • Oposição existe, mas enfrenta obstáculos sistemáticos (criminalização seletiva, bloqueios administrativos, perseguição).
  • A lei existe, porém aplicada de modo seletivo (punição para uns, blindagem para outros).


Por que isso é perigoso? Porque ele cria um efeito psicológico e institucional poderoso: a sociedade passa a aceitar como “normal” viver numa democracia de baixa intensidade — com eleições, mas com confiança destruída; com instituições, mas sem freios efetivos.


Essa leitura conversa com o alerta de declínio prolongado (International IDEA) e com a descrição de autocratização gradual (V-Dem), que é justamente o terreno onde regimes híbridos proliferam (INTERNATIONAL IDEA, 2025; NORD et al., 2025).


9.4. 

Pergunta:

 Existem padrões regionais na autocratização (América Latina vs. Europa Oriental) e qual o papel de atores externos (China, Rússia) nesses processos?


Resposta: Sim, há padrões, e eles costumam variar conforme:


  • capacidade institucional do Estado (controle, fiscalização, independência judicial);
  • estrutura do sistema partidário (fragmentação, hiperpersonalismo, volatilidade eleitoral);
  • concentração de mídia e fragilidade do ecossistema informacional;
  • nível de polarização e crise socioeconômica.


Quanto a atores externos, o impacto mais consistente hoje ocorre menos como “interferência pontual” e mais como pressão e influência estruturais: ecossistemas de propaganda, redes digitais, dependência tecnológica, financiamento político indireto, e disputa narrativa em larga escala.


O V-Dem descreve padrões regionais e a continuidade da onda de autocratização, o que permite montar desenhos comparados com hipóteses testáveis (NORD et al., 2025).


10. Conclusão: democracia como sistema imunológico sob estresse crônico


Eu termino com a metáfora que, para mim, é a mais fiel: democracia é um sistema imunológico institucional. Ela não impede que o vírus autoritário exista — ele sempre existiu —, mas impede que ele domine o organismo. O problema é que, em 2024, esse sistema imunológico global mostrou sinais de fadiga prolongada: mais países pioraram do que melhoraram, e isso se repete há nove anos (INTERNATIONAL IDEA, 2025).


O V-Dem torna o quadro ainda mais contundente: autocracias já são maioria em número de regimes, e a maior parte da população do planeta vive sob autocracias (NORD et al., 2025).  E o Democracy Index da EIU reforça que esse declínio não é uma abstração: o nível médio global permanece baixo, com 5,17 em 2024 (ECONOMIST INTELLIGENCE UNIT, 2025).


Agora, eu não acho que o futuro esteja “decretado”. Brasil e Polônia mostram que reversões são possíveis; Taiwan sugere que, na era digital, defender democracia significa também projetar infraestruturas de confiança (PARLAMENTO EUROPEU, 2025).


E aqui eu fecho com uma pergunta que eu considero decisiva: a gente vai aceitar como normal viver em “meias-democracias” — regimes com aparência democrática, mas prática corroída — ou vai tratar a democracia como aquilo que ela é: um trabalho cotidiano de freios, transparência, pluralismo e limites reais ao poder?



11. 5 pontos relevantes


  1. 2024 consolidou nove anos consecutivos de declínio líquido democrático (INTERNATIONAL IDEA, 2025).
  2. O V-Dem registra mais autocracias (91) do que democracias (88) (NORD et al., 2025).
  3. 72% da população mundial vive em autocracias (NORD et al., 2025).
  4. As reversões democráticas existem, mas estão em escala populacional pequena (NORD et al., 2025).
  5. Taiwan reforça que resiliência democrática hoje passa por governança informacional e defesa digital (PARLAMENTO EUROPEU, 2025).



12. 3 livros para aprofundar


  1. LEVITSKY, Steven; ZIBLATT, Daniel. Como as democracias morrem. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
  2. DIAMOND, Larry. Ill Winds: Saving Democracy from Russian Rage, Chinese Ambition, and American Complacency. New York: Penguin Press, 2019.
  3. MOUNK, Yascha. The People vs. Democracy: Why Our Freedom Is in Danger and How to Save It. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2018.



13. Referências



ECONOMIST INTELLIGENCE UNIT. Democracy Index 2024. [S. l.]: Economist Intelligence Unit, 2025. Disponível em: https://static.poder360.com.br/2025/03/the-economist-democracia-.pdf. Acesso em: 11 jan. 2026.


INTERNATIONAL IDEA. Global Democracy Report: Majority of Countries Worsen as Press Freedom Hits 50-year Low. Estocolmo: International IDEA, 2025. Disponível em: https://www.idea.int/news/global-democracy-report-majority-countries-worsen-press-freedom-hits-50-year-low. Acesso em: 11 jan. 2026.


INTERNATIONAL IDEA. The Global State of Democracy 2025: Democracy at a Crossroads? Estocolmo: International IDEA, 2025. Disponível em: https://www.idea.int/publications/catalogue/html/global-state-democracy-2025-democracy-move. Acesso em: 11 jan. 2026.


NORD, Marina et al. V-Dem Democracy Report 2025: 25 years of autocratization – democracy trumped? Gotemburgo: V-Dem Institute, University of Gothenburg, 2025. Disponível em: https://www.v-dem.net/documents/60/V-dem-dr__2025_lowres.pdf. Acesso em: 11 jan. 2026.


PARLAMENTO EUROPEU. Mission report following the EUDS mission to Taiwan (Taipei), 21–23 July 2025. Bruxelas: European Parliament, 2025. Disponível em: https://www.europarl.europa.eu/cmsdata/298647/EUDS%20Mission%20Report%20Taipei%20%28Taiwan%29_1327245EN.pdf. Acesso em: 11 jan. 2026.


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