Da alienação ao capital de dados: por que o poder digital virou a nova forma de dominação econômica
Lide
Vejo o século XXI como o tempo em que o capitalismo deixou de explorar apenas a força de trabalho visível e passou a explorar também a atenção, os dados, os comportamentos, os desejos e até a previsibilidade das pessoas. As Big Techs não são apenas empresas inovadoras: são estruturas privadas de poder que organizam mercados, linguagens, afetos, trabalho, consumo e política. Quando olho para Marx, percebo que alienação, mais-valia, propriedade privada, capital e revolução não ficaram presos à fábrica do século XIX. Eles atravessaram o chão industrial, entraram nos celulares e hoje habitam o coração do Leviatã Digital.
Índice
- Introdução: Marx diante da era algorítmica
- O que chamo de Leviatã Digital
- Alienação digital: quando a vida vira dado
- Mais-valia algorítmica: o valor extraído do trabalho, da atenção e do comportamento
- Propriedade privada digital: quem controla as plataformas controla a sociedade
- Capital de dados: dinheiro em movimento, comportamento em mercadoria
- Big Techs como novas soberanias privadas
- Revolução ou adaptação? O dilema político da era digital
- Conclusão: recuperar o humano diante da máquina econômica
1. Introdução: Marx diante da era algorítmica
Quando Marx analisou o capitalismo industrial, ele estava olhando para fábricas, máquinas, jornadas longas, operários exaustos, concentração de riqueza e transformação da vida humana em força produtiva. À primeira vista, alguém poderia dizer que aquele mundo ficou para trás. Hoje não estamos apenas diante de chaminés, tear mecânico e linhas de montagem. Estamos diante de celulares, inteligência artificial, nuvens computacionais, redes sociais, aplicativos, plataformas de entrega, sistemas de recomendação e modelos preditivos.
Mas a aparência mudou mais do que a estrutura.
A pergunta essencial continua a mesma: quem controla os meios de produção e quem entrega sua vida para que esses meios produzam riqueza?
No capitalismo industrial, o trabalhador vendia sua força de trabalho ao dono da fábrica. No capitalismo digital, além de vender trabalho, muitas vezes entregamos atenção, dados, rastros de navegação, padrões de consumo, localização, emoções, preferências políticas, desejos e vulnerabilidades. O capital aprendeu a explorar não apenas o corpo que trabalha, mas também a mente que clica, o olhar que permanece na tela, o medo que engaja, a indignação que viraliza e o desejo que pode ser previsto.
É nesse ponto que a ideia de Leviatã Digital se torna decisiva.
Thomas Hobbes usou a imagem do Leviatã para representar o Estado soberano, aquele grande corpo artificial que concentra poder para organizar a vida social. No século XXI, contudo, emerge uma nova forma de Leviatã: não apenas estatal, mas corporativo, algorítmico e transnacional. Esse Leviatã não aparece com coroa, espada ou palácio. Ele aparece como aplicativo, buscador, rede social, marketplace, sistema operacional, assistente de IA, plataforma de vídeo, serviço de nuvem e infraestrutura invisível.
As Big Techs passaram a ocupar uma posição que mistura mercado, infraestrutura, mediação social e poder político. Elas não apenas vendem produtos. Elas organizam a circulação da informação, definem padrões de visibilidade, modulam comportamentos, armazenam dados e intermediam relações sociais. A Comissão Europeia, ao aplicar o Digital Markets Act, classificou empresas como Alphabet, Amazon, Apple, ByteDance, Meta e Microsoft como “gatekeepers”, isto é, guardiãs de acesso a serviços digitais essenciais (Comissão Europeia, 2023).
Essa palavra — gatekeeper — é reveladora. Quem controla o portão controla quem entra, quem aparece, quem vende, quem fala, quem é ouvido e quem desaparece no silêncio algorítmico.
2. O que chamo de Leviatã Digital
Chamo de Leviatã Digital a concentração de poder econômico, tecnológico, informacional e comportamental em grandes plataformas digitais capazes de organizar a vida social por meio de infraestruturas privadas.
Esse Leviatã possui quatro características centrais.
Primeiro, ele é invisível. Sua força não aparece apenas na propriedade física, mas na arquitetura do código, nos algoritmos, nos dados, nos termos de uso, nos sistemas de recomendação e nas regras internas das plataformas.
Segundo, ele é cotidiano. Não precisa invadir a vida; ele já está nela. Está no celular, no e-mail, no mapa, no banco, na aula, no trabalho, na compra, na notícia, na conversa familiar, no entretenimento e na política.
Terceiro, ele é assimétrico. O usuário acredita escolher livremente, mas escolhe dentro de ambientes desenhados para capturar atenção, prever comportamento e maximizar lucro.
Quarto, ele é transnacional. As Big Techs operam acima das fronteiras nacionais com uma força que muitas vezes supera a capacidade regulatória dos Estados.
O Leviatã Digital não elimina o capitalismo clássico. Ele o atualiza. A fábrica não desaparece: ela se transforma em rede. O patrão não desaparece: ele se torna plataforma. O relógio de ponto não desaparece: ele se converte em monitoramento contínuo. A mercadoria não desaparece: ela passa a incluir dados, atenção e previsibilidade comportamental.
Shoshana Zuboff chamou esse processo de capitalismo de vigilância, expressão utilizada para descrever uma lógica econômica baseada na extração de dados comportamentais e em sua transformação em produtos preditivos (Zuboff, 2021). A Federal Trade Commission dos Estados Unidos afirmou, em relatório de 2024, que grandes empresas de mídia social e streaming coletam grandes volumes de dados pessoais e monetizam essas informações em escala bilionária, com riscos à privacidade, à liberdade e à proteção de crianças e adolescentes (Federal Trade Commission, 2024).
Esse é o ponto central: a vida virou matéria-prima.
3. Alienação digital: quando a vida vira dado
No primeiro artigo, tratei a alienação como o estado em que o indivíduo se torna estranho ao produto de sua atividade, à natureza, aos outros e a si mesmo. No capitalismo digital, essa alienação se aprofunda porque muitas vezes o indivíduo nem percebe que está produzindo valor.
Quando alguém trabalha em uma fábrica, sabe que está trabalhando. Quando alguém dirige para um aplicativo, sabe que está trabalhando. Mas quando alguém posta, curte, comenta, assiste, rola a tela, compartilha, pesquisa, avalia, caminha com o celular no bolso ou conversa com um assistente digital, nem sempre percebe que está alimentando sistemas econômicos gigantescos.
A alienação digital nasce dessa separação entre experiência vivida e valor produzido.
A pessoa acredita estar apenas se comunicando, mas está gerando dados. Acredita estar apenas se informando, mas está sendo perfilada. Acredita estar apenas se divertindo, mas está treinando sistemas de recomendação. Acredita estar apenas escolhendo, mas está sendo conduzida por arquiteturas de decisão.
Essa alienação é mais sofisticada porque não aparece como imposição direta. Ela aparece como conveniência.
O trabalhador industrial podia sentir o peso da máquina. O usuário digital sente o prazer da interface. A dominação se torna leve, colorida, rápida, personalizada e viciante. O comando não vem mais apenas como ordem. Vem como sugestão: “você também pode gostar”, “recomendado para você”, “pessoas como você assistiram”, “complete seu perfil”, “ative sua localização”, “aceite para continuar”.
A alienação digital é também uma alienação de si. O sujeito passa a se ver pelas métricas: curtidas, visualizações, seguidores, engajamento, ranqueamento, reputação, nota, avaliação. A subjetividade passa a ser quantificada. A pessoa não apenas usa a plataforma; ela começa a se adaptar à lógica da plataforma.
Nesse sentido, o Leviatã Digital não domina apenas de fora para dentro. Ele reorganiza desejos por dentro.
4. Mais-valia algorítmica: o valor extraído do trabalho, da atenção e do comportamento
A mais-valia, em Marx, é a diferença entre o valor produzido pelo trabalhador e o valor que ele recebe como salário. No capitalismo digital, essa lógica se expande. Continua existindo exploração direta do trabalho, mas há também extração de valor da atenção, dos dados e dos comportamentos.
É preciso separar três dimensões.
A primeira é a mais-valia clássica, presente nos trabalhadores das próprias Big Techs, nos terceirizados, nos moderadores de conteúdo, nos entregadores, nos motoristas, nos trabalhadores de centros logísticos e em toda a cadeia material que sustenta o digital. O mundo virtual depende de trabalho muito concreto: mineração, cabos submarinos, servidores, energia, galpões, transporte, limpeza, manutenção, programação, suporte e vigilância.
A segunda é a mais-valia de plataforma, típica dos aplicativos que intermediam trabalho. A plataforma não produz diretamente o serviço, mas controla o encontro entre trabalhador e consumidor, define regras, extrai comissão, organiza reputação e pode bloquear o trabalhador. O risco é transferido para o indivíduo; o controle permanece concentrado na empresa.
A terceira é a extração comportamental. Aqui está a novidade mais profunda. O usuário, mesmo quando não é empregado, produz valor ao gerar dados. Seu comportamento se torna insumo para publicidade, recomendação, treinamento de sistemas e previsão de mercado.
Nick Srnicek analisou as plataformas como modelos de negócio baseados na captura, processamento e monetização de dados (Srnicek, 2017). Essa leitura ajuda a compreender que a Big Tech não é apenas uma empresa que “oferece serviço gratuito”. O serviço gratuito muitas vezes é a porta de entrada para um sistema de extração.
Nada é gratuito quando a mercadoria é a previsibilidade da vida.
O que Marx identificou na fábrica — a produção de valor excedente — aparece hoje em escala ampliada. Não se extrai apenas valor do tempo de trabalho contratado. Extrai-se valor do tempo social. O tempo de lazer, o tempo de descanso, o tempo de conversa, o tempo de deslocamento e até o tempo de distração entram no circuito econômico.
Esse é um dos aspectos mais duros do capitalismo digital: ele transforma quase toda experiência humana em oportunidade de monetização.
5. Propriedade privada digital: quem controla as plataformas controla a sociedade
Quando Marx falava de propriedade privada, não estava preocupado com objetos pessoais. O centro de sua crítica era a propriedade privada dos meios de produção. No século XIX, isso significava fábricas, terras, máquinas e matérias-primas. Hoje, significa também plataformas, algoritmos, bancos de dados, sistemas operacionais, infraestrutura de nuvem, lojas de aplicativos, redes sociais, mecanismos de busca e modelos de inteligência artificial.
A propriedade privada digital é uma forma de poder estrutural.
Quem controla a plataforma controla o mercado. Quem controla o marketplace controla vendedores. Quem controla a loja de aplicativos controla desenvolvedores. Quem controla o buscador controla visibilidade. Quem controla a rede social controla parte do debate público. Quem controla a nuvem controla a infraestrutura de milhares de empresas. Quem controla os dados controla a possibilidade de prever e influenciar comportamentos.
Por isso, a União Europeia passou a regular as chamadas plataformas muito grandes e os grandes mecanismos de busca por meio do Digital Services Act, classificando como VLOPs e VLOSEs aqueles serviços com mais de 45 milhões de usuários mensais na União Europeia (Comissão Europeia, 2026).
Esse número não é apenas estatístico. Ele indica escala social. Uma plataforma com dezenas ou centenas de milhões de usuários não é um negócio qualquer. Ela se torna ambiente público administrado por interesse privado.
Aqui está a contradição: a praça é pública na aparência, mas privada na propriedade. O debate parece livre, mas é mediado por algoritmos proprietários. A circulação de ideias parece espontânea, mas é condicionada por regras comerciais. O usuário parece soberano, mas está dentro de uma arquitetura que ele não controla.
O Leviatã Digital nasce exatamente dessa fusão entre infraestrutura social e propriedade privada.
6. Capital de dados: dinheiro em movimento, comportamento em mercadoria
Marx dizia que o capital não é uma coisa, mas uma relação social. É valor que se valoriza. Dinheiro que se transforma em mercadoria para retornar como mais dinheiro.
No capitalismo digital, essa fórmula ganha nova roupagem. O dinheiro investe em infraestrutura tecnológica, captura dados, processa comportamentos, vende publicidade, organiza mercados, automatiza decisões e retorna como mais dinheiro. A fórmula D–M–D’ continua viva, mas a mercadoria passou a incluir previsão comportamental, atenção capturada e dependência informacional.
O dado, isoladamente, pode parecer pequeno. Mas em escala, cruzado com bilhões de interações, ele se torna poder econômico. Não é apenas saber o que alguém fez. É antecipar o que alguém tende a fazer. É prever consumo, voto, medo, desejo, deslocamento, fragilidade emocional, preferência cultural e inclinação política.
Isso não significa que as plataformas controlem tudo de forma absoluta. Seria exagero. Mas significa que possuem capacidade inédita de modulação do ambiente informacional.
A concentração de riqueza global reforça essa dinâmica. O World Inequality Report 2022 apontou que os 10% mais ricos ficam com 52% da renda global, enquanto a metade mais pobre recebe apenas 8,5%; no caso da riqueza, os 10% mais ricos concentram 76% do total (World Inequality Lab, 2022).
As Big Techs são parte desse processo de concentração. Elas não apenas acumulam dinheiro. Acumulam infraestrutura, dados, inteligência computacional, influência política e capacidade de moldar mercados inteiros.
O capital digital não quer apenas vender produtos. Quer se tornar indispensável.
7. Big Techs como novas soberanias privadas
A grande novidade política do nosso tempo é que algumas empresas privadas passaram a exercer funções que antes pareciam exclusivas dos Estados ou das instituições públicas.
Elas definem regras de fala. Moderam conteúdos. Suspendem contas. Organizam pagamentos. Controlam mapas. Hospedam dados públicos e privados. Desenvolvem sistemas de inteligência artificial. Influenciam eleições indiretamente por meio da circulação informacional. Definem padrões técnicos globais. Interferem na economia de pequenos negócios. Condicionam a visibilidade de jornais, artistas, professores, comerciantes e lideranças políticas.
Isso não significa dizer que as Big Techs sejam Estados. Elas não têm, formalmente, soberania territorial clássica. Mas exercem poderes quase soberanos sobre ambientes digitais nos quais a vida social passou a ocorrer.
Esse é o Leviatã Digital: um poder privado com efeitos públicos.
A democracia liberal foi construída com a preocupação de limitar o poder do Estado. Mas o século XXI exige outra pergunta: como limitar poderes privados que organizam a esfera pública?
A regulação europeia é uma tentativa de responder a isso. O Digital Services Act busca criar um ambiente online mais seguro e confiável, com obrigações específicas para plataformas digitais (Comissão Europeia, 2026). O Digital Markets Act, por sua vez, mira práticas de dominação econômica de grandes plataformas consideradas gatekeepers (Comissão Europeia, 2023).
Mas a regulação ainda corre atrás da tecnologia. A velocidade do capital digital é maior do que a velocidade da política. A inovação privada avança em meses; a legislação pública demora anos. Nesse intervalo, consolidam-se mercados, hábitos, dependências e monopólios.
8. Revolução ou adaptação? O dilema político da era digital
No pensamento marxiano, revolução ocorre quando as forças produtivas entram em conflito com as relações sociais existentes. A tecnologia digital ampliou extraordinariamente as forças produtivas. Nunca foi tão fácil produzir informação, automatizar processos, conectar pessoas, difundir conhecimento, organizar redes e criar soluções.
Mas essa potência está aprisionada por relações sociais marcadas por concentração privada, desigualdade, vigilância e exploração.
A inteligência artificial poderia reduzir jornadas, ampliar educação, melhorar diagnósticos, democratizar conhecimento, fortalecer políticas públicas e libertar tempo humano. Mas, subordinada à lógica do capital, tende a aumentar produtividade sem garantir distribuição justa dos ganhos.
Esse é o conflito central: tecnologia socialmente produzida, riqueza privadamente apropriada.
A pergunta não é se a tecnologia é boa ou má. Essa é uma pergunta pobre. A pergunta correta é: quem controla a tecnologia, com quais finalidades, sob quais regras, com quais mecanismos democráticos e em benefício de quem?
Sem essa pergunta, a sociedade aceita a ideologia da inovação como se toda novidade fosse progresso. Mas nem toda inovação emancipa. Algumas apenas tornam a dominação mais eficiente.
Uma sociedade pode ter inteligência artificial avançada e trabalhadores exaustos. Pode ter redes 5G e escolas precárias. Pode ter aplicativos sofisticados e entregadores sem proteção social. Pode ter carros autônomos e gente sem transporte público digno. Pode ter plataformas globais e democracias locais fragilizadas.
A revolução digital, portanto, não é automaticamente uma revolução humana.
9. Conclusão: recuperar o humano diante da máquina econômica
Ao relacionar Marx com o Leviatã Digital, chego a uma conclusão incômoda: o capitalismo contemporâneo não superou a exploração; ele a refinou. Não eliminou a alienação; tornou-a interativa. Não aboliu a propriedade privada dos meios de produção; deslocou-a para plataformas, dados, nuvens e algoritmos. Não substituiu o capital; acelerou sua circulação. Não realizou a revolução emancipadora; vendeu a adaptação tecnológica como se fosse libertação.
As Big Techs são a face mais avançada desse processo. Elas oferecem conveniência real, inovação real e serviços úteis. Seria simplista negar isso. Mas também concentram poder real, extraem dados reais, influenciam comportamentos reais e reorganizam a vida social segundo interesses privados reais.
O problema não está em usar tecnologia. O problema está em aceitar que a tecnologia seja governada apenas pela lógica do lucro.
Marx continua atual porque nos obriga a olhar para além da superfície. Onde o discurso empresarial vê inovação, ele nos ensina a procurar relações de produção. Onde a propaganda vê liberdade, ele nos convida a examinar dependência. Onde o mercado vê usuário, ele nos ajuda a enxergar trabalho, dado, atenção e valor. Onde a plataforma promete conexão, ele nos pergunta quem controla a infraestrutura dessa conexão.
O Leviatã Digital não será enfrentado com nostalgia, tecnofobia ou moralismo. Será enfrentado com regulação democrática, educação crítica, soberania tecnológica, proteção de dados, direitos trabalhistas, transparência algorítmica e controle social sobre infraestruturas digitais essenciais.
A questão decisiva do nosso tempo talvez seja esta: aceitaremos viver como matéria-prima de sistemas que não controlamos ou teremos coragem política de recolocar a tecnologia a serviço da dignidade humana?
Referências
COMISSÃO EUROPEIA. Digital Markets Act: gatekeepers. Bruxelas: Comissão Europeia, 2023. Disponível em: portal oficial da Comissão Europeia. Acesso em: 4 maio 2026.
COMISSÃO EUROPEIA. The Digital Services Act. Bruxelas: Comissão Europeia, 2026. Disponível em: portal oficial da Comissão Europeia. Acesso em: 4 maio 2026.
FEDERAL TRADE COMMISSION. FTC Staff Report Finds Large Social Media and Video Streaming Companies Have Engaged in Vast Surveillance. Washington, DC: FTC, 2024. Disponível em: portal oficial da Federal Trade Commission. Acesso em: 4 maio 2026.
MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2004.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Livro I. São Paulo: Boitempo, 2013.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Boitempo, 2010.
SRNICEK, Nick. Platform capitalism. Cambridge: Polity Press, 2017.
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ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância: a luta por um futuro humano na nova fronteira do poder. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2021.