quinta-feira, 9 de abril de 2026

Ormuz, Trump e a guerra que Israel sempre quis

A crise de abril de 2026 revelou a divergência entre Washington e Tel Aviv: os Estados Unidos tentam conter a escalada que ajudaram a produzir, enquanto Israel segue perseguindo, há décadas, a neutralização estratégica do Irã



A crise do Estreito de Ormuz, a trégua precária entre Estados Unidos e Irã e a continuidade da ofensiva israelense em Gaza e no Líbano produziram, em poucos dias, uma imagem quase didática da desordem contemporânea. A maior potência militar do planeta continua capaz de bombardear, ameaçar e cercar. Mas já não demonstra a mesma capacidade de converter força em resultado político duradouro. Israel, por sua vez, age com outra temporalidade. Não se move apenas pela urgência do dia, mas por uma doutrina sedimentada ao longo de décadas: a convicção de que o Irã representa a fonte matricial da principal ameaça estratégica ao Estado israelense. Essa diferença de ritmo, de objetivo e de horizonte explica boa parte do impasse atual. (Reuters, 2026a; Reuters, 2026b) 


A leitura de que Donald Trump tenta resolver um problema que ele mesmo ajudou a criar não é mero efeito retórico. Ela descreve, com razoável precisão, a lógica do momento. Depois da guerra iniciada em 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos passaram a pressionar pela reabertura de Ormuz, pela estabilização dos fluxos energéticos e por uma pausa negociada com Teerã. Ocorre que o estreito se converteu em instrumento central de coerção iraniana justamente porque a ofensiva militar de Washington e Tel Aviv elevou ao máximo o valor geopolítico daquele gargalo marítimo. Em vez de submeter o Irã de forma decisiva, a guerra devolveu a Teerã uma alavanca estratégica de alcance global. (Reuters, 2026b; Reuters, 2026c; IEA, 2026; EIA, 2026) 


Não se trata, portanto, apenas de uma guerra regional. Trata-se de uma crise que expõe a erosão do mecanismo clássico de hegemonia. Durante boa parte do pós-Guerra Fria, os Estados Unidos se acostumaram a operar sob a premissa de que superioridade militar podia ser traduzida, com maior ou menor dificuldade, em ordenamento político. O episódio atual mostra algo diferente. Washington continua poderoso, mas já não controla sozinho a trajetória do conflito que desencadeia. Precisa negociar para impedir que o petróleo dispare ainda mais, que a inflação global se intensifique e que seus aliados no Golfo sejam empurrados para um cenário de vulnerabilidade estrutural. (Reuters, 2026b; Reuters, 2026d) 


A guerra atual e a fissura entre Estados Unidos e Israel


A divergência entre os Estados Unidos e Israel não é uma ruptura de aliança. É uma dissonância estratégica. Washington aceitou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã e passou a defender uma negociação mais ampla, ainda que sob ameaça. Trump afirmou que ativos militares norte-americanos permanecerão “em torno do Irã” até que haja um “acordo real”, deixando claro que a suspensão do fogo não corresponde a desengajamento, mas a uma contenção provisória. Israel, entretanto, não operou na mesma clave. O governo Netanyahu manteve a ofensiva contra o Hezbollah e aprofundou a lógica das zonas-tampão em Gaza, no sul do Líbano e na Síria. A mensagem é cristalina: para Tel Aviv, a trégua com Teerã não altera a doutrina de guerra prolongada contra o arco regional ligado ao Irã. (Reuters, 2026a; Reuters, 2026b; AP, 2026a) 


A Reuters mostrou que oficiais israelenses já trabalham abertamente com a ideia de um conflito sem horizonte curto de encerramento. O conceito de “buffer zones”, antes associado a medidas de contenção pontuais, passa a integrar uma reconfiguração mais profunda da doutrina israelense. O objetivo não é mais eliminar integralmente Hamas, Hezbollah e demais atores ligados a Teerã — algo que os próprios formuladores reconhecem como inviável —, mas degradá-los, dispersá-los, empurrá-los para longe e mantê-los permanentemente sob intimidação. Isso equivale a admitir que a guerra deixou de ser exceção operacional e se tornou método de gestão regional. (Reuters, 2026a) 


É nesse ponto que a imagem de um “aliado disciplinado” deixa de fazer sentido. Israel não parece simplesmente acompanhar o cálculo norte-americano; muitas vezes, empurra-o. Quando a Casa Branca busca descompressão para impedir colapso energético e ampliar margem diplomática, Tel Aviv amplia sua própria campanha em frentes que o Irã considera indissociáveis do conflito principal. Essa assimetria ajuda a explicar por que Teerã acusa Washington de não conseguir “conter seu cão raivoso”, para usar a linguagem duríssima reproduzida pela cobertura internacional. Ainda que a expressão seja propagandística, ela descreve uma percepção política relevante: a de que os Estados Unidos aceitam negociar, mas não controlam plenamente o seu principal aliado militar na região. (Reuters, 2026b; AP, 2026a) 


Por que Israel quer há tanto tempo atacar o Irã


A origem histórica desse antagonismo remete à Revolução Iraniana de 1979. Até então, apesar de diferenças, havia um vínculo pragmático entre o Irã do xá e Israel. A queda da monarquia e a ascensão da República Islâmica romperam essa arquitetura. O novo regime construiu sua legitimidade em oposição ao xá, ao Ocidente e a Israel, transformado em símbolo do que Teerã passou a chamar de imperialismo e ocupação regional. A Revolução de 1978–79 não apenas alterou a forma de governo no Irã; ela redefiniu todo o mapa ideológico e geopolítico do Oriente Médio. (Britannica, 2026a) 


Desde então, a rivalidade passou a operar em três planos simultâneos. O primeiro é ideológico. O Irã pós-1979 adotou um discurso de rejeição frontal à ordem regional sustentada pelos Estados Unidos e por Israel. O segundo é estratégico-militar. Ao longo de décadas, Teerã construiu uma rede de aliados, milícias e parceiros armados em vários teatros regionais, ampliando sua capacidade de influência muito além de suas fronteiras. O terceiro é nuclear. Israel consolidou a leitura de que um Irã com capacidade nuclear avançada — ainda que não declaradamente armado — representaria uma ameaça intolerável. (Reuters, 2025; CFR, 2026) 


Essa é a chave decisiva. Quando se diz que Israel “sempre quis” atacar o Irã, a afirmação precisa ser formulada com rigor. Não significa que todos os governos israelenses tenham desejado guerra aberta em todos os momentos. Significa, isto sim, que Israel foi, ao longo das últimas décadas, o ator mais consistente na defesa de uma linha de neutralização dura do poder iraniano, sobretudo no que diz respeito ao programa nuclear e à rede regional de alianças de Teerã. O Council on Foreign Relations registra que, ao retornar ao poder em 2025, Trump retomou a política de “pressão máxima” e iniciou negociações nucleares com o Irã, mas Israel se manteve frontalmente contrário a essas negociações e preservou o compromisso de desmantelar o programa nuclear iraniano. (CFR, 2026) 


Em outras palavras, o problema, para Israel, não é apenas o Irã como Estado. É o Irã como centro irradiador de uma rede de ameaças. A Reuters recorda que, após a Revolução Islâmica, Teerã passou décadas desenvolvendo um sistema de aliados regionais que compartilhavam sua visão antiocidental e aceitavam sua liderança política e militar. Esse “eixo de resistência” sempre foi interpretado por Israel como uma forma de cerco indireto: Hezbollah ao norte, Hamas em Gaza, conexões na Síria, no Iraque e no Iêmen. O temor israelense, portanto, não é abstrato. É a combinação entre mísseis, drones, guerrilhas, influência política e, no limite, capacidade nuclear. (Reuters, 2025; Brookings, 2025) 


Também há uma dimensão interna. A ameaça iraniana, em Israel, funciona como eixo de mobilização nacional, justificativa para doutrina de segurança agressiva e ativo político para lideranças que se legitimam em nome da proteção existencial do país. Em contextos de fragmentação doméstica, acusações de corrupção e desgaste governamental, o discurso da guerra necessária frequentemente adquire utilidade adicional. Não se trata de reduzir a política de segurança israelense a mero oportunismo interno, mas de reconhecer que o problema iraniano cumpre, há muito tempo, uma função mobilizadora no sistema político israelense. (Reuters, 2026a; Brookings, 2025) 


Ormuz: o gargalo que transformou o Irã em poder de veto


O Estreito de Ormuz é mais do que uma passagem marítima. É um ponto de compressão do capitalismo energético. Segundo a U.S. Energy Information Administration, em 2024 e no primeiro semestre de 2025, por ali passaram cerca de 20 milhões de barris diários, equivalentes a aproximadamente 20% do consumo global de líquidos de petróleo e a cerca de um quarto do petróleo comercializado por via marítima. A International Energy Agency ressalta que as possibilidades de desvio são limitadas, razão pela qual qualquer interrupção produz efeitos globais quase imediatos. (EIA, 2026; IEA, 2026) 


A guerra de 2026 reativou esse fato estrutural. Após os ataques de EUA e Israel, o Irã conseguiu transformar a geografia em arma política. A Reuters informou que a crise provocada pela guerra dobrou, em abril, a principal receita tributária do petróleo russo, tamanho o choque nos preços internacionais. A mesma agência mostrou que a mera tentativa iraniana de impor pedágios ou condicionar a passagem por Ormuz já foi suficiente para consolidar a percepção de risco e reprecificar energia, seguro, transporte e estabilidade global. O gargalo deixou de ser apenas um mapa; voltou a ser um instrumento de coerção. (Reuters, 2026c; Reuters, 2026e) 


Essa é a ironia estratégica central do episódio. A ofensiva lançada para enfraquecer o Irã acabou devolvendo ao país um poder de veto sobre a circulação energética global. O regime iraniano não derrotou militarmente os Estados Unidos nem Israel. Mas conseguiu algo politicamente robusto: demonstrou que ainda pode impor custos sistêmicos ao adversário e ao mercado mundial. Esse tipo de capacidade é precioso para um regime sitiado. Confere poder de barganha, sustenta propaganda de resistência e transforma mera sobrevivência em capital geopolítico. (Reuters, 2026c; Reuters, 2026d) 


O fracasso da mudança de regime e a coesão defensiva iraniana


Um dos grandes objetivos implícitos — e, em certos momentos, explícitos — da guerra era alterar o regime iraniano ou ao menos quebrar sua espinha dorsal. Até aqui, isso não ocorreu. A estrutura do poder permaneceu funcional, a narrativa estatal de resistência foi reativada e a sociedade iraniana, longe de colapsar politicamente sob os bombardeios, demonstrou capacidade de reagrupamento defensivo. O Washington Post observou que, após a pausa da guerra, muitos iranianos levantaram bandeiras de vitória, não de rendição, precisamente porque a sobrevivência do regime foi lida como frustração dos objetivos maximalistas de Trump. (Washington Post, 2026a) 


Esse efeito é conhecido na literatura política: ataques externos frequentemente reduzem, no curto prazo, o espaço para dissidência interna e reforçam a identificação entre Estado, soberania e sobrevivência nacional. Nada disso absolve o regime iraniano de autoritarismo, repressão ou crise econômica. Significa apenas que a agressão externa tende a adensar a coesão defensiva. Quando uma potência estrangeira ameaça destruir a infraestrutura do país e fala em submissão total, o cálculo social muda. A crítica interna pode até persistir, mas perde centralidade frente ao imperativo de defesa. (Britannica, 2026b; Washington Post, 2026a) 


Em consequência, a aposta numa rápida “mudança de regime” se mostrou ilusória. O poder ocidental conserva enorme capacidade de punição, mas não produz automaticamente legitimidade alternativa no interior do país atacado. Ao contrário: pode fortalecer exatamente o núcleo que pretendia desestabilizar. A história das intervenções no Oriente Médio oferece inúmeros exemplos desse paradoxo, e o caso iraniano de 2026 parece reforçá-lo. (Washington Post, 2026a; Brookings, 2025) 


Israel continua atacando a Palestina


A crise com o Irã não interrompeu a ofensiva israelense nos territórios palestinos. A Reuters noticiou, nos primeiros dias de abril de 2026, novos ataques em Gaza com mortos entre civis, inclusive nas proximidades de abrigos e escolas, além da continuidade de disparos letais apesar do cessar-fogo precário em vigor desde outubro de 2025. A mesma cobertura registra que, desde o início dessa trégua, mais de 700 palestinos foram mortos por fogo israelense, enquanto a guerra mais ampla já havia deixado mais de 72 mil palestinos mortos e destruição massiva do território. Paralelamente, novas autorizações de assentamentos na Cisjordânia reforçam a percepção de aprofundamento da ocupação e de esvaziamento material da hipótese de um futuro Estado palestino. (Reuters, 2026f; Reuters, 2026g; Reuters, 2026h) 


Esse dado importa porque impede uma leitura compartimentalizada do conflito. O Irã, para Israel, não é uma questão separada de Gaza, da Cisjordânia ou do Líbano. Todas essas frentes compõem uma visão unificada de segurança regional, marcada por militarização permanente, zonas de exclusão, ataques preventivos e desconfiança profunda em relação a qualquer fórmula duradoura de paz negociada. A atual guerra, assim, não suspende o problema palestino; ela o incorpora a uma lógica regional mais ampla de força. (Reuters, 2026a; Reuters, 2026h) 


China e Rússia aumentarão o apoio ao Irã?


A resposta mais sóbria é: sim, mas de forma seletiva, calculada e assimétrica. A China já se apresenta como ator diplomático ativo. Pequim declarou ter mantido comunicação com todas as partes e ter buscado “promover reconciliação e evitar novos combates”. Seu objetivo aparente é duplo: estabilizar a região para proteger fluxos energéticos e ampliar sua imagem de potência responsável num momento em que os Estados Unidos parecem mais associados à escalada do que à solução. Não há, entretanto, sinais sólidos de que a China pretenda converter esse apoio político em compromisso militar direto. Seu ganho está precisamente em parecer influente sem pagar o preço máximo da guerra. (Reuters, 2026i) 


A Rússia opera com racionalidade ainda mais crua. Moscou não tem interesse no colapso do Irã, mas também não parece ter interesse numa normalização imediata que derrube os preços de energia. A Reuters mostrou que a guerra do Irã duplicou, em abril, a principal receita tributária do petróleo russo, produzindo um ganho expressivo para o Kremlin. Esse dado material é decisivo. Ele sugere que a Rússia tende a oferecer retaguarda diplomática, coordenação política e talvez cooperação tática limitada, mas sempre dentro de um cálculo de conveniência. A Rússia apoia quando isso amplia sua influência e sua renda; evita, quando o custo de comprometimento sobe demais. (Reuters, 2026e) 


Isso significa que o Irã não está completamente isolado. Está, isso sim, relativamente isolado no plano militar convencional, porque nenhum de seus parceiros mais poderosos parece disposto a travar sua guerra por ele. Mas não está abandonado diplomaticamente. Continua relevante demais para ser descartado, estratégico demais para ser ignorado e útil demais, para China e Rússia, para ser deixado à própria sorte. Esse é um isolamento incompleto: militarmente duro, politicamente mitigado. (Reuters, 2026i; Reuters, 2026e) 


O declínio dos Estados Unidos: o que essa guerra realmente mostra


Dizer que os Estados Unidos exibem declínio não implica afirmar que perderam primazia militar. O termo precisa ser usado com precisão. O que se vê é um declínio de eficácia estratégica relativa. Washington segue incomparavelmente forte em capacidade de projeção militar. Mas sua habilidade de transformar força em arquitetura política estável vem diminuindo. A guerra de 2026 é exemplar: entrou para dobrar o Irã, mas terminou, ao menos por enquanto, com Teerã vivo, Ormuz em suspenso, petróleo sob estresse, China capitalizando diplomacia e Rússia lucrando com energia. Não é o retrato de um império derrotado; é o retrato de um império incapaz de impor desfecho limpo. (Reuters, 2026b; Reuters, 2026e; Reuters, 2026i) 


A diferença é fundamental. Potências em declínio raramente deixam de ser poderosas de um dia para o outro. O que muda primeiro é a relação entre custo e resultado. É exatamente isso que se observa. Os Estados Unidos ainda atacam, ameaçam e condicionam. Porém precisam negociar rapidamente para impedir que a crise econômica se generalize. Precisam administrar a dissonância com Israel. Precisam lidar com a recusa iraniana em capitular. E precisam assistir à expansão de margem diplomática de rivais estratégicos. O poder persiste; o controle, não na mesma medida. (Reuters, 2026a; Reuters, 2026b; Reuters, 2026i) 


Conclusão


A crise de abril de 2026 não deve ser lida como episódio isolado, mas como condensação histórica. Ela reúne, numa mesma cena, a longa obsessão israelense em neutralizar o Irã, a incapacidade norte-americana de converter violência em ordem estável, a resiliência defensiva de um regime que sobreviveu ao ataque e o oportunismo calculado de China e Rússia. Israel foi, de fato, o ator que mais consistentemente desejou e pressionou pela neutralização dura do Irã, porque enxerga em Teerã a matriz de sua principal ameaça regional e existencial. Os Estados Unidos aderiram a essa escalada, mas rapidamente deixaram claro que seu problema não era apenas vencer: era conter os efeitos econômicos e geopolíticos da própria guerra.


Por isso Ormuz se tornou símbolo perfeito do momento. O estreito resume a contradição de uma era em que a força continua gigantesca, mas já não garante obediência política. Washington bombardeia e depois negocia para reabrir a rota cuja militarização ajudou a radicalizar. Israel amplia a guerra que considera necessária. O Irã, ferido, converte a própria sobrevivência em barganha estratégica. China e Rússia não entram plenamente no conflito, mas extraem dele dividendos diplomáticos e materiais. O resultado não é a vitória limpa de um lado sobre o outro. É a exposição brutal de uma ordem internacional mais fragmentada, mais cara, mais arriscada e menos governável do que os discursos de poder costumavam prometer. (Reuters, 2026a; Reuters, 2026b; Reuters, 2026e; Reuters, 2026i) 


Referências


AP. The Latest: Netanyahu approves talks with Lebanon after Israeli strikes imperil Iran ceasefire. Associated Press, 9 abr. 2026a. Disponível em: Associated Press. Acesso em: 9 abr. 2026. 


BRITANNICA. Iranian Revolution. Encyclopaedia Britannica, 2026a. Disponível em: Encyclopaedia Britannica. Acesso em: 9 abr. 2026. 


BRITANNICA. Iranian Revolution: aftermath. Encyclopaedia Britannica, 2026b. Disponível em: Encyclopaedia Britannica. Acesso em: 9 abr. 2026. 


BROOKINGS INSTITUTION. The road to the Israel-Iran war. Brookings, 2025. Disponível em: Brookings Institution. Acesso em: 9 abr. 2026. 


COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS. Iran’s War With Israel and the United States. Global Conflict Tracker, 2026. Disponível em: Council on Foreign Relations. Acesso em: 9 abr. 2026. 


EIA. Strait of Hormuz. U.S. Energy Information Administration, 3 mar. 2026. Disponível em: U.S. Energy Information Administration. Acesso em: 9 abr. 2026. 


IEA. The Middle East and Global Energy Markets. International Energy Agency, 2026. Disponível em: International Energy Agency. Acesso em: 9 abr. 2026. 


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REUTERS. As US and Iran talk truce, Israel digs in for a “forever war”. Reuters, 9 abr. 2026a. Disponível em: Reuters. Acesso em: 9 abr. 2026. 


REUTERS. Trump says US military to stay around Iran; threatens action if Tehran fails to comply with deal. Reuters, 9 abr. 2026b. Disponível em: Reuters. Acesso em: 9 abr. 2026. 


REUTERS. Iran’s Hormuz “toll booth” set to hardwire higher energy prices. Reuters, 9 abr. 2026c. Disponível em: Reuters. Acesso em: 9 abr. 2026. 


REUTERS. IEA chief: current oil and gas crisis worse than 1973, 1979, 2022 together. Reuters, 7 abr. 2026d. Disponível em: Reuters. Acesso em: 9 abr. 2026. 


REUTERS. Iran war doubles Russia’s main oil revenue to $9 bln in April, Reuters calculations show. Reuters, 9 abr. 2026e. Disponível em: Reuters. Acesso em: 9 abr. 2026. 


REUTERS. Israeli fire kills four Palestinians in Gaza, medics say. Reuters, 5 abr. 2026f. Disponível em: Reuters. Acesso em: 9 abr. 2026. 


REUTERS. Israeli airstrike kills at least 10 near Gaza school as ceasefire strains. Reuters, 6 abr. 2026g. Disponível em: Reuters. Acesso em: 9 abr. 2026. 


REUTERS. Israel approves dozens of new settlements in West Bank, watchdog says. Reuters, 9 abr. 2026h. Disponível em: Reuters. Acesso em: 9 abr. 2026. 


REUTERS. China hopes “relevant parties” can grasp chance at peace in Iran war. Reuters, 9 abr. 2026i. Disponível em: Reuters. Acesso em: 9 abr. 2026. 


WASHINGTON POST. After Trump pauses war, Iranians fly flags of victory, not surrender. The Washington Post, 9 abr. 2026a. Disponível em: The Washington Post. Acesso em: 9 abr. 2026. 



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