terça-feira, 24 de março de 2026

Quando o mais forte não consegue vencer - A guerra contra o Irã recoloca diante dos Estados Unidos a lição esquecida do Vietnã: destruir mais não significa vencer melhor

 


Introdução


Há uma ideia persistente no imaginário militar e político das grandes potências: a de que superioridade tecnológica, capacidade aérea, inteligência avançada e poder de destruição em larga escala bastam para transformar guerra em vitória. A história mostra o contrário. Em conflitos prolongados, a questão decisiva não é apenas quem causa mais dano, mas quem consegue sustentar por mais tempo a própria capacidade de combate, de coesão política e de legitimidade interna. Foi isso que os Estados Unidos aprenderam de forma traumática no Vietnã. E é justamente esse fantasma estratégico que volta a rondar Washington na guerra contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026 com ataques coordenados de Estados Unidos e Israel. Em 24 de março de 2026, o conflito seguia ativo, com novas rodadas de ataques, ampliação do deslocamento militar americano e sinais crescentes de desgaste econômico e político. (CFR, 2026; Reuters, 2026a; Reuters, 2026b). 


A comparação com o Vietnã não deve ser feita de modo simplista, como se se tratasse da mesma guerra em outro cenário. Não é disso que se trata. O Vietnã foi uma guerra de contrainsurgência, ocupação e desgaste terrestre em larga escala; o conflito atual com o Irã é uma guerra regional de alta intensidade, marcada por mísseis, drones, ataques de precisão, pressão sobre rotas energéticas e risco de expansão interestatal. A analogia útil não é operacional, mas estratégica: em ambos os casos, os Estados Unidos enfrentam a possibilidade de descobrir que a capacidade de destruir o inimigo não se converte automaticamente em capacidade de submetê-lo politicamente. (Britannica, 2026a; CFR, 2026). 


Este artigo sustenta que a guerra contra o Irã recoloca um velho problema do poder americano: o equívoco de medir êxito pela intensidade do dano causado e não pela capacidade real de transformar esse dano em desfecho político. No Vietnã, o nome desse erro foi guerra de atrito. No conflito atual, ele reaparece sob outra forma: a crença de que a acumulação de ataques, alvos destruídos e pressão militar produzirá, por si, a rendição estratégica de Teerã. A questão é saber se o Irã será derrotado antes que o custo da guerra comece a corroer a própria base política e econômica da intervenção americana. (Britannica, 2026a; Reuters, 2026c). 



1. O Vietnã e a ilusão de que matar mais era vencer mais



A guerra do Vietnã permanece como um dos exemplos mais eloquentes da distância entre superioridade tática e vitória estratégica. Sob o comando do general William Westmoreland, a lógica predominante foi a da war of attrition, a guerra de atrito. Nela, a premissa central era relativamente simples: se os Estados Unidos infligissem baixas suficientes ao Vietnã do Norte e ao Viet Cong, o inimigo acabaria incapaz de repor perdas, perderia fôlego e aceitaria uma solução favorável a Washington. Nessa arquitetura mental, o body count tornou-se indicador central de progresso. A contagem de mortos inimigos passou a funcionar como medida de mérito e eficiência militar. (Britannica, 2026a; Britannica, 2026b). 


O problema é que essa racionalidade estatística ocultava o essencial. O inimigo continuava lutando. A Britannica registra que a estratégia de Westmoreland, baseada em “search and destroy” e na centralidade da contagem de corpos, falhou porque as forças comunistas demonstraram capacidade de recomposição e resistência muito superior ao que Washington presumira. Em outras palavras, os Estados Unidos infligiam baixas severas, mas não quebravam a vontade política, militar e social do adversário. A guerra se tornava, assim, uma máquina de produzir destruição sem produzir decisão. (Britannica, 2026a; Britannica, 2026c). 


A Ofensiva do Tet, iniciada no fim de janeiro de 1968, condensou essa contradição de maneira exemplar. Militarmente, os Estados Unidos e seus aliados conseguiram recuperar posições e impor perdas pesadas às forças comunistas. Politicamente, porém, o Tet operou como uma derrota simbólica para Washington, porque mostrou ao público americano que o inimigo continuava capaz de lançar uma ofensiva ampla e coordenada, apesar de anos de bombardeio, ocupação e retórica oficial sobre progresso. A Britannica resume esse ponto com precisão: o Tet foi um revés militar para os comunistas, mas um sucesso estratégico ao abalar profundamente a confiança americana na guerra. (Britannica, 2026d; Britannica, 2026e). 


Há aqui uma lição estrutural. Uma potência pode dominar o campo de batalha e, ainda assim, fracassar na guerra se não conseguir quebrar a capacidade de resistência do adversário e preservar sua própria sustentação doméstica. Foi o que ocorreu no Vietnã. As perdas americanas cresceram, os protestos internos se ampliaram e a confiança pública no esforço de guerra se deteriorou progressivamente. A Britannica observa que, já em 1967, o apoio à condução presidencial da guerra havia caído para menos de 50% nas pesquisas, e o conflito passou a ser percebido não como caminho para a vitória, mas como impasse sangrento. (Britannica, 2026f). 



2. A guerra contra o Irã em 2026: força esmagadora, solução incerta



No conflito atual, a assimetria militar entre Estados Unidos e Irã é evidente. Washington dispõe de poder aéreo, naval, tecnológico e logístico incomparavelmente superior. Reuters informou que, até 18 de março de 2026, os EUA já haviam realizado mais de 7.800 ataques desde o início da guerra em 28 de fevereiro, além de danificar ou destruir mais de 120 embarcações iranianas, segundo dados do Comando Central americano. Nos dias seguintes, o acúmulo militar aumentou: em 20 de março, Reuters noticiou o envio de milhares de fuzileiros e marinheiros adicionais ao Oriente Médio; em 24 de março, a agência informou a expectativa de novo deslocamento de milhares de soldados da 82ª Divisão Aerotransportada para a região. (Reuters, 2026d; Reuters, 2026e; Reuters, 2026a). 


Do ponto de vista estritamente militar, isso expressa capacidade de escalada. Do ponto de vista estratégico, porém, a pergunta decisiva é outra: essa escalada está produzindo rendição política do Irã ou apenas ampliando o custo geral da guerra? O Council on Foreign Relations registrou, em atualização de 24 de março, que Israel mantinha ataques contínuos sobre o Irã e o Líbano, enquanto forças iranianas lançavam novas ondas de drones e mísseis em direção ao Golfo Pérsico e a Israel. Ou seja: o Estado iraniano, embora pressionado, seguia funcional o suficiente para retaliar e prolongar o conflito. (CFR, 2026). 


É exatamente aqui que o paralelo com o Vietnã se torna intelectualmente produtivo. O Irã não precisa derrotar militarmente os Estados Unidos em sentido clássico. Não precisa ocupar território americano, destruir a totalidade do aparato bélico de Washington nem produzir uma vitória convencional no campo de batalha. Para frustrar a lógica da intervenção americana, basta sobreviver politicamente, manter cadeias decisórias básicas, retaliar de modo recorrente e elevar o custo do conflito para além do teatro militar imediato. Em guerras assimétricas ou semiassimétricas, sobreviver já é uma forma de negar vitória ao mais forte. Essa foi a chave vietnamita. E é parte da lógica iraniana hoje. (Britannica, 2026a; CFR, 2026). 



3. Do “body count” à contabilidade dos alvos destruídos



No Vietnã, a contagem de corpos funcionava como ilusão numérica de controle. Hoje, o equivalente não é exatamente o número de mortos, mas a contabilidade dos alvos atingidos: instalações militares destruídas, embarcações neutralizadas, estoques de drones e mísseis degradados, infraestrutura energética sob pressão, lideranças abatidas. Tudo isso tem relevância militar, mas pode produzir a mesma cegueira analítica do passado se for confundido com vitória política. (Britannica, 2026a; Reuters, 2026d). 


A Reuters sintetizou esse dilema ao informar, em 21 de março, que a guerra havia escalado “além do controle” político de Donald Trump. A reportagem destacou quatro elementos centrais: o Irã resistia aos ataques EUA-Israel; aliados regionais recusavam certas pressões de Washington; analistas apontavam erro de cálculo e ausência de estratégia clara de saída; e os aumentos do preço dos combustíveis, somados ao reforço militar, ameaçavam o apoio político ao governo americano. Trata-se, em essência, do mesmo tipo de descompasso visto no Vietnã: êxitos militares parciais coexistindo com fragilidade crescente da tradução política desses êxitos. (Reuters, 2026b). 


Essa é a armadilha recorrente das potências. Supõe-se que a destruição acumulada contenha, em si mesma, a lógica da vitória. Mas a guerra é uma disputa de vontades organizadas, não apenas de meios materiais. Se o adversário preserva capacidade de resistência e se o próprio agressor começa a pagar custos internos crescentes, a balança estratégica deixa de depender só de quem tem mais poder de fogo. Passa a depender de quem consegue suportar por mais tempo a fricção total da guerra. Foi assim no Vietnã. Pode voltar a ser assim no confronto com o Irã. (Britannica, 2026a; Britannica, 2026f; Reuters, 2026b). 



4. Energia, economia e opinião pública: as novas frentes do desgaste



Uma diferença crucial entre Vietnã e Irã está no peso quase imediato da variável energética e macroeconômica. Em 24 de março de 2026, a Reuters informou que a guerra já começava a atingir as grandes economias globais, com pesquisas empresariais mostrando atividade enfraquecida e expectativas de inflação em alta em razão do salto nos preços da energia e do aumento da incerteza. No mesmo dia, outra reportagem da agência indicou queda da atividade empresarial nos Estados Unidos ao menor nível em 11 meses, associada à guerra e à elevação dos custos energéticos. O conflito, portanto, deixou de ser apenas tema de segurança e passou a afetar produção, preços, expectativas e percepção cotidiana do custo de vida. (Reuters, 2026f; Reuters, 2026g). 


Essa dimensão importa enormemente porque guerras longas se tornam politicamente mais frágeis quando invadem o cotidiano material da sociedade que as financia. Em 9 de março, uma pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que 67% dos entrevistados esperavam piora dos preços da gasolina nos EUA no período seguinte, e 60% acreditavam que o envolvimento militar americano no Irã se prolongaria. Em 19 de março, outra sondagem Reuters/Ipsos revelou que 65% dos americanos acreditavam que Trump enviaria tropas a uma guerra terrestre de grande escala, mas apenas 7% apoiavam essa ideia. Em 24 de março, a aprovação presidencial caiu para 36%, novo piso em meio à alta dos combustíveis e à ampliação do conflito. (Reuters, 2026h; Reuters, 2026i; Reuters, 2026j). 


No Vietnã, a corrosão doméstica veio sobretudo pela combinação entre mortes americanas, serviço militar, protestos e impasse estratégico. No caso do Irã, o desgaste pode operar por outra equação: medo de escalada regional, envio adicional de tropas, pressão inflacionária, combustíveis mais caros, desaceleração econômica e sensação de guerra sem desfecho claro. A substância, porém, é a mesma. Em ambos os casos, a sustentabilidade política do conflito torna-se tão importante quanto sua execução militar. A guerra deixa de ser julgada apenas nos mapas de operações e passa a ser julgada também na bomba de combustível, nos indicadores econômicos e na aprovação do governo. (Britannica, 2026f; Reuters, 2026f; Reuters, 2026j). 



5. O que o Irã pode aprender com o Vietnã — e o que os EUA parecem não ter desaprendido



A comparação estratégica sugere que o Irã trabalha sobre uma premissa que Hanoi compreendeu muito bem no século XX: o mais forte pode ser levado ao impasse se o conflito for deslocado para o terreno da duração, da dispersão dos custos e da erosão da vontade política do agressor. Isso não significa que os contextos sejam idênticos, nem que os resultados serão os mesmos. Significa, apenas, que a lógica da resistência organizada continua central. Um Estado sob pressão intensa pode transformar sua própria vulnerabilidade em arma se conseguir sobreviver, retaliar e negar ao inimigo a narrativa da vitória rápida. (Britannica, 2026a; CFR, 2026). 


Já os Estados Unidos parecem novamente confrontados com seu dilema clássico. A superioridade militar continua imensa; o problema continua sendo político. Se Washington destrói muito, mas não obtém submissão estratégica do adversário; se amplia ataques, mas não constrói saída clara; se reforça presença militar, mas enfraquece apoio doméstico; então a guerra passa a operar contra a própria potência que a iniciou. A Reuters observou explicitamente que analistas vinham apontando falta de estratégia de saída e dificuldades crescentes para Trump controlar a narrativa pública da guerra. Esse detalhe é decisivo. Toda guerra prolongada é também uma guerra de narrativa, legitimidade e expectativa social. (Reuters, 2026b; Reuters, 2026j). 


O ponto de fundo é quase paradoxal: uma potência pode continuar capaz de destruir e, ao mesmo tempo, começar a perder as condições de converter destruição em vitória. Essa foi a tragédia americana no Vietnã. É o risco latente agora. O número de ataques, alvos ou baixas não resolve sozinho a questão estratégica. O que a resolve é outra coisa: se o adversário foi realmente incapacitado de continuar resistindo e se a sociedade do agressor continua disposta a pagar o preço da guerra. (Britannica, 2026a; Britannica, 2026d; Reuters, 2026i). 



Conclusão



A guerra entre Estados Unidos e Irã, em março de 2026, ainda está em curso e, por isso mesmo, qualquer juízo definitivo seria precipitado. Mas a história não serve apenas para explicar o que já terminou; serve também para iluminar o que está em processo. O Vietnã oferece, nesse sentido, uma lente dura e necessária. Ele mostrou que o poder militar mais impressionante do mundo pode fracassar quando mede a guerra apenas pela destruição que causa e não pela resistência que precisa quebrar. Mostrou também que o desgaste do agressor não é simples efeito colateral: é parte central da guerra quando o adversário transforma sobrevivência em estratégia. (Britannica, 2026a; Britannica, 2026f). 


O confronto com o Irã recoloca exatamente essa questão. Os Estados Unidos têm força para punir, bombardear, degradar capacidades e ampliar a pressão militar. O que ainda não demonstraram é algo mais difícil: a capacidade de transformar essa força em um resultado político inequívoco e sustentável. Enquanto o Irã continuar respondendo, enquanto o custo econômico se expandir, enquanto a opinião pública americana se mostrar vacilante e enquanto a estratégia de saída permanecer nebulosa, a superioridade militar continuará sendo apenas uma parte da equação. A outra parte é o tempo. E o tempo, como o Vietnã ensinou, nem sempre joga a favor do mais forte. (CFR, 2026; Reuters, 2026b; Reuters, 2026f; Reuters, 2026j). 


No fim, a velha fórmula continua válida: guerras prolongadas não se vencem apenas matando mais, bombardeando mais ou destruindo mais. Vencem-se quando o inimigo perde a capacidade de resistir e quando o próprio agressor preserva intacta sua base política, econômica e moral para continuar lutando. O Vietnã provou o limite da primeira crença. O Irã pode estar testando, agora, o limite da segunda. (Britannica, 2026a; Britannica, 2026d). 



Referências



BRITANNICA. Tet Offensive. Encyclopaedia Britannica, 2026. Disponível em: https://www.britannica.com/topic/Tet-Offensive. Acesso em: 24 mar. 2026. 


BRITANNICA. Vietnam War. Encyclopaedia Britannica, 2026. Disponível em: https://www.britannica.com/event/Vietnam-War. Acesso em: 24 mar. 2026. 


BRITANNICA. Vietnam War: Firepower comes to naught. Encyclopaedia Britannica, 2026. Disponível em: https://www.britannica.com/event/Vietnam-War/Firepower-comes-to-naught. Acesso em: 24 mar. 2026. 


BRITANNICA. Vietnam War: Tet brings the war home. Encyclopaedia Britannica, 2026. Disponível em: https://www.britannica.com/event/Vietnam-War/Tet-brings-the-war-home. Acesso em: 24 mar. 2026. 


BRITANNICA. William Westmoreland. Encyclopaedia Britannica, 2026. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/William-Westmoreland. Acesso em: 24 mar. 2026. 


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REUTERS. Exclusive: Trump’s approval hits new 36% low as fuel prices surge amid Iran war, Reuters/Ipsos poll finds. Reuters, 24 mar. 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/world/us/trumps-approval-hits-new-36-low-fuel-prices-surge-amid-iran-war-reutersipsos-2026-03-24/. Acesso em: 24 mar. 2026. 


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