segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Dissonância Cognitiva e Bolsonarismo Popular no Brasil: Psicologia política, moralidade, redes digitais e soberania na formação de lealdades de massa

 A ideia de que setores populares “votam contra os próprios interesses” costuma ser apresentada como contradição óbvia. Mas a política raramente opera apenas por cálculo material: identidades, moralidade, medo, pertencimento e ecossistemas de informação moldam preferências e sustentam lealdades. Este artigo discute como a dissonância cognitiva (FESTINGER, 1957) ajuda a compreender a persistência de apoios políticos mesmo diante de evidências desconfortáveis, e por que parte das classes populares brasileiras aderiu ao bolsonarismo, articulando psicologia social, sociologia política, religião, comunicação digital e a disputa contemporânea por soberania informacional (EVANGELISTA; BRUNO, 2019).



A ideia de que setores populares “votam contra os próprios interesses” costuma ser apresentada como contradição óbvia. Mas a política raramente opera apenas por cálculo material: identidades, moralidade, medo, pertencimento e ecossistemas de informação moldam preferências e sustentam lealdades. Este artigo discute como a dissonância cognitiva (FESTINGER, 1957) ajuda a compreender a persistência de apoios políticos mesmo diante de evidências desconfortáveis, e por que parte das classes populares brasileiras aderiu ao bolsonarismo, articulando psicologia social, sociologia política, religião, comunicação digital e a disputa contemporânea por soberania informacional (EVANGELISTA; BRUNO, 2019).



1. Introdução: o paradoxo aparente


Há um enunciado recorrente no debate público: “por que os pobres apoiam a extrema direita?”. A frase já carrega duas armadilhas. Primeiro, “os pobres” não formam um bloco homogêneo; preferências variam por região, religião, ocupação, escolaridade, redes locais e trajetórias de mobilidade. Segundo, “apoio” não significa o mesmo para todos: pode ser voto, identidade cultural, engajamento digital, adesão moral, afinidade religiosa ou antipatia a um adversário.


Ainda assim, existe um fenômeno robusto a ser explicado: segmentos das classes populares — especialmente grupos situados entre a vulnerabilidade e a aspiração de ascensão — aderiram ao bolsonarismo em momentos críticos, sustentando lealdades que parecem resistir a contradições e custos. A explicação não é monocausal. Ela emerge da interação entre processos psíquicos de coerência interna, dinâmicas identitárias de grupo, moralidade e religião, medo e segurança, economia política do ressentimento, e um ambiente informacional que reduz o espaço do contraditório.


É nesse ponto que a dissonância cognitiva se torna uma ferramenta analítica: não para psicologizar o eleitor de forma moralista, mas para compreender por que, em contextos polarizados, o indivíduo tende a proteger o próprio “eu político” e o seu grupo — mesmo quando isso exige reinterpretação seletiva do mundo.



2. Dissonância cognitiva: conceito, mecanismos e “saídas” psíquicas


2.1 A formulação clássica


A teoria da dissonância cognitiva foi proposta por Leon Festinger (1957) para explicar o desconforto que surge quando uma pessoa sustenta cognições inconsistentes: crenças, valores, atitudes e comportamentos que entram em choque (FESTINGER, 1957). 


O núcleo da teoria é simples e poderoso: a dissonância é aversiva; portanto, as pessoas se empenham em reduzi-la. Isso pode ocorrer alterando comportamento, revisando crenças, ou — mais comum — ajustando interpretações para que o conjunto volte a parecer coerente. Em política, esse processo tem particular força, porque o voto e o pertencimento partidário/ideológico frequentemente se misturam com autoimagem moral: “sou uma pessoa correta”, “defendo a família”, “sou patriota”, “sou trabalhador”. Quando a realidade ameaça essa narrativa, a pressão psíquica por coerência cresce.


2.2 Como a dissonância é reduzida na prática política


Na arena pública, a redução da dissonância costuma seguir padrões recorrentes:


  1. Racionalização pós-escolha: após aderir a um lado, o indivíduo tende a “encontrar razões” para confirmar que escolheu certo, minimizando custos e maximizando virtudes percebidas (FESTINGER, 1957).  
  2. Desqualificação da fonte: notícias contrárias viram “mídia”, “sistema”, “academia”, “manipulação” — não é o conteúdo que é avaliado, mas a legitimidade do mensageiro.
  3. Mudança do critério de avaliação: se a economia decepciona, a régua se desloca para moralidade, segurança, símbolos nacionais, ou “guerra cultural”.
  4. Transferência de culpa: o fracasso não é do lado apoiado, mas de sabotadores: instituições, oposição, imprensa, tribunais, “globalistas”, etc.
  5. Adoção de narrativas totalizantes: explicações que fecham o mundo em uma história única (bem vs mal) aliviam incerteza e oferecem conforto cognitivo.


Esses mecanismos não exigem “má-fé”. Eles são compatíveis com o funcionamento ordinário da mente humana diante de ameaças identitárias e conflitos morais.



3. Da psicologia individual ao fenômeno coletivo


3.1 Identidade social e pertencimento


A teoria da identidade social sustenta que indivíduos definem parte do próprio valor a partir dos grupos a que pertencem e buscam proteger o prestígio do “nós” diante do “eles” (TAJFEL; TURNER, 1979). 


Quando uma opção política se converte em identidade (“sou desse lado”), críticas ao líder são recebidas como ataques pessoais. Nesse cenário, a dissonância cognitiva deixa de ser apenas “eu vs evidência” e vira “nós vs ameaça”. A lealdade se torna uma forma de autoproteção: preservar a dignidade do grupo é preservar a própria.


3.2 Raciocínio motivado e proteção identitária


A dissonância se acopla ao que a literatura chama de raciocínio motivado: a tendência de avaliar informações buscando um resultado desejado (KUNDA, 1990). O cidadão não age como um “cientista neutro” o tempo todo; frequentemente age como um “advogado” da própria identidade e do próprio grupo.


Em política, a dinâmica aparece com clareza na noção de proteção identitária e “cultural cognition”: pessoas ajustam percepções de fatos a compromissos grupais, preservando status e pertencimento (KAHAN, 2013). 

O efeito pode ser paradoxal: maior sofisticação cognitiva pode aumentar a capacidade de racionalização — não necessariamente a abertura ao contraditório.


Taber e Lodge (2006) descrevem esse fenômeno como ceticismo motivado: argumentos congruentes com a atitude prévia são aceitos como fortes; argumentos incongruentes são escrutinados com rigor e descartados (TABER; LODGE, 2006). 


3.3 Crenças resistentes e correções que falham


Um desdobramento decisivo para a política contemporânea é que correções factuais nem sempre funcionam. Nyhan e Reifler (2010) mostram que, em certos contextos, correções podem falhar em reduzir crenças equivocadas e, em alguns casos, produzir reação defensiva (NYHAN; REIFLER, 2010). 


Isso não significa que “não vale a pena corrigir”, mas que a correção, isolada, pode ser insuficiente quando a crença está colada à identidade e ao grupo. Em termos de dissonância: aceitar a correção não é apenas “aceitar um fato”; é admitir que “o meu lado” errou — e isso pode custar pertencimento, reputação e sentido de mundo.




4. Por que parte das classes populares aderiu ao bolsonarismo


4.1 Moralidade, religião e “ordem”


Uma das chaves do bolsonarismo é a conversão do conflito político em disputa moral. A psicologia moral sugere que julgamentos políticos se organizam, em grande medida, por intuições e sensibilidades morais, não apenas por cálculo racional (HAIDT, 2012). 


No Brasil, isso se conecta a redes religiosas e à formação de uma coalizão conservadora em torno de valores e costumes. Ronaldo de Almeida (2019) analisa a articulação entre conservadorismo e segmentos evangélicos na crise brasileira, mostrando como esse campo religioso compõe, em diferentes intensidades, a onda conservadora que deságua em 2018 (ALMEIDA, 2019). 


Nessa gramática, “ganhar” não é apenas melhorar renda: é “defender a família”, “conter a ameaça”, “restaurar a ordem”. Quando a política vira moralidade, a dissonância é reduzida de forma mais simples: contradições administrativas perdem peso diante do “bem maior” moral.


4.2 Segurança, medo e punição como promessa de proteção


A insegurança cotidiana, real ou percebida, estrutura preferências. Promessas de “mão forte” frequentemente oferecem alívio imediato ao medo — mesmo que a efetividade de longo prazo seja controversa. Esse eixo aparece na literatura sobre o eleitor bolsonarista, em que preferências por ordem e rejeição a adversários se combinam a outros fatores (RENNÓ, 2020). 


Para parcelas populares expostas a violência, humilhação institucional e sensação de abandono estatal, a “punição” pode ser imaginada como justiça reparadora. A dissonância aqui opera como blindagem: se políticas não entregam segurança, a narrativa pode migrar para “não deixaram”, “o sistema impede”, “direitos humanos protegem bandidos”, preservando a coerência do apoio.


4.3 Antipetismo, “limpeza moral” e guerra simbólica


Outra âncora do bolsonarismo é o antipetismo como afeto político estruturante, alimentado por anos de escândalos, polarização e enquadramentos. Rennó (2020) enfatiza que o voto em Bolsonaro em 2018 não se explica por um único fator, mas articula posições morais, identidades e rejeições (RENNÓ, 2020). 


Aqui, a dissonância aparece de modo típico: diante de ambiguidades do próprio campo, o eleitor pode resolver o conflito comparando com o “inimigo maior”. Mesmo quando o lado apoiado apresenta práticas tradicionais, mantém-se a crença: “ainda assim, é o único capaz de impedir o outro”. O eixo é menos “aprovar tudo” e mais “impedir o adversário”.


4.4 A nova direita e a pedagogia política do mérito


O bolsonarismo não nasce apenas do carisma de um líder. Camila Rocha (2021) descreve a formação e expansão da nova direita no Brasil, incluindo redes, think tanks, influenciadores e gramáticas liberais-conservadoras (ROCHA, 2021). 


Para segmentos populares em trajetória de ascensão ou com aspiração de mobilidade, a promessa do mérito (“empreender”, “não depender do Estado”, “ser vencedor”) funciona como política de dignidade. Mesmo que a estrutura social imponha barreiras, o discurso do mérito oferece um tipo de recompensa simbólica: a pessoa se reconhece como “trabalhadora”, “responsável”, “não vitimista”. Quando a realidade contraria essa promessa, a dissonância é reduzida transferindo a culpa para “o Estado”, “o sistema”, “os políticos”, “o comunismo”, “os tribunais” — mantendo intacta a autoimagem meritocrática.


4.5 WhatsApp, microdirecionamento e ecossistemas fechados


O bolsonarismo se fortalece em um ambiente comunicacional muito específico: redes fechadas, baixo custo de encaminhamento, difícil rastreabilidade e alto grau de confiança comunitária. Evangelista e Bruno (2019) discutem como o WhatsApp, a concentração do ecossistema de mídia e dinâmicas de microdirecionamento podem contribuir para radicalização e instabilidade política (EVANGELISTA; BRUNO, 2019). 


Esse ambiente é perfeito para reduzir dissonância: conteúdos congruentes são repetidos, viralizados e validados pelo grupo. O contraditório, quando aparece, chega como ataque externo. A “prova” deixa de ser o fato e passa a ser o pertencimento: “se o grupo acredita, então faz sentido”.




5. “Ganhos” reais e ganhos percebidos: o que está em jogo para o eleitor popular


Perguntar se a classe popular “ganha algo” com esse apoio exige definir “ganho”. Se for ganho estritamente econômico e líquido, a resposta depende de conjunturas, políticas, territórios e períodos — e não é uniforme. Mas, para entender a persistência do apoio, é indispensável reconhecer ganhos não materiais que pesam muito na vida social:

  1. Ganho identitário: pertencimento a um grupo que oferece status moral (“cidadão de bem”) e um sentido claro de comunidade (TAJFEL; TURNER, 1979).  
  2. Ganho emocional: redução da ansiedade por meio de narrativas simples e previsíveis, que oferecem culpados claros e promessas de controle (FESTINGER, 1957).  
  3. Ganho moral: sensação de coerência com valores religiosos e de costumes (ALMEIDA, 2019).  
  4. Ganho informacional: “certeza” produzida em bolhas fechadas, onde a repetição substitui verificação (EVANGELISTA; BRUNO, 2019).  
  5. Ganho estratégico: impedir o adversário (“voto negativo”) pode ser percebido como vitória, mesmo sem melhorias diretas no cotidiano (RENNÓ, 2020).  


Sob a lente da dissonância, esses ganhos funcionam como “moedas psíquicas” que compensam custos: quando o bolso aperta, a identidade e o sentido podem segurar o vínculo político.




6. Soberania: bandeira retórica, autonomia estratégica e soberania informacional


A palavra “soberania” circula com força no discurso político brasileiro recente, mas com sentidos diferentes — e, às vezes, contraditórios.


6.1 Soberania como moral nacional (retórica de identidade)


No registro simbólico, soberania aparece como resistência a supostas imposições culturais externas: “globalismo”, “ideologia”, “ameaças à família”. Aqui, soberania vira extensão da identidade: defender soberania é defender “quem somos”. Essa moldura mobiliza emoções fortes e reduz dissonância: mesmo fracassos práticos podem ser reinterpretados como parte de uma “guerra” maior.


6.2 Soberania como autonomia de política externa (capacidade de decisão)


No registro estratégico, soberania é a capacidade de manter autonomia decisória em política externa e em escolhas de desenvolvimento. Em crises, governos podem usar retórica soberanista enquanto fazem alinhamentos e dependências. O ponto analítico é que “soberania” pode ser mais performada do que exercida — e isso produz dissonância, resolvida com narrativas de inimigos internos (“instituições”, “sistema”) ou externos.


6.3 Soberania informacional: esfera pública sob plataformas fechadas


A dimensão mais contemporânea é a soberania sobre o ambiente informacional: quando parte relevante da esfera pública depende de plataformas privadas e de redes fechadas, cresce a vulnerabilidade a microdirecionamento, desinformação e manipulação emocional. Evangelista e Bruno (2019) mostram como as “affordances” do WhatsApp favorecem a circulação de conteúdos e a radicalização em um ecossistema de mídia concentrado (EVANGELISTA; BRUNO, 2019). 


Nesse cenário, soberania não é apenas bandeira nacional; é capacidade de proteger o debate público contra arquitetura que premia choque, medo e tribalismo.




7. Implicações socioinstitucionais: democracia sob estresse


A consequência mais grave da dissonância cognitiva politicamente organizada não é “um eleitor errar”. É a erosão da gramática democrática: quando o adversário vira inimigo moral, o compromisso com regras e mediações enfraquece.


O Brasil pós-2013 já vinha sob tensões de representação, crise de confiança e impasses institucionais. Marcos Nobre (2013) interpreta o período como parte de um choque de democracia, com fricções estruturais entre expectativas sociais e capacidade institucional (NOBRE, 2013). 

Nesse ambiente, identidades políticas se radicalizam e redes digitais aceleram a política afetiva.


A dissonância atua como “cola psicológica” da polarização: quanto mais investimento emocional e reputacional numa escolha, maior a necessidade de defendê-la. A política vira compromisso existencial. O espaço para revisão de crenças — condição elementar da democracia — encolhe.




8. Conclusão


A dissonância cognitiva não “explica tudo”, mas ilumina um mecanismo central: quando a política se torna identidade moral e pertencimento, admitir contradições custa caro. Por isso, parte das classes populares pode sustentar apoio ao bolsonarismo mesmo diante de resultados ambíguos: o suporte não se ancora apenas em ganhos materiais, mas em ganhos identitários, emocionais e morais. Esse apoio é reforçado por redes religiosas, por promessas de ordem e punição, por gramáticas do mérito difundidas pela nova direita e por um ecossistema informacional fechado que transforma repetição em verdade e adversário em inimigo.


A pergunta decisiva, então, deixa de ser “por que votam contra si?” e passa a ser “o que é ‘si’ em política?”. Se “si” inclui dignidade, pertencimento, moralidade, segurança e coerência interna, o voto deixa de parecer irracional — ainda que possa ser socialmente custoso. A disputa política contemporânea no Brasil ocorre, em grande parte, sobre quem controla os critérios do que conta como bem comum: renda e proteção social, ou moralidade e guerra cultural; políticas públicas e evidências, ou narrativas de ameaça e redenção. A soberania, nesse tabuleiro, não é apenas território e bandeira: é também esfera pública, integridade informacional e capacidade coletiva de deliberar sem ser sequestrada por circuitos de indignação permanente.




Referências (ABNT – NBR 6023:2018)


ALMEIDA, Ronaldo de. Bolsonaro presidente: conservadorismo, evangelismo e a crise brasileira. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, v. 38, n. 1, p. 185–213, 2019. DOI: 10.25091/s01013300201900010010. 

EVANGELISTA, Rafael; BRUNO, Fernanda. WhatsApp and political instability in Brazil: targeted messages and political radicalisation. Internet Policy Review, [s. l.], v. 8, n. 4, 2019. DOI: 10.14763/2019.4.1434. 

FESTINGER, Leon. A theory of cognitive dissonance. Stanford: Stanford University Press, 1957. 

HAIDT, Jonathan. The righteous mind: why good people are divided by politics and religion. New York: Pantheon Books, 2012. 

KAHAN, Dan M. Ideology, motivated reasoning, and cognitive reflection: an experimental study. Judgment and Decision Making, [s. l.], v. 8, p. 407–424, 2013. 

KUNDA, Ziva. The case for motivated reasoning. Psychological Bulletin, Washington, DC, v. 108, n. 3, p. 480–498, 1990. 

NOBRE, Marcos. Choque de democracia: razões da revolta. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 

NYHAN, Brendan; REIFLER, Jason. When corrections fail: the persistence of political misperceptions. Political Behavior, [s. l.], v. 32, n. 2, p. 303–330, 2010. 

RENNÓ, Lucio R. The Bolsonaro Voter: issue positions and vote choice in the 2018 Brazilian presidential elections. Latin American Politics and Society, [s. l.], v. 62, n. 4, 2020. 

ROCHA, Camila. Menos Marx, mais Mises: o liberalismo e a nova direita no Brasil. São Paulo: Todavia, 2021. 

SOLANO, Esther (org.). O ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018. 

SOUZA, Jessé. A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. Rio de Janeiro: LeYa, 2017. 

TABER, Charles S.; LODGE, Milton. Motivated skepticism in the evaluation of political beliefs. American Journal of Political Science, [s. l.], v. 50, n. 3, p. 755–769, 2006. DOI: 10.1111/j.1540-5907.2006.00214.x. 

TAJFEL, Henri; TURNER, John C. An integrative theory of intergroup conflict. In: AUSTIN, William G.; WORCHEL, Stephen (ed.). The social psychology of intergroup relations. Monterey, CA: Brooks/Cole, 1979. p. 33–47. 


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