Do antivacinismo ao terraplanismo: como a mentira organizada atravessa a política, a religião e o senso comum
Introdução
Escrevo este artigo a partir de uma inquietação que, para mim, tornou-se impossível ignorar: como sociedades inteiras, com universidades, hospitais, satélites, laboratórios, bibliotecas, internet, professores e cientistas, ainda conseguem transformar absurdos em crenças coletivas? Como se forma uma cultura em que negar vacina, duvidar da esfericidade da Terra ou recusar tratamento médico vital pode parecer, para muitos, uma atitude legítima, corajosa ou até moralmente superior?
O negacionismo não nasce apenas da ignorância individual. Ele nasce de um ambiente cultural. Ele precisa de repetição, identidade, medo, ressentimento, liderança política, autoridade religiosa, desconfiança institucional e redes de circulação simbólica. Em outras palavras: o negacionismo vira cultura quando deixa de ser erro isolado e passa a ser pertencimento coletivo.
A pandemia de Covid-19 escancarou esse fenômeno. As vacinas contra a Covid-19 reduziram risco de doença grave, hospitalização e morte, e estudos estimaram milhões de mortes evitadas pela vacinação global no primeiro ano de aplicação (Watson et al., 2022). O CDC também afirma que a vacinação contra Covid-19 ajuda a proteger contra doença grave, hospitalização e morte. Ainda assim, vimos líderes políticos, comunicadores, religiosos e influenciadores tratarem a vacinação como ameaça, conspiração ou escolha ideológica.
No Brasil, Jair Bolsonaro transformou a desconfiança sanitária em retórica política. Nos Estados Unidos, Donald Trump minimizou repetidamente a gravidade da pandemia, embora seu governo também tenha impulsionado a Operação Warp Speed para acelerar vacinas. O ponto central não é dizer que todos os eleitores desses líderes sejam negacionistas, mas reconhecer que lideranças populistas de direita e extrema direita, em diferentes países, mobilizaram desconfiança, ressentimento e guerra cultural contra instituições científicas e sanitárias. Estudos sobre Brasil e Covid-19 analisaram o uso político da desinformação e a associação entre comunicação presidencial, hesitação vacinal e erosão da confiança pública (Ricard; Medeiros, 2020; Galhardi et al., 2022).
1. O negacionismo como cultura, não apenas como erro
O erro é corrigível. O negacionismo, não necessariamente. O erro admite dúvida, revisão, aprendizado. O negacionismo se organiza como defesa identitária. Ele não quer apenas negar um fato; quer proteger um grupo, uma narrativa, uma autoridade e uma visão de mundo.
Quando alguém diz “não acredito em vacina”, muitas vezes não está apenas avaliando dados biomédicos. Está dizendo: “não confio no Estado”, “não confio na imprensa”, “não confio nos cientistas”, “não aceito ser mandado”, “meu grupo pensa diferente”, “minha liberdade está ameaçada”. A questão deixa de ser científica e vira moral, política e afetiva.
É nesse ponto que a cultura entra. Clifford Geertz compreendia cultura como uma rede de significados construída socialmente (Geertz, 1989). O negacionismo cria sua própria rede de significados. Dentro dela, o médico vira suspeito, o cientista vira agente de interesses ocultos, a universidade vira inimiga, a imprensa vira manipuladora, o ignorante vira “desperto” e o conspirador vira “corajoso”.
A mentira, quando repetida dentro de uma comunidade emocionalmente mobilizada, deixa de parecer mentira. Ela passa a funcionar como senha de pertencimento. Quem acredita está “dentro”; quem discorda está “fora”. Assim nasce uma cultura negacionista.
2. A pandemia como laboratório político da negação
A Covid-19 foi uma tragédia sanitária, mas também foi um laboratório cultural. Ela revelou o grau de fragilidade epistemológica das sociedades contemporâneas. De repente, termos como RNA mensageiro, imunidade coletiva, eficácia vacinal, taxa de transmissão, isolamento social e variante viral passaram a circular no debate público. Mas circular não significa compreender.
A ciência trabalha com incerteza, evidência, revisão e probabilidade. O negacionismo trabalha com certeza emocional. Enquanto a ciência dizia “os dados indicam”, o negacionismo dizia “eu tenho certeza”. Enquanto a ciência revisava protocolos diante de novas evidências, o negacionismo acusava contradição. Enquanto pesquisadores explicavam limites e riscos, influenciadores ofereciam respostas simples.
No Brasil, a pandemia foi atravessada por disputas políticas intensas. Pesquisas analisaram a disseminação de notícias falsas sobre vacinas e Covid-19 e seus efeitos negativos sobre a saúde pública (Galhardi et al., 2022). A desinformação não foi apenas ruído: foi instrumento de disputa. Quando uma autoridade pública minimiza uma doença, ridiculariza medidas sanitárias ou lança suspeita sobre vacinas, ela não apenas expressa opinião. Ela desloca a cultura política.
Nos Estados Unidos, Trump minimizou a ameaça em momentos decisivos e sua comunicação pública contribuiu para ambientes de confusão e desinformação, especialmente quando associada a tratamentos sem comprovação adequada ou à relativização do risco. Estudos e análises de comunicação examinaram essa relação entre liderança, mídia e desinformação durante a pandemia (Mackey et al., 2021; Ricard; Medeiros, 2020).
3. A “janela de Dunning”: quando a ignorância ganha autoconfiança
Uso aqui a expressão “janela de Dunning” como uma combinação interpretativa entre dois fenômenos: o efeito Dunning-Kruger e a Janela de Overton.
O efeito Dunning-Kruger, formulado por David Dunning e Justin Kruger, descreve a tendência de pessoas com baixa competência em determinado campo superestimarem sua própria capacidade de julgamento (Kruger; Dunning, 1999). O problema não é apenas não saber. O problema é não saber que não sabe. A ignorância profunda produz uma espécie de confiança artificial.
A Janela de Overton, por sua vez, refere-se ao conjunto de ideias consideradas aceitáveis no debate público em determinado momento. Essa janela pode se deslocar: ideias antes impensáveis podem se tornar discutíveis, depois aceitáveis, depois populares e, finalmente, políticas públicas ou cultura normalizada. O Mackinac Center, associado à formulação do conceito, descreve a janela como o intervalo de ideias politicamente apoiáveis sem perda substancial de legitimidade pública.
A “janela de Dunning”, portanto, seria o processo pelo qual a ignorância confiante deixa de ser marginal e passa a ocupar o centro do debate social. Primeiro, alguém sem domínio técnico afirma um absurdo. Depois, outros repetem. Em seguida, influenciadores popularizam. Líderes políticos validam. Grupos religiosos ou ideológicos sacralizam. Plataformas digitais amplificam. Por fim, o absurdo deixa de parecer absurdo.
É assim que o impensável se torna opinião. A opinião vira identidade. A identidade vira movimento. O movimento vira cultura.
4. Terraplanismo: a negação absurda como performance de pertencimento
O terraplanismo é um exemplo extremo, mas didático. Não se trata apenas de uma crença errada sobre astronomia. Trata-se de uma recusa simbólica da autoridade científica moderna. O terraplanista não nega apenas a forma da Terra; ele nega a legitimidade de escolas, universidades, agências espaciais, professores, físicos, matemáticos, engenheiros, pilotos, satélites e séculos de conhecimento acumulado.
O terraplanismo é absurdo do ponto de vista científico, mas funcional do ponto de vista identitário. Ele oferece ao indivíduo a sensação de possuir uma verdade escondida. Ele transforma isolamento intelectual em superioridade moral. O sujeito passa a acreditar que todos foram enganados, menos ele. Isso é sedutor.
A cultura conspiratória opera exatamente assim: ela dá grandeza ao ressentimento. Quem antes se sentia excluído do debate passa a se imaginar como guardião de uma revelação. O conhecimento científico, que exige estudo, método e humildade, é substituído por vídeos curtos, frases de efeito e “provas” fabricadas.
Aqui, Dunning-Kruger aparece com força. Quanto menor a compreensão da complexidade científica, maior pode ser a sensação de domínio. O terraplanista não sabe o suficiente para perceber a profundidade do que ignora. Ele rejeita a ciência não porque a refutou, mas porque nunca entrou realmente nela.
5. Religião, corpo e ciência: quando a crença decide sobre a vida
A relação entre religião e ciência é delicada e precisa ser tratada com respeito, mas sem submissão intelectual. Religiões fazem parte da cultura humana, produzem sentido, pertencimento, ética, consolo e comunidade. O problema começa quando uma interpretação religiosa impede tratamentos médicos necessários, vacinação infantil ou transfusão de sangue em situações de risco.
O caso das Testemunhas de Jeová é conhecido pela recusa doutrinária à transfusão de sangue. Em adultos capazes, essa recusa envolve debates éticos sobre autonomia, liberdade religiosa e consentimento informado. Mas, quando se trata de crianças, a questão muda profundamente. A criança não pode ser tratada como propriedade religiosa dos pais. Ela é sujeito de direitos.
O mesmo vale para movimentos religiosos antivacina. Quando pais recusam vacinas para filhos com base em crenças infundadas, não estão apenas exercendo uma convicção privada; estão afetando a saúde da criança e da coletividade. A vacinação é um pacto social. Ela protege o indivíduo e contribui para a proteção coletiva, especialmente de pessoas vulneráveis.
A Organização Mundial da Saúde destacou que os esforços globais de imunização salvaram pelo menos 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos, com enorme impacto sobre a sobrevivência infantil. Diante disso, transformar vacina em ameaça espiritual, conspiração governamental ou violação moral é uma forma grave de deseducação cultural.
6. “Sempre foi assim”: a frase que transforma violência simbólica em tradição
Uma das frases mais perigosas da cultura é: “sempre foi assim”. Ela parece inocente, mas costuma funcionar como escudo contra a crítica. Com ela, justificam-se desigualdades, preconceitos, violências, autoritarismos, exclusões e práticas irracionais.
“ Sempre foi assim” é a morte do pensamento histórico. Nada “sempre foi assim”. Tudo tem história. Tudo foi construído. Tudo pode ser questionado. A cultura não é destino; é processo. Roque de Barros Laraia mostrou que o comportamento humano é aprendido culturalmente, e não determinado biologicamente (Laraia, 2001). Portanto, o que foi aprendido pode ser reinterpretado.
O negacionismo se alimenta dessa naturalização. Ele diz: “meus pais pensavam assim”, “minha igreja ensina assim”, “meu grupo sempre fez assim”, “meu líder falou assim”. A tradição passa a valer mais que a evidência. A autoridade simbólica substitui a investigação.
Mas uma sociedade madura precisa distinguir tradição de dogmatismo. Nem toda tradição é ruim. Muitas preservam memória, solidariedade e sabedoria coletiva. O problema é quando a tradição vira prisão mental. Quando impede uma criança de receber tratamento. Quando nega uma vacina que salva vidas. Quando transforma ignorância em virtude.
7. A fábrica digital da ignorância
O negacionismo contemporâneo não depende apenas da conversa de esquina. Ele tem infraestrutura digital. Redes sociais, aplicativos de mensagem, canais de vídeo e plataformas de recomendação aceleram a circulação de conteúdos falsos ou distorcidos.
A desinformação opera por emoção. Ela não precisa provar; precisa impactar. Uma frase alarmista, uma imagem manipulada, um relato falso ou um vídeo com aparência técnica podem ser mais persuasivos que um artigo científico. Isso acontece porque a cultura digital privilegia velocidade, indignação e engajamento.
Byung-Chul Han observa que a sociedade contemporânea é marcada por excesso de exposição, aceleração e desempenho (Han, 2015). Nesse ambiente, a reflexão lenta perde espaço. A verdade científica, que exige paciência, disputa atenção com a mentira espetacular, que entrega emoção instantânea.
O negacionismo digital é eficiente porque oferece respostas simples para problemas complexos. A pandemia é difícil? Diga que é invenção. A vacina envolve biotecnologia? Diga que é controle populacional. A ciência climática é complexa? Diga que é fraude global. A astronomia exige matemática? Diga que a Terra é plana. Pronto: o mundo volta a parecer compreensível.
8. A cultura da desconfiança e o colapso da autoridade científica
A ciência não é perfeita. Cientistas erram. Instituições falham. Empresas farmacêuticas têm interesses econômicos. Governos podem mentir. Nada disso deve ser negado. O pensamento crítico exige vigilância. Mas há uma diferença gigantesca entre crítica e negacionismo.
A crítica pergunta, investiga, compara evidências, reconhece limites e aceita correção. O negacionismo seleciona apenas aquilo que confirma sua crença. Ele não quer fiscalizar a ciência; quer substituí-la por convicção.
Bruno Latour alertou para o risco de que ferramentas críticas, antes usadas para desmontar falsas certezas, fossem apropriadas por movimentos que negam fatos científicos consolidados (Latour, 2004). É exatamente isso que ocorre quando o discurso “questione tudo” vira “não aceite nada que contrarie meu grupo”.
A autoridade científica não deve ser autoritária. Mas precisa ser reconhecida como autoridade epistêmica. Um infectologista não é igual a um influenciador. Um climatologista não é igual a um comentarista de rede social. Um pesquisador que passou décadas estudando vacinas não ocupa o mesmo lugar de alguém que assistiu a três vídeos conspiratórios.
Democratizar o conhecimento não significa destruir critérios. Significa ampliar o acesso à compreensão, sem transformar opinião em equivalente de evidência.
9. A política do ressentimento e a estética da coragem falsa
O negacionismo político costuma se apresentar como coragem. “Eu não tenho medo.” “Eu penso por mim mesmo.” “Eu não obedeço ao sistema.” “Eu não sou manipulado.” Essa estética da coragem falsa foi muito visível na pandemia.
Recusar máscara, vacina ou isolamento apareceu, para certos grupos, como prova de masculinidade, liberdade e resistência. O problema é que essa “coragem” frequentemente transferia risco para os outros: idosos, imunossuprimidos, profissionais de saúde, crianças e pessoas pobres sem acesso adequado ao sistema de saúde.
O negacionismo é individualista na forma e coletivo no dano. Ele se apresenta como escolha pessoal, mas seus efeitos atravessam a sociedade. Uma pessoa não vacinada pode contribuir para surtos. Um pai que recusa tratamento pode colocar a vida do filho em risco. Um líder que desacredita a ciência pode induzir milhares a decisões perigosas.
Aqui, a cultura negacionista se revela profundamente ética. Não se trata apenas de verdade ou mentira. Trata-se de responsabilidade. A pergunta central não é apenas: “isso é cientificamente correto?”. É também: “quem paga o preço dessa crença?”.
10. Educação científica como resistência cultural
A resposta ao negacionismo não pode ser apenas repressiva. É preciso educação científica, formação crítica e reconstrução da confiança pública. Mas educação científica não significa decorar fórmulas ou repetir nomes de cientistas. Significa compreender método, evidência, incerteza, revisão por pares, causalidade, probabilidade e responsabilidade social do conhecimento.
Paulo Freire defendia uma educação capaz de formar sujeitos críticos, e não apenas receptores passivos de informação (Freire, 1987). Essa ideia é decisiva. Uma pessoa pode ter diploma e ainda ser vulnerável ao negacionismo se nunca aprendeu a pensar epistemologicamente.
É preciso ensinar a diferença entre dúvida e suspeita paranoica. Entre hipótese e boato. Entre evidência e testemunho isolado. Entre ciência e cientificismo. Entre fé legítima e fanatismo. Entre liberdade individual e responsabilidade coletiva.
A cultura democrática depende disso. Sem educação científica, o debate público vira feira de certezas delirantes. Sem formação crítica, qualquer charlatão com boa retórica pode se passar por sábio. Sem confiança responsável nas instituições, a sociedade se fragmenta em tribos cognitivas.
Conclusão
O negacionismo é uma das faces mais perigosas da cultura contemporânea porque transforma ignorância em identidade, medo em política e absurdo em pertencimento. Ele não nasce apenas da falta de informação. Nasce da desconfiança organizada, da manipulação emocional, da precariedade educacional, da arrogância cognitiva e da captura política da verdade.
A pandemia de Covid-19 mostrou que uma sociedade pode ter vacinas, hospitais e universidades e, ainda assim, produzir uma cultura contra a própria proteção da vida. O terraplanismo mostra que nenhuma evidência é forte o bastante para quem transformou a negação em fé identitária. A recusa religiosa de tratamentos e vacinas mostra que a liberdade de crença precisa dialogar com o direito à vida, especialmente quando crianças são afetadas.
A “janela de Dunning” é esse caminho sombrio pelo qual o ignorante convicto encontra outros iguais, ganha palco, recebe validação política, conquista linguagem moral e, pouco a pouco, empurra o absurdo para dentro da normalidade. Quando percebemos, aquilo que era impensável passa a ser “opinião”. Depois vira “direito”. Depois vira “tradição”. Por fim, alguém dirá: “é assim porque sempre foi assim”.
Mas não foi. E não precisa continuar sendo.
A cultura pode produzir ignorância, mas também pode produzir emancipação. Pode fabricar fanatismo, mas também pode formar consciência. Pode repetir absurdos, mas também pode educar para a verdade. A escolha civilizatória está justamente aí: ou reconstruímos uma cultura pública fundada na ciência, na responsabilidade e na dignidade humana, ou continuaremos assistindo ao espetáculo trágico de sociedades que, tendo luz suficiente para enxergar, escolhem politicamente permanecer no escuro.
Referências
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
GALHARDI, Cláudia Pereira et al. Fake news e hesitação vacinal no contexto da pandemia da Covid-19 no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 27, n. 5, p. 1849-1858, 2022.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.
HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes, 2015.
KRUGER, Justin; DUNNING, David. Unskilled and unaware of it: how difficulties in recognizing one’s own incompetence lead to inflated self-assessments. Journal of Personality and Social Psychology, Washington, v. 77, n. 6, p. 1121-1134, 1999.
LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 14. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
LATOUR, Bruno. Why has critique run out of steam? From matters of fact to matters of concern. Critical Inquiry, Chicago, v. 30, n. 2, p. 225-248, 2004.
RICARD, Julie; MEDEIROS, Juliano. Using misinformation as a political weapon: COVID-19 and Bolsonaro in Brazil. Harvard Kennedy School Misinformation Review, Cambridge, v. 1, n. 2, 2020.
TYLOR, Edward Burnett. Primitive culture: researches into the development of mythology, philosophy, religion, art, and custom. London: John Murray, 1871.
WATSON, Oliver J. et al. Global impact of the first year of COVID-19 vaccination: a mathematical modelling study. The Lancet Infectious Diseases, London, v. 22, n. 9, p. 1293-1302, 2022.
WILLIAMS, Raymond. Palavras-chave: um vocabulário de cultura e sociedade. São Paulo: Boitempo, 2007.
Nenhum comentário:
Postar um comentário