segunda-feira, 16 de março de 2026

O Crepúsculo da Hiperglobalização: Do otimismo liberal à “economia doméstica”

 


Índice

  1. Introdução — O fim do “vento e da água”
  2. A era de ouro da integração (1990-2010)
    2.1. Vantagem comparativa e especialização
    2.2. Pobreza global em queda
    2.3. Cadeias globais de valor e revolução logística
  3. As primeiras rachaduras
    3.1. Capital produtivo versus capital volátil
    3.2. O FMI e os limites da liberalização financeira
    3.3. O caso chileno e a reabilitação dos controles de capital
  4. O trilema de Rodrik e o choque democrático
    4.1. Salários, desigualdade e desindustrialização
    4.2. Globalização profunda, soberania e democracia
    4.3. Brexit, populismos e reação política
  5. A nova realidade geoeconômica
    5.1. Pandemia, guerra e vulnerabilidade sistêmica
    5.2. A volta da política industrial
    5.3. Da eficiência à resiliência
  6. Brasil e países emergentes diante da fragmentação
    6.1. O estreitamento do caminho clássico de industrialização
    6.2. A guerra de subsídios
    6.3. O risco de nova dependência periférica
  7. Conclusão
  8. Referências


Lide

Durante décadas, a globalização foi apresentada como destino inevitável da história econômica. Mercadorias, capitais, fábricas e informações circulariam cada vez mais rápido, integrando sociedades, elevando a produtividade e tornando o mundo mais próspero. Essa promessa, em parte, se cumpriu. Mas a mesma arquitetura que ampliou riqueza e retirou milhões da pobreza também produziu vulnerabilidades financeiras, assimetrias sociais, dependências estratégicas e tensões políticas profundas. O que se vê agora não é simplesmente o “fim” da globalização, mas a passagem de uma fase de integração expansiva para outra marcada por fragmentação seletiva, securitização econômica e retorno do Estado como organizador da produção. O crepúsculo da hiperglobalização não significa isolamento absoluto; significa, antes, que a lógica da eficiência cede lugar à lógica da segurança, e que a economia mundial deixa de ser vista apenas como mercado para voltar a ser tratada como território de poder. 



Introdução — O fim do “vento e da água”



No final do século XX, Bill Clinton sintetizou o espírito de seu tempo ao dizer que a globalização era “o equivalente econômico” de uma força da natureza, como o vento ou a água. A imagem era poderosa: assim como não faria sentido tentar abolir o vento, também seria inútil resistir à integração crescente dos mercados, das cadeias produtivas e das finanças. A metáfora transformava uma construção política em fenômeno quase natural. E foi justamente aí que reside um dos equívocos centrais daquela era: a globalização não foi uma fatalidade geológica; foi uma ordem institucional produzida por decisões estatais, tratados, desregulações, padrões logísticos, proteção a investimentos e desenho jurídico internacional. 


A linguagem da inevitabilidade, contudo, já não descreve o presente. Desde a década de 2010, organismos internacionais passaram a registrar um arrefecimento relativo da integração econômica, especialmente no investimento transfronteiriço, na expansão das cadeias globais de valor e no dinamismo do comércio em proporção ao PIB mundial. A própria UNCTAD trata esse processo como reestruturação prolongada das cadeias globais, com reversão parcial do impulso integrador observado nas décadas anteriores. O Banco Mundial, por sua vez, mostra que a razão comércio/PIB global, que havia crescido fortemente nas décadas de 1990 e 2000, perdeu fôlego e passou a oscilar em patamares menos expansivos. 


Essa desaceleração, muitas vezes chamada de slowbalisation, não implica desaparecimento do comércio internacional, mas indica que a fase da hiperglobalização perdeu o ímpeto. O mundo continua interdependente, mas a direção política dessa interdependência mudou. Segurança nacional, resiliência produtiva, controle tecnológico e competição geopolítica passaram a reorganizar decisões que antes eram justificadas quase exclusivamente por custo, escala e eficiência. Em outras palavras: o eixo saiu do mercado autorregulado e migrou para uma economia politicamente reterritorializada. 



A era de ouro da integração (1990-2010)



A grande força ideológica da globalização liberal repousava em uma intuição clássica: países não precisam produzir tudo; basta que se especializem relativamente naquilo em que são mais eficientes. Essa é a lógica da vantagem comparativa, associada a David Ricardo e reatualizada no fim do século XX como fundamento intelectual da abertura comercial. Em termos teóricos, a ideia é elegante: a especialização aumenta a eficiência agregada e permite que o comércio funcione como multiplicador de riqueza. Na prática, essa formulação serviu de base para reformas tarifárias, abertura de mercados, ingresso de países na OMC e dispersão internacional da produção. 


Não se deve subestimar o sucesso dessa fase. O dado mais impressionante é a redução histórica da pobreza extrema em escala global. O Banco Mundial registrou queda da taxa global de pobreza extrema de cerca de 36% em 1990 para 10% em 2015, e revisões mais recentes apontam que aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas saíram da extrema pobreza entre 1990 e 2022. A Ásia foi o centro desse deslocamento histórico. Só a China respondeu por perto de 800 milhões de pessoas retiradas da pobreza em quatro décadas, representando a maior transformação social dessa natureza já observada em período comparável. 


Esse avanço não decorreu de um livre-comércio abstrato, mas da articulação entre abertura externa, política industrial, investimento em infraestrutura, urbanização acelerada e inserção estratégica nas cadeias globais. O Leste Asiático converteu a globalização em instrumento de desenvolvimento, e não em simples submissão passiva à concorrência internacional. A região do Leste Asiático e Pacífico reduziu sua pobreza extrema para níveis inferiores a 3% em meados da década passada, algo impensável poucas décadas antes. A globalização, nesse período, parecia confirmar a promessa de que integração internacional e mobilidade social poderiam andar juntas. 


Outro pilar decisivo dessa era foi a revolução logística e informacional. A queda dos custos de transporte, a conteinerização, os sistemas digitais de coordenação produtiva e o avanço das telecomunicações permitiram que empresas fragmentassem suas operações em vários países. Projeto em um lugar, componentes em outro, montagem em um terceiro, distribuição planetária em tempo real. As cadeias globais de valor tornaram-se a anatomia invisível da hiperglobalização. A produção deixou de ser nacional com comércio externo; passou a ser transnacional desde a origem. 



As primeiras rachaduras



O problema é que a mesma integração que facilitou a circulação de bens também ampliou brutalmente a circulação de capitais. E capitais não se comportam todos da mesma maneira. O investimento estrangeiro direto tende a trazer planta industrial, tecnologia, encadeamentos produtivos e horizonte mais longo. Já os fluxos de curto prazo, o chamado hot money, respondem com rapidez a juros, câmbio e percepção de risco, podendo entrar e sair com violência suficiente para desorganizar economias inteiras. A liberalização financeira, celebrada como sinal de modernidade, mostrou-se uma bênção ambígua. 


Foi nesse terreno que o FMI assumiu papel central como gestor de crises cambiais e financeiras. Em teoria, a instituição funcionava como estabilizador de emergência. Na prática, muitas de suas intervenções foram alvo de fortes críticas, sobretudo por associarem assistência a agendas de liberalização e ajuste em economias ainda vulneráveis institucionalmente. O próprio FMI, ao revisar sua posição institucional sobre fluxos de capital, reconheceu explicitamente que esses fluxos trazem benefícios, mas também riscos macroeconômicos e de estabilidade financeira, e que medidas de gestão de fluxos podem ser apropriadas em determinadas circunstâncias. Essa admissão representa mudança importante em relação ao antigo entusiasmo liberalizante. 


O caso chileno tornou-se emblemático justamente por isso. O Chile adotou, nos anos 1990, mecanismos para desestimular entradas excessivamente especulativas de curto prazo, como o depósito compulsório não remunerado sobre determinados ingressos de capital. À época, muitos defensores da ortodoxia trataram a medida como desvio intervencionista. Posteriormente, porém, a experiência passou a ser lida de forma muito mais pragmática. O próprio FMI registrou que diversos diretores consideraram que a exigência chilena favoreceu entradas de prazo mais longo e reduziu a vulnerabilidade a reversões súbitas. O que antes era visto como heresia passou a ser compreendido como prudência macrofinanceira. 


Essa mudança é reveladora. Ela mostra que a hiperglobalização começou a se desfazer intelectualmente antes de se desfazer politicamente. Primeiro veio a percepção de que mercados financeiros abertos demais podiam ser instáveis. Depois, a constatação de que a mobilidade irrestrita de capitais estreitava a autonomia de políticas nacionais. Por fim, tornou-se evidente que a integração não distribuía custos e benefícios de forma simétrica nem entre países nem dentro deles. 



O trilema de Rodrik e o choque democrático



É nesse ponto que o diagnóstico de Dani Rodrik se torna incontornável. Seu “trilema político” afirma que não é possível maximizar simultaneamente globalização profunda, democracia e soberania nacional. Uma ordem de integração econômica muito densa exige padronizações e constrangimentos que reduzem o espaço da deliberação democrática doméstica; se a democracia reage, a integração sofre; se a soberania é preservada com vigor, a globalização precisa ser limitada. O mundo pós-Guerra Fria tentou fingir que esse conflito estrutural não existia. A política das últimas duas décadas mostrou que ele existia, sim, e com força explosiva. 


Nos países centrais, especialmente em setores industriais expostos à concorrência internacional, a promessa de prosperidade compartilhada começou a perder credibilidade. A combinação entre automação, transferência produtiva e pressão competitiva de economias asiáticas ajudou a corroer empregos industriais estáveis, pressionar salários e ampliar a sensação de abandono territorial. Não se trata de dizer que toda desigualdade foi causada pelo comércio; seria simplificação grosseira. Mas é claro que a arquitetura da hiperglobalização agravou tensões distributivas e enfraqueceu bases sociais do consenso liberal. O próprio discurso recente da administração norte-americana reconheceu que a globalização contribuiu para desigualdades que ameaçaram a própria democracia. 


Quando a democracia voltou a falar, falou muitas vezes em tom de revolta. O Brexit é exemplo paradigmático: uma sociedade utilizou o voto para reverter parte de sua integração política e econômica em nome do controle nacional. Em outros contextos, ascenderam lideranças nacional-populistas que fizeram da crítica à globalização uma linguagem de reconquista simbólica: fronteiras, emprego, indústria, identidade, proteção. A reação eleitoral não foi acidente periférico; foi manifestação do choque entre abertura econômica profunda e demandas políticas por pertencimento, segurança e controle coletivo. 


O ponto decisivo é este: a democracia não aceitou permanecer subordinada indefinidamente aos imperativos de mercados globalizados. E quando sociedades percebem que decisões essenciais foram deslocadas para circuitos técnicos, financeiros ou multilaterais distantes, a resposta tende a ser dura. A hiperglobalização, ao reduzir margens políticas nacionais, gerou o tipo de ressentimento que depois alimentou a sua própria contestação. Era uma arquitetura economicamente sofisticada, mas politicamente frágil. 



A nova realidade geoeconômica



Se a crise financeira de 2008 abalou a fé na racionalidade autorreguladora dos mercados, os choques dos anos 2020 mudaram a própria gramática da globalização. A pandemia de Covid-19 expôs dependências críticas em produtos médicos, insumos industriais e logística marítima. A guerra na Ucrânia aprofundou choques em energia, alimentos e minerais. A OCDE resume bem esse quadro ao afirmar que a pandemia e a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia demonstraram o alcance sistêmico das disrupções nas cadeias de suprimento. O problema deixou de ser apenas eficiência econômica; passou a ser vulnerabilidade estratégica. 


Ao mesmo tempo, a rivalidade EUA-China converteu comércio, investimento, semicondutores e infraestrutura digital em temas de segurança nacional. O FMI observa que a fragmentação geoeconômica já afeta padrões de investimento, com fluxos de IED se concentrando mais entre países geopoliticamente alinhados, sobretudo em setores estratégicos. Isso significa que a geopolítica penetra no coração da economia produtiva: parceiros passam a ser escolhidos não apenas por preço e produtividade, mas por alinhamento estratégico. O mercado global já não é visto como campo neutro. 


Nesse novo contexto, a política industrial voltou ao centro. Nos Estados Unidos, o CHIPS and Science Act recolocou semicondutores no núcleo de uma estratégia nacional de capacidade produtiva e segurança tecnológica. A National Science Foundation destaca que a lei define áreas tecnológicas críticas para a segurança econômica e nacional e autoriza instrumentos robustos de fomento. Em paralelo, os incentivos da Inflation Reduction Act reorganizaram investimentos em energia limpa, manufatura verde e reindustrialização territorial. O que antes era denunciado como distorção de mercado agora é defendido como política de Estado. 


Não por acaso, Jake Sullivan apresentou essa inflexão como crítica explícita às insuficiências do paradigma anterior. Seu argumento central foi que a antiga confiança em mercados liberalizados e cadeias hiperotimizadas deixou bases industriais esvaziadas, elevou riscos estratégicos e aprofundou desigualdades. Em vez de aceitar passivamente a divisão internacional do trabalho, o Estado volta a coordenar investimento, tecnologia e resiliência. Essa é a lógica da chamada homeland economics: reancorar capacidades essenciais em território considerado politicamente confiável. 


A fórmula empresarial também mudou. Durante décadas, o ideal era just-in-time: estoques mínimos, produção enxuta, fornecedores concentrados, custo reduzido. Agora ganha espaço a lógica do just-in-case: diversificação, redundância, estoques estratégicos, relocalização parcial e friend-shoring. O ganho de resiliência tem custo, e esse custo é aceito porque a insegurança tornou-se variável central da decisão econômica. A hiperglobalização foi organizada em torno da eficiência máxima; a nova fase é organizada em torno da vulnerabilidade mínima aceitável. 



Brasil e países emergentes diante da fragmentação



Para países emergentes, esse cenário é especialmente delicado. Durante décadas, uma das trajetórias clássicas de enriquecimento acelerado consistiu em combinar industrialização, exportação de manufaturas, inserção em cadeias globais e absorção tecnológica. A nova fragmentação estreita esse caminho. A própria UNCTAD advertiu, em 2024, que o potencial do crescimento liderado por exportações manufatureiras parece estar em declínio. Em um mundo que volta a proteger setores estratégicos, a escada do desenvolvimento tende a ficar mais alta justamente para quem ainda não subiu. 


Além disso, a corrida contemporânea de subsídios aprofunda desigualdades de capacidade estatal. EUA e Europa podem mobilizar volumes fiscais e tecnológicos que a maior parte do Sul Global simplesmente não consegue replicar. A UNCTAD vem alertando que essa “corrida de subsídios” distorce fluxos de comércio e pode empurrar países em desenvolvimento para trajetória de atraso relativo em setores decisivos da transição energética e digital. A competição já não ocorre apenas entre empresas; ocorre entre tesouros nacionais, sistemas de inovação e estratégias geopolíticas. 


No caso brasileiro, o desafio é ainda mais complexo porque combina oportunidade e risco. O país tem base energética relevante, mercado interno expressivo, capacidade agroindustrial, reservas minerais estratégicas e parque científico que, embora pressionado, ainda é significativo. Mas também carrega desindustrialização precoce, baixa densidade tecnológica em segmentos-chave e dificuldade histórica de coordenação entre Estado, financiamento e política industrial. Em um mundo de fragmentação seletiva, ficar restrito à exportação de commodities e à importação de tecnologia pode significar nova rodada de dependência periférica. 


A erosão da ordem multilateral baseada em regras torna esse quadro ainda mais instável. A OMC continua relevante, mas a disputa real está cada vez mais organizada por exceções, medidas de segurança, subsídios estratégicos, controles de exportação e acordos entre blocos ou parceiros preferenciais. O próprio debate internacional passou a oscilar entre “fragmentação” e “re-globalização”, o que mostra que ninguém ignora mais a crise do modelo anterior. O problema é que, sem coordenação multilateral robusta, os países menos poderosos tendem a arcar com a maior parte dos custos de uma ordem mais assimétrica. 



Conclusão



A hiperglobalização não terminou porque o comércio internacional deixou de existir, mas porque a crença no mercado mundial como espaço neutro, autorregulado e politicamente incontestável entrou em colapso. Seu período de auge produziu ganhos extraordinários: expansão produtiva, integração tecnológica, barateamento de bens e queda histórica da pobreza, sobretudo na Ásia. Mas esse mesmo arranjo também concentrou dependências, expôs economias a fluxos financeiros desestabilizadores, tensionou democracias nacionais e aprofundou inseguranças distributivas. O que hoje se chama fragmentação não é apenas um recuo econômico; é a reentrada brutal da política, da geografia e da segurança no interior do processo de acumulação. O mundo está menos disposto a aceitar eficiência sem soberania, abertura sem proteção, integração sem controle. Para o Brasil e para os demais emergentes, isso significa atuar em ambiente mais hostil, no qual já não basta abrir-se ao comércio e esperar convergência automática. Será preciso reconstruir capacidade estatal, densidade industrial, inteligência tecnológica e estratégia nacional. A correção dos excessos da hiperglobalização era necessária. O risco contemporâneo, contudo, é que a correção se converta em fragmentação desordenada, guerra de subsídios e rivalidade sistêmica prolongada. Nesse caso, o crepúsculo de uma ordem não abrirá espaço para uma globalização melhor, mas para um mundo mais caro, mais hierárquico e mais instável. 



Referências



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