terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Chacina e Carnaval no Rio - A chacina não tem 6 meses: a política já esqueceu, mas as mães não

 Em 28 de outubro de 2025, uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha virou o maior episódio de letalidade policial já registrado no Rio, com números que passaram de uma contagem oficial inicial para mais de uma centena de mortos, segundo Defensoria e imprensa. Quatro meses depois, a cidade entra no modo Carnaval, com estudo oficial e manchetes celebrando bilhões em “movimentação econômica”. O Rio que desfila é o mesmo Rio que enterra — só que o enterro não vira agenda de coletiva.




Você lembra onde estava quando viu as imagens daquela operação? Não precisa lembrar de detalhe “técnico”. Lembra do impacto: escola fechada, ônibus mudando rota, rua travada, família sem notícia, e a TV pulando de um link ao vivo para outro, como se fosse só mais um dia “tenso” na cidade. Parte do Rio acordou com medo. Outra parte acordou com a palavra “sucesso” na boca de autoridade.

Agora troca a cena: fevereiro. Ensaios, blocos, camarotes, marca estampada em tudo, influenciador fazendo publi, prefeitura divulgando projeção de 8 milhões de foliões e R$ 5,9 bilhões circulando na economia carioca. A mesma cidade, no mesmo intervalo de um ano, tentando vender duas narrativas que não conversam: “o maior espetáculo” e “a maior chacina”.

O objetivo deste texto é simples e desconfortável: mostrar como o Carnaval — quando vira produto central da economia da atenção — ajuda a acelerar uma coisa que a política adora: a anestesia social. Não é “culpa do Carnaval” como cultura popular. É culpa do uso político e midiático do Carnaval como máquina de distração: a engrenagem que transforma tragédia em rodapé e transforma patrocínio em “política pública”. A metodologia aqui é jornalístico-analítica: leitura crítica de dados e comunicados oficiais (STF, Defensoria, Prefeitura), cruzamento com cobertura de imprensa e relatórios de entidades de direitos humanos, e interpretação sociopolítica do ciclo atenção–esquecimento.

E antes que alguém venha com “ah, mas você quer acabar com a festa”: não. O que se quer acabar é com a conveniência institucional de usar a festa como cortina. Porque a chacina não tem 12 meses. Só a memória pública que tem.

A cidade não tem Alzheimer; ela tem agenda

O esquecimento no Rio não é um acidente. É um modelo de gestão de narrativa.

Quando ocorre uma operação com letalidade desse tamanho, o roteiro é conhecido. Primeiro, o susto. Depois, a disputa de números (“foram X”, “na verdade foram Y”). Em seguida, entra a linguagem pronta: “guerra”, “narco-terrorismo”, “retomada de território”, “bandidos neutralizados”. A palavra “território” aparece como se fosse um tabuleiro vazio, não um lugar com escola, posto de saúde, comércio, igreja, criança indo para aula e trabalhador pegando ônibus seis da manhã.

Nesse ponto, a política faz uma escolha fria: ou trata como crise de Estado (com investigação robusta, transparência, reparação e revisão de protocolo), ou trata como oportunidade de marketing. E marketing não gosta de luto. Marketing gosta de “entrega”.

Repara na lógica: quando o STF cobra regras, câmeras, transparência e plano de redução de letalidade, parte do debate público tenta vender isso como “amarrar as mãos da polícia”. Só que o STF está dizendo o óbvio: operação policial não é licença para apagar prova, esconder dado e impedir família de acompanhar investigação.

E mesmo assim, a engrenagem segue. Por quê? Porque o custo político do esquecimento é baixo. Ninguém perde cargo por esquecer mãe chorando na praça. Mas muita gente ganha palanque por prometer “força total”.

A mãe não esquece porque o corpo dela continua na cena do crime

O discurso oficial consegue abstrair. A mãe não consegue. A mãe tem rotina.

É ela que acorda e lembra que o filho não volta. É ela que encara a cadeira vazia no almoço de domingo. É ela que enfrenta burocracia quando precisa de certidão, documento, auxílio, advogado, Defensoria. É ela que passa em frente ao lugar onde o bairro inteiro sabe o que aconteceu — e percebe que, para o gabinete climatizado, aquilo virou “caso encerrado”.

Tem um detalhe cruel: a mãe é obrigada a virar “especialista” em Estado. Aprende o que é corregedoria, o que é ouvidoria, o que é “autos de resistência” disfarçado com outro nome, o que é perícia malfeita, o que é inquérito que anda em câmera lenta. Quando o STF determina preservação de provas e cobra esclarecimentos, isso não é “pauta de jurista”; é o mínimo para uma família não ser esmagada pelo aparelho estatal.

E aqui entra o ponto que incomoda: o Carnaval ajuda a empurrar essas mães para fora do enquadramento. A cidade muda a trilha sonora, e quem não muda é tratado como “estraga-prazer”.

Carnaval como máquina de atenção: quem paga, quem lucra, quem some

O Carnaval real, na rua, tem potência cultural e até potência de saúde mental coletiva. Mas o Carnaval do orçamento e da publicidade funciona como outro bicho: ele opera como indústria de atenção.

A economia da atenção é isso: o que aparece na sua cara, todo dia, ganha status de “o que importa”. O que some do feed parece que não existe. E o Rio tem uma característica perfeita para esse mecanismo: é uma cidade onde o espetáculo é política pública informal.

Quando a Prefeitura publica estimativa de R$ 5,9 bilhões e 8 milhões de foliões, ela está fazendo comunicação de governo. Comunicação de governo não é neutra: escolhe o que mostrar, escolhe o que esconder, escolhe o tom do que vai virar orgulho oficial.

A pergunta pé no chão é: o que entra no centro do palco quando a cidade decide que “o grande tema” é Carnaval?
E a outra, mais incômoda: o que fica fora do palco?

Fica fora o seguinte tipo de cena: UPA lotada na quarta-feira de cinzas, gente desidratada, queda, briga, crise de ansiedade, intoxicação alcoólica, acidente de moto de trabalhador voltando do plantão, e a equipe tentando dar conta com escala estourada. Isso não é “drama”; é agenda do SUS. E o SUS não tem patrocínio de cervejaria para empurrar post impulsionado.

Fica fora também o custo invisível do “Carnaval como oportunidade”: o ambulante que compra mercadoria no fiado, o trabalhador temporário que aceita bico em evento e sai com dinheiro curto, e o mesmo trabalhador que depois entra no rotativo do cartão porque “o mês apertou”. A festa gira dinheiro. Só não gira igual para todo mundo.

E aí a cidade vende um “sucesso” que, na prática, é assim: o dinheiro concentra onde já tinha estrutura, o risco cai em cima de quem não tem margem, e o Estado aparece com força total só em dois momentos — para reprimir e para fazer foto.

Camarotização: quando a rua vira vitrine e a cidade vira catraca

Tem uma frase que resume um pedaço do problema: o Carnaval foi transformado em ecossistema de acesso.

A rua, que era espaço de mistura, vira corredor de marca. A experiência “premium” vira o coração do evento. E a lógica de camarote contamina tudo: a cidade aprende a separar o público em “quem entra” e “quem é controlado”.

Você vê isso no desenho urbano: bloqueio, gradil, revista, área vip, pulseira, “open bar”, influencer. Enquanto isso, do lado de fora, ambulante corre da fiscalização, trabalhador tenta passar para chegar no emprego, morador tenta entrar na própria rua.

Isso não é um debate moral sobre “ricos versus pobres” em abstrato. É concreto: é a cidade funcionando com dois protocolos. Para uns, o protocolo é conforto. Para outros, é contenção.

E aqui entra a ironia amarga: a operação de outubro de 2025 foi chamada de Operação Contenção. O nome parece ter escapado de um manual do que o Rio faz com suas populações: contém com polícia, contém com grade, contém com catraca, contém com discurso. Contém até a indignação.

“Mas o Carnaval dá emprego”: dá. E daí?

Esse é o argumento mais usado para desarmar qualquer crítica: “o Carnaval movimenta a economia”. Sim, movimenta. A própria Prefeitura e a imprensa estão cheias de números.

Só que movimentar não é distribuir. E emprego temporário não é estabilidade.

Vamos para exemplos reais, sem poesia:

O auxiliar de cozinha que pega diária na Lapa durante a folia pode ganhar mais naquela semana. Mas se o bar atrasar pagamento, ele não tem sindicato forte, não tem advogado, e às vezes nem contrato tem. A ambulante que compra isopor, gelo, bebida e perde mercadoria por confusão ou apreensão não tem “seguro Carnaval”. O motorista de app roda mais, mas também se expõe mais, pega passageiro bêbado, encara trânsito bloqueado e risco de agressão. No fim, o ganho extra vira “um respiro” — e o respiro não paga o rombo quando o aluguel e a luz chegam.

E o Estado, nesse cenário, usa a palavra “emprego” como se fosse absolvição. Não é. Emprego temporário não compensa política permanente de morte e esquecimento.

Segurança pública como espetáculo: a política adora a foto do helicóptero

No Rio, segurança pública não é só política pública. É performance.

A lógica do espetáculo, descrita por Debord, não é sobre “televisão” apenas; é sobre uma sociedade que passa a se organizar por imagens, por encenação, por narrativa pronta (Debord, 1997). Quando a política compra essa lógica, ela precisa de eventos que “provem” que está no controle. Operações gigantes viram prova. A contagem de mortos vira métrica torta de eficiência.

A operação de outubro de 2025 foi tratada assim em parte do discurso público: como demonstração de força. E quando entidades de direitos humanos e a Defensoria falam em investigação e apontam gravidade, a resposta padrão é: “defendem bandido” — como se pedir procedimento e prova fosse crime.

A questão aqui não é romantizar facção criminosa. Ninguém sensato quer Comando Vermelho mandando em território. A questão é outra: o Estado não pode virar facção com CNPJ.

Quando a letalidade policial cresce, isso é dado de política pública, não “opinião”. E o próprio noticiário sobre 2025 aponta aumento de mortes decorrentes de intervenção policial no RJ.

E tem mais: o STF homologou parcialmente um plano para reduzir letalidade, exigindo medidas, transparência e estrutura. Quando, meses depois, acontece uma operação com aquele tamanho, o mínimo é perguntar: o plano está valendo para quem? Para a nota de rodapé? Para a formalidade? Ou para mudar prática?

O ciclo atenção–esquecimento: como a chacina vira “passado” em velocidade 2x

O Brasil tem uma doença política que se vê bem no Rio: a tragédia tem validade curta.

Na semana da operação, todo mundo fala. Na semana seguinte, só quem está no território fala. Depois, só quem perdeu alguém fala. E, com o tempo, nem isso vira notícia — vira “movimento social” tentando sobreviver com doação, vaquinha, apoio jurídico, psicólogo voluntário.

A engrenagem que acelera isso é a mesma do entretenimento: timeline. O assunto “cansa”. A audiência cai. O algoritmo empurra outra coisa. E a política agradece, porque política sem cobrança é política confortável.

O Carnaval entra como turbo. A cidade inteira muda a pauta ao mesmo tempo: imprensa, comércio, prefeitura, marcas, influenciadores, até escola muda calendário e rotina. Se você tenta puxar o assunto da chacina, você vira “o cara do clima pesado”.

Só que para a mãe, o clima pesado não é opção. É segunda-feira.

“Ah, mas teve apoio popular”: apoio não substitui legalidade

Existe um ponto delicado que muita gente usa para justificar qualquer barbaridade: “tem morador que apoia operação dura”. Sim, existe. E isso precisa ser respeitado como sentimento real de quem vive sob domínio armado. A mesma reportagem internacional citou divisão na opinião pública e apoio relevante aos raids.

Mas apoio popular não é cheque em branco para o Estado. Se fosse, a democracia virava plebiscito diário para suspender direito.

O morador que apoia, muitas vezes, está apoiando uma esperança: “agora vai melhorar”. Só que a história do Rio mostra uma coisa repetida: operação grandona dá manchete, mas não dá Estado. E sem Estado — escola funcionando, posto de saúde funcionando, saneamento, assistência social, urbanismo, emprego local — o território continua refém do próximo grupo armado que ocupar o vácuo.

É por isso que o STF fala em processo estrutural, plano, transparência, reocupação e controle de letalidade. Não é perfumaria jurídica. É tentativa de quebrar o looping “opera–mata–sai–volta”.

Prefeituras e orçamento: o “pós-folia” não aparece no press release

Agora vamos sair do “grande Rio” abstrato e entrar em coisa que qualquer pessoa entende: prefeitura e orçamento.

Durante o Carnaval, prefeituras (capital e municípios do entorno) acionam contratos emergenciais, ampliam limpeza urbana, organizam trânsito, pagam estrutura. Até aí, ok: evento grande exige operação. Só que o pós-evento é onde a conta aparece sem maquiagem.

Quem trabalha em unidade básica ou UPA sabe: depois da folia, o fluxo de atendimento muda. A equipe já estava no limite e vai para o limite do limite. A prefeitura não faz coletiva mostrando fila. Faz coletiva mostrando “impacto econômico”.

E quando chegar março, abril, maio, e algum vereador perguntar “por que a UPA está assim?”, a resposta vira sempre uma mistura de desculpa técnica com falta de orçamento: “não tem médico”, “não tem contrato”, “não tem repasse”, “a demanda aumentou”. Só que a demanda “aumenta” todo ano. Não é surpresa. É planejamento.

E aqui está o recorte polêmico: a cidade que consegue planejar camarote, grade, patrocínio, rota turística e operação de mídia, muitas vezes falha em planejar o básico do cuidado e o básico da accountability quando o assunto é morte em operação.

Isso não é incapacidade. É prioridade.

A chacina como “assunto de direitos humanos” e o truque de empurrar para a gaveta

Outro mecanismo clássico é empurrar o tema para uma prateleira chamada “direitos humanos”, como se fosse nicho.

Direitos humanos, no Rio, virou palavra que a política usa para “separar” público: quem fala disso vira automaticamente “de um lado”. É um truque velho. Só que direitos humanos, na prática, são coisas bem sem glamour:

  • câmera funcionando;

  • perícia feita direito;

  • relatório público;

  • família informada;

  • Defensoria com acesso;

  • MP atuando;

  • polícia com regra.

Isso não é pauta identitária. É pauta de Estado. E foi justamente nesse terreno que o STF estabeleceu diretrizes na ADPF 635 e continuou cobrando providências após a Operação Contenção.

O que a política ganha quando o Carnaval engole a chacina

Ganha três coisas, bem objetivas.

Primeira: controle de narrativa. A pauta vira festa, não luto.

Segunda: deslocamento de cobrança. O debate sai de “quem matou, como matou, por que matou, cadê a prova” e entra em “quantos turistas vieram, quanto faturou, que marca patrocinou”.

Terceira: tempo. Tempo é a moeda mais valiosa da impunidade. Quanto mais tempo passa, mais difícil vira juntar testemunho, preservar prova, manter pressão. E tempo também cansa família. Cansa porque família precisa trabalhar, cuidar de casa, sobreviver. Já o Estado tem salário, estrutura e advogado pago.

Se isso é “anestesia social”, não é figura de linguagem bonita. É efeito real: a cidade segue funcionando como se o que aconteceu fosse um “excesso inevitável”. Só que inevitável para quem? Para quem está do lado de dentro do condomínio? Para quem está no camarote com ar-condicionado? Ou para quem está na rua estreita onde a bala entra sem pedir licença?

Uma crítica possível — e a resposta

Crítica: “Você está politizando uma tragédia e atacando a polícia. Sem operação dura, o crime domina. E Carnaval é economia; a cidade precisa viver.”

Resposta: sim, o crime domina onde o Estado não domina com serviço. E operação policial existe para prender e investigar, não para produzir cemitério e depois pedir aplauso. O próprio STF, ao exigir plano e controle de letalidade, não está dizendo “não façam operações”; está dizendo “façam com regra, transparência e proporcionalidade”.

E sobre “Carnaval é economia”: é justamente por ser economia que precisa de honestidade. Se o Carnaval movimenta bilhões, então tem poder político. E se tem poder político, ele também pode ser usado como cobertura. A crítica aqui não é ao folião. É à engrenagem institucional que sabe transformar festa em capital simbólico, mas trata morte como ruído.

A cidade pode fazer Carnaval e, ao mesmo tempo, sustentar investigação séria, acolhimento às famílias e transparência. O que ela não pode é usar Carnaval como desculpa para empurrar o assunto para “depois”. Porque “depois” é o nome que o Rio dá para “nunca”.

Conclusão

O Rio vai gastar energia para entregar espetáculo — e vai gastar pouca energia para entregar resposta. Um lado tem patrocínio, cronograma e coletivo de imprensa. O outro tem mãe batendo em porta, papel na mão e cansaço no corpo. E a chacina de outubro de 2025 ainda está no calendário real, mesmo quando some do calendário político.

Quer uma recomendação prática, sem discurso? Quando aparecer a próxima matéria sobre “R$ 5,9 bilhões do Carnaval”, abre o site da Defensoria e do STF e procura: em que pé está a apuração da operação de 28/10/2025? Se der trabalho achar, já é parte da resposta.


Referências bibliográficas (ABNT)

AGÊNCIA BRASIL. Mães de mortos questionam operação no Rio. Rio de Janeiro: EBC, 29 out. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-10/maes-de-mortos-questionam-operacao-no-rio-arrancaram-o-braco-dele. Acesso em: 17 fev. 2026.

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CONNECTAS DIREITOS HUMANOS. STF reforça controle sobre operações policiais e cobra esclarecimentos sobre mortes no Rio. São Paulo, 12 nov. 2025. Disponível em: https://conectas.org/noticias/stf-reforca-controle-sobre-operacoes-policiais-e-cobra-esclarecimentos-sobre-mortes-no-rio/. Acesso em: 17 fev. 2026.

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO (CNMP). ADPF 635: informações gerais. Brasília, [s. d.]. Disponível em: https://www.cnmp.mp.br/portal/institucional/1067-adpf-365-arguicao-de-descumprimento-de-preceito-fundamental-n-635/18933-informacoes-gerais. Acesso em: 17 fev. 2026.

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DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Tradução: Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

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PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. Carnaval 2026 deve movimentar R$ 5,9 bilhões na economia carioca. Rio de Janeiro, 13 fev. 2026. Disponível em: https://prefeitura.rio/desenvolvimento-economico/carnaval-2026-deve-movimentar-r-59-bilhoes-na-economia-carioca/. Acesso em: 17 fev. 2026.

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SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADPF das Favelas: STF homologa parcialmente plano do Estado do Rio de Janeiro para reduzir letalidade policial. Brasília: STF, 3 abr. 2025. Disponível em: https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/adpf-das-favelas-stf-homologa-parcialmente-plano-do-estado-do-rio-de-janeiro-para-reduzir-letalidade-policial/. Acesso em: 17 fev. 2026.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Entenda decisões do STF sobre letalidade policial no RJ. Brasília: STF, 26 fev. 2025. Disponível em: https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/entenda-decisoes-do-stf-sobre-letalidade-policial-no-rj-nao-resultaram-em-aumento-da-criminalidade/. Acesso em: 17 fev. 2026.

SOU DA PAZ. Nota Pública: megaoperação com mais de 120 mortos no RJ revela insistência em modelo ineficiente de segurança. São Paulo, 28 out. 2025. Disponível em: https://soudapaz.org/noticias/megaoperacao-com-mais-de-60-mortos-no-rj-revela-insistencia-em-modelo-ineficiente-de-seguranca-acao-vitimiza-populacao-e-policiais-sem-desarticular-de-forma-sustentavel-as-organizacoes-criminosas/. Acesso em: 17 fev. 2026.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Nota do PolCrim: Massacre da Penha e Alemão. Campinas, 3 nov. 2025. Disponível em: https://www.ifch.unicamp.br/noticias/147243. Acesso em: 17 fev. 2026.

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