Relatórios recentes do International IDEA e do V-Dem mostram que 2024 consolidou o nono ano consecutivo de declínio líquido da democracia no mundo: mais da metade dos países piorou em representação, direitos e Estado de Direito, enquanto pouco menos de um terço avançou. A autocratização, porém, não costuma chegar com golpe clássico, e sim com “captura institucional” em etapas — ataques à imprensa, pressão sobre o Judiciário e corrosão da confiança eleitoral — normalizando regimes híbridos (com eleições formais, mas controles e liberdades degradados) até em democracias antes consideradas estáveis.
1. Por que eu estou batendo nessa tecla agora
Eu vou direto ao ponto: 2024 não foi um “ano ruim” isolado. Ele foi a confirmação de um padrão. Os relatórios mais consistentes do campo — International IDEA, V-Dem e o Democracy Index da EIU — convergem num diagnóstico incômodo: a democracia global está perdendo terreno de forma contínua, e 2024 marcou o nono ano consecutivo de declínio líquido (INTERNATIONAL IDEA, 2025).
1.1. O que significa “declínio líquido” na prática
“Declínio líquido” é um jeito técnico de dizer o seguinte: quando você soma o que piora e o que melhora, o saldo dá negativo. É como olhar o extrato: entrou dinheiro, mas saiu mais. A democracia até pode registrar avanços em alguns lugares, mas globalmente a conta está fechando para baixo.
1.2. Por que 2024 não é só “mais um ano ruim”
Porque nove anos seguidos deixam de ser acidente e passam a ser tendência. Em ciência social, esse tipo de persistência geralmente aponta para algo estrutural: mudança de incentivos, novas tecnologias de poder, degradação de confiança pública, reorganização de elites e disputa informacional permanente.
2. Os três “instrumentos” que medem a democracia
Antes de entrar nos números, eu preciso explicar quem mede e como mede, para a gente não cair numa leitura ingênua do tipo “isso é só opinião”.
2.1. International IDEA: o que é e o que mede
International IDEA é o International Institute for Democracy and Electoral Assistance (Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral). Ele publica relatórios globais com foco em dimensões como representação, direitos e Estado de Direito, observando tendências como liberdade de expressão, espaço cívico e funcionamento institucional (INTERNATIONAL IDEA, 2025).
Pensa nele como um termômetro que mede o ecossistema democrático: como estão as regras, as garantias e as condições para a vida política funcionar sem medo.
2.2. V-Dem: de onde vem o nome e o que significa
V-Dem é a sigla de Varieties of Democracy (Variedades da Democracia). O nome já diz a tese: não existe democracia só em “liga/desliga”. Existem múltiplas dimensões (eleições, liberdades, controles, igualdade, deliberação etc.) e o V-Dem tenta medir isso com um conjunto grande de indicadores e séries históricas. O relatório recente fala em “25 anos de autocratização” e descreve como a erosão acontece de forma gradual (NORD et al., 2025).
2.3. EIU Democracy Index: quem produz e por que é relevante
A EIU é a Economist Intelligence Unit, ligada ao grupo The Economist. O Democracy Index deles é um índice conhecido e amplamente citado, que resume a situação democrática por país e fornece uma média global. No recorte de 2024, o índice registra média global de 5,17 (ECONOMIST INTELLIGENCE UNIT, 2025).
Ele não substitui os outros instrumentos, mas ajuda a “enxergar o mapa” de forma comparável.
3. O retrato de 2024: números que não são neutros
3.1. 54% pioraram e 32% melhoraram: como ler isso sem ingenuidade
O International IDEA registra que 54% dos países pioraram em indicadores centrais (representação, direitos e Estado de Direito), enquanto 32% melhoraram (INTERNATIONAL IDEA, 2025).
A leitura correta, para mim, é esta:
- não é que “a democracia acabou”;
- é que a democracia está perdendo capacidade de se defender em mais países do que está recuperando.
E quando isso se repete por nove anos, significa que os mecanismos de corrosão estão mais eficientes do que os mecanismos de proteção.
3.2. O “ar” rareando: imprensa, espaço cívico e liberdade de expressão
Eu insisto nisso porque é um indicador-sentinela: quando a liberdade de imprensa e o espaço cívico encolhem, a democracia começa a operar sem oxigênio.
O International IDEA chama atenção para pioras relevantes em press freedom e ambiente de liberdades (INTERNATIONAL IDEA, 2025).
E o V-Dem descreve um declínio importante em liberdade de expressão, com 2024 também marcado por tensões envolvendo polarização e mídia em contexto eleitoral (NORD et al., 2025).
3.3. Autocracias em maioria e o peso demográfico do autoritarismo
Aqui o dado é duro: o V-Dem registra 91 autocracias e 88 democracias — ou seja, as autocracias já são maioria em número de regimes (NORD et al., 2025).
E mais: 72% da população mundial vive em autocracias, algo como 5,8 bilhões de pessoas (NORD et al., 2025).
Então, não é apenas “quantos países”. É também quanta gente vive sob arranjos onde o poder tem menos controle, menos transparência e menos accountability.
4. Como a autocratização acontece: a captura institucional em câmera lenta
Agora eu quero explicar o “como”. Porque autocratização, na maioria das vezes, não entra com sirene. Ela entra com carimbo.
4.1. O método do “um por cento por mês”
O que eu vejo nesses relatórios é a lógica do desgaste incremental: você muda uma regra aqui, intimida um jornalista ali, reinterpreta um procedimento acolá… e, quando você percebe, o país ainda tem eleições e Constituição, mas o jogo já está desbalanceado.
O V-Dem descreve essa dinâmica como uma onda prolongada e cumulativa (NORD et al., 2025).
4.2. Imprensa sob ataque: deslegitimar, asfixiar, intimidar
O roteiro costuma ter três atos:
- Deslegitimar: “imprensa mente”, “jornalista é inimigo”, “checar é censurar”.
- Asfixiar: cortar publicidade, pressionar financiadores, judicializar tudo para encarecer a apuração.
- Intimidar: assédio digital, ameaças, perseguição.
A genialidade perversa disso é que você não precisa proibir formalmente. Você só precisa aumentar o custo de falar a verdade.
4.3. Justiça sob pressão: quando o Direito vira arma
Aqui entra o que eu chamo — em termos simples — de uso seletivo do Direito. Em vez de o Judiciário funcionar como proteção de direitos, ele pode virar instrumento de punição política, por meio de:
- nomeações estratégicas;
- controle disciplinar;
- mudanças processuais;
- e perseguição judicial “cirúrgica”.
Quando o sistema de justiça perde independência, o medo entra na sala. E democracia com medo não dura muito.
4.4. Integridade eleitoral: quando a dúvida é a estratégia
Esse ponto é central: hoje, muitas vezes, a disputa não é “fraudar urna”; é fraudar confiança. A tática é transformar a eleição numa suspeita permanente, porque isso mina a legitimidade do vencedor e autoriza “medidas excepcionais”.
O V-Dem aponta o agravamento de fatores como violência, mídia e polarização em ano eleitoral (NORD et al., 2025).
4.5. Polarização afetiva: política como guerra moral
Eu diferencio duas coisas:
- polarização ideológica: discordar sobre economia, valores, políticas públicas.
- polarização afetiva: odiar o outro, tratar o adversário como inimigo moral.
Quando vira polarização afetiva, a política deixa de ser debate e vira guerra. E, em guerra, vale tudo. Esse é o terreno ideal para práticas autoritárias ganharem aparência de “necessidade”.
5. EUA e Índia: quando até “democracias grandes” exibem erosão
5.1. EUA: o risco da normalização do “quase”
O V-Dem dedica atenção específica ao caso dos EUA (NORD et al., 2025).
E eu interpreto assim: quando um país com centralidade simbólica e institucional como os EUA entra em crise de confiança, isso não fica “lá”. Isso exporta linguagem, tática, estética política.
O perigo é a normalização do “quase”: eleições existem, mas a confiança evapora; instituições existem, mas a legitimidade fica em disputa permanente.
5.2. Índia: o que é “autocracia eleitoral” e por que isso importa
Aqui eu preciso explicar o conceito.
Autocracia eleitoral é um regime em que há eleições, mas elas não são suficientes para garantir que o poder esteja realmente submetido a competição justa e controles efetivos. Em geral, você tem:
- vantagens sistemáticas do incumbente,
- pressões sobre mídia e oposição,
- uso do Estado como máquina partidária,
- e enfraquecimento de instituições de controle.
O V-Dem enquadra a Índia nessa trajetória, com deterioração que sustenta essa classificação ao longo do tempo (NORD et al., 2025).
5.3. Risco sistêmico: o efeito “copiar e colar”
Quando grandes democracias mostram sinais de erosão, regimes híbridos (vou explicar já já) ganham argumento: “todo mundo tem problema”. A consequência é uma espécie de anistia moral do autoritarismo. O desvio vira estilo.
6. Contraciclos: por que alguns países conseguem virar o jogo
6.1. Um dado que dói: democratização em escala pequena
O V-Dem estima que países em democratização correspondem a menos de 6% da população mundial e que grande parte disso está concentrada em poucos países, incluindo Brasil e Polônia (NORD et al., 2025).
Ou seja: existem viradas, mas elas ainda são minoritárias em escala global.
6.2. Brasil: recomposição de freios e contrapesos pós-2022
O V-Dem aponta o Brasil como exemplo relevante de reversão/recuperação democrática em período recente (NORD et al., 2025).
E o International IDEA também registra melhorias em dimensões relevantes após o estresse institucional recente (INTERNATIONAL IDEA, 2025).
Eu leio o Brasil como um caso em que instituições (judiciário, legislativo, órgãos de controle), imprensa e sociedade civil conseguiram, em alguma medida, reativar freios e contrapesos — isto é, mecanismos que impedem que o poder vire “um bloco único” sem controle.
6.3. Polônia: alternância e reversão parcial pós-2023
A Polônia aparece em relatórios como um caso de reversão parcial após a mudança política pós-2023, com melhora em aspectos ligados a direitos e controles (INTERNATIONAL IDEA, 2025; NORD et al., 2025).
Repare no termo: “parcial”. Isso não é cura. É estabilização. Mas estabilizar, em tempos de maré autoritária, é um feito.
6.4. Taiwan: resiliência digital e defesa democrática em rede
Taiwan é interessante porque trata a democracia como infraestrutura, especialmente no campo informacional. Um relatório de missão do Parlamento Europeu descreve práticas debatidas com atores taiwaneses, como estratégias de engajamento, combate a boatos e medidas relacionadas a publicidade política e deepfakes (PARLAMENTO EUROPEU, 2025).
Agora, eu vou traduzir em linguagem simples: Taiwan tenta responder à desinformação mais rápido do que ela se espalha, envolvendo Estado, sociedade civil e mecanismos de confiança.
7. Padrões regionais e atores externos
7.1. Onde a queda foi mais aguda
O V-Dem aponta declínios fortes em algumas regiões e lembra que áreas antes vistas como “mais estáveis” já recuaram a patamares históricos (NORD et al., 2025).
7.2. América Latina: avanços pontuais, fragilidades estruturais
Na América Latina, eu vejo um padrão de oscilação: instituições formais existem, mas convivem com:
- desigualdade persistente,
- violência e crime organizado,
- personalismo,
- e ciclos econômicos que explodem legitimidade.
É um ambiente em que a democracia funciona, mas muitas vezes sem colchão.
7.3. Pressões externas e ecossistemas informacionais
Atores externos (Estados e redes transnacionais) operam hoje muito por meio de:
- influência e financiamento,
- guerra de narrativas,
- campanhas digitais,
- e dependências tecnológicas.
Não é só “interferência”; é disputa por ecossistemas de percepção.
8. Uma “equação” para entender o presente
Aqui eu vou propor um modelo didático, sem a pretensão de esgotar o tema:
Autocratização = (erosão institucional) × (polarização afetiva) × (colapso informacional) × (incentivos de curto prazo)
Quando um desses fatores cresce, ele puxa os outros. É um sistema de retroalimentação.
8.1. Variáveis institucionais
- independência judicial real,
- integridade eleitoral,
- capacidade fiscalizatória do legislativo,
- órgãos de controle com autonomia.
8.2. Variáveis sociais e cognitivas
- desconfiança generalizada,
- ressentimento moral,
- identidade política como tribo,
- tolerância a “soluções de força”.
8.3. Variáveis tecnológicas e econômicas
- economia da atenção,
- opacidade algorítmica,
- precariedade e ansiedade material,
- baixa capacidade regulatória do Estado.
9. Agenda de pesquisa: perguntas e respostas (com conceitos explicados)
9.1.
Pergunta:
O que explica reversões democráticas em meio à maré global de autocratização (Brasil, Polônia, Taiwan)?
Resposta: Em geral, reversões não acontecem por “boa vontade” institucional. Elas tendem a ocorrer quando se combinam quatro condições:
- Coalizão pró-democracia minimamente coordenada (partidos, instituições, mídia, sociedade civil) capaz de sustentar o custo político da recomposição.
- Enforcement institucional: tribunais, órgãos de controle e burocracias com capacidade real de impor regras — não apenas emitir notas.
- Custo reputacional e jurídico elevado para a erosão: quando violações deixam de ser “baratas”.
- Recomposição do centro político (ainda que temporária), reduzindo a polarização afetiva e devolvendo previsibilidade ao jogo.
Isso converge com a leitura dos relatórios: as reversões existem, mas são raras e exigem capacidade institucional e social de reação (INTERNATIONAL IDEA, 2025; NORD et al., 2025).
9.2.
Pergunta:
Como polarização afetiva, desinformação digital e captura judicial interagem para acelerar o declínio em democracias grandes (EUA, Índia)?
Resposta: Eu vejo isso como um circuito de retroalimentação:
- Desinformação aumenta desconfiança e cinismo (“ninguém presta”, “tudo é fraude”).
- Isso empurra a sociedade para polarização afetiva (não é discordância, é hostilidade moral).
- A hostilidade moral cria demanda por “mãos fortes” e tolerância a exceções.
- Com isso, abre-se a janela para captura institucional, especialmente do sistema de justiça e dos órgãos de fiscalização.
- A captura reduz accountability e facilita ainda mais a circulação de desinformação, porque o custo de mentir e abusar do poder cai.
O V-Dem enfatiza, inclusive, que 2024 teve agravamento de elementos como polarização, mídia e violência em contexto eleitoral, o que dá material empírico para investigar esses mecanismos (NORD et al., 2025).
9.3.
Pergunta:
O que é “regime híbrido” e por que isso virou um risco de “normalização” até em democracias formalmente estáveis?
Resposta: Regime híbrido é um tipo de arranjo político que fica no meio do caminho entre democracia e autoritarismo. Ele costuma manter instituições e ritos democráticos (eleições, parlamento, tribunais, constituição), mas na prática apresenta mecanismos autoritários suficientes para distorcer o jogo.
Em termos simples: parece democracia por fora, mas funciona com vícios autoritários por dentro.
Os sinais típicos de um regime híbrido incluem, por exemplo:
- Eleições existem, mas com competição desigual (uso do Estado, intimidação, manipulação informacional, regras enviesadas).
- Imprensa existe, mas sob assédio, judicialização, asfixia econômica ou intimidação.
- Judiciário existe, mas com pressões e controles indiretos que reduzem autonomia.
- Oposição existe, mas enfrenta obstáculos sistemáticos (criminalização seletiva, bloqueios administrativos, perseguição).
- A lei existe, porém aplicada de modo seletivo (punição para uns, blindagem para outros).
Por que isso é perigoso? Porque ele cria um efeito psicológico e institucional poderoso: a sociedade passa a aceitar como “normal” viver numa democracia de baixa intensidade — com eleições, mas com confiança destruída; com instituições, mas sem freios efetivos.
Essa leitura conversa com o alerta de declínio prolongado (International IDEA) e com a descrição de autocratização gradual (V-Dem), que é justamente o terreno onde regimes híbridos proliferam (INTERNATIONAL IDEA, 2025; NORD et al., 2025).
9.4.
Pergunta:
Existem padrões regionais na autocratização (América Latina vs. Europa Oriental) e qual o papel de atores externos (China, Rússia) nesses processos?
Resposta: Sim, há padrões, e eles costumam variar conforme:
- capacidade institucional do Estado (controle, fiscalização, independência judicial);
- estrutura do sistema partidário (fragmentação, hiperpersonalismo, volatilidade eleitoral);
- concentração de mídia e fragilidade do ecossistema informacional;
- nível de polarização e crise socioeconômica.
Quanto a atores externos, o impacto mais consistente hoje ocorre menos como “interferência pontual” e mais como pressão e influência estruturais: ecossistemas de propaganda, redes digitais, dependência tecnológica, financiamento político indireto, e disputa narrativa em larga escala.
O V-Dem descreve padrões regionais e a continuidade da onda de autocratização, o que permite montar desenhos comparados com hipóteses testáveis (NORD et al., 2025).
10. Conclusão: democracia como sistema imunológico sob estresse crônico
Eu termino com a metáfora que, para mim, é a mais fiel: democracia é um sistema imunológico institucional. Ela não impede que o vírus autoritário exista — ele sempre existiu —, mas impede que ele domine o organismo. O problema é que, em 2024, esse sistema imunológico global mostrou sinais de fadiga prolongada: mais países pioraram do que melhoraram, e isso se repete há nove anos (INTERNATIONAL IDEA, 2025).
O V-Dem torna o quadro ainda mais contundente: autocracias já são maioria em número de regimes, e a maior parte da população do planeta vive sob autocracias (NORD et al., 2025). E o Democracy Index da EIU reforça que esse declínio não é uma abstração: o nível médio global permanece baixo, com 5,17 em 2024 (ECONOMIST INTELLIGENCE UNIT, 2025).
Agora, eu não acho que o futuro esteja “decretado”. Brasil e Polônia mostram que reversões são possíveis; Taiwan sugere que, na era digital, defender democracia significa também projetar infraestruturas de confiança (PARLAMENTO EUROPEU, 2025).
E aqui eu fecho com uma pergunta que eu considero decisiva: a gente vai aceitar como normal viver em “meias-democracias” — regimes com aparência democrática, mas prática corroída — ou vai tratar a democracia como aquilo que ela é: um trabalho cotidiano de freios, transparência, pluralismo e limites reais ao poder?
11. 5 pontos relevantes
- 2024 consolidou nove anos consecutivos de declínio líquido democrático (INTERNATIONAL IDEA, 2025).
- O V-Dem registra mais autocracias (91) do que democracias (88) (NORD et al., 2025).
- 72% da população mundial vive em autocracias (NORD et al., 2025).
- As reversões democráticas existem, mas estão em escala populacional pequena (NORD et al., 2025).
- Taiwan reforça que resiliência democrática hoje passa por governança informacional e defesa digital (PARLAMENTO EUROPEU, 2025).
12. 3 livros para aprofundar
- LEVITSKY, Steven; ZIBLATT, Daniel. Como as democracias morrem. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
- DIAMOND, Larry. Ill Winds: Saving Democracy from Russian Rage, Chinese Ambition, and American Complacency. New York: Penguin Press, 2019.
- MOUNK, Yascha. The People vs. Democracy: Why Our Freedom Is in Danger and How to Save It. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2018.
13. Referências
ECONOMIST INTELLIGENCE UNIT. Democracy Index 2024. [S. l.]: Economist Intelligence Unit, 2025. Disponível em: https://static.poder360.com.br/2025/03/the-economist-democracia-.pdf. Acesso em: 11 jan. 2026.
INTERNATIONAL IDEA. Global Democracy Report: Majority of Countries Worsen as Press Freedom Hits 50-year Low. Estocolmo: International IDEA, 2025. Disponível em: https://www.idea.int/news/global-democracy-report-majority-countries-worsen-press-freedom-hits-50-year-low. Acesso em: 11 jan. 2026.
INTERNATIONAL IDEA. The Global State of Democracy 2025: Democracy at a Crossroads? Estocolmo: International IDEA, 2025. Disponível em: https://www.idea.int/publications/catalogue/html/global-state-democracy-2025-democracy-move. Acesso em: 11 jan. 2026.
NORD, Marina et al. V-Dem Democracy Report 2025: 25 years of autocratization – democracy trumped? Gotemburgo: V-Dem Institute, University of Gothenburg, 2025. Disponível em: https://www.v-dem.net/documents/60/V-dem-dr__2025_lowres.pdf. Acesso em: 11 jan. 2026.
PARLAMENTO EUROPEU. Mission report following the EUDS mission to Taiwan (Taipei), 21–23 July 2025. Bruxelas: European Parliament, 2025. Disponível em: https://www.europarl.europa.eu/cmsdata/298647/EUDS%20Mission%20Report%20Taipei%20%28Taiwan%29_1327245EN.pdf. Acesso em: 11 jan. 2026.