terça-feira, 31 de março de 2026

31 de março de 1964: o golpe que atravessa o presente

Memória, autoritarismo, democracia e a disputa política pelo sentido da história no Brasil



Índice

  1. Lide
  2. Introdução: por que 1964 ainda importa
  3. O que foi o golpe de 1964
    3.1. A crise política do período
    3.2. A deposição de João Goulart
    3.3. Golpe ou “revolução”? A batalha das palavras
  4. A ditadura como sistema de poder
    4.1. Cassações, censura e repressão
    4.2. O AI-5 e o auge do estado de exceção
    4.3. Tortura, mortes e desaparecimentos
  5. A dimensão civil e internacional do golpe
    5.1. O apoio civil ao regime
    5.2. Os Estados Unidos e a Operação Brother Sam
  6. A lenta redemocratização
    6.1. Anistia e seus limites
    6.2. Diretas Já e a volta do poder civil
    6.3. A Constituição de 1988
  7. Por que o golpe ainda é uma questão política hoje
    7.1. Memória, verdade e reparação
    7.2. Revisionismo e banalização do autoritarismo
    7.3. O entendimento atual das instituições democráticas
  8. Conclusão
  9. Referências




Lide



Há datas que pertencem ao passado, e há datas que se recusam a morrer. O 31 de março de 1964 pertence à segunda categoria. Não porque seja apenas um marco cronológico, mas porque representa uma fratura estrutural da democracia brasileira, cujos efeitos seguem vivos na cultura política, na linguagem pública, na memória institucional e na forma como parte da sociedade ainda compreende o papel das Forças Armadas, da ordem e da própria democracia. Aos 62 anos do golpe, lembrar esse evento não é exercício de nostalgia histórica nem ritual ideológico. É uma exigência cívica. A compreensão do golpe e da ditadura militar tornou-se parte da defesa contemporânea do Estado Democrático de Direito. 



1. Introdução: por que 1964 ainda importa



O golpe de 1964 não pode ser reduzido a uma simples troca de governo, a uma quartelada isolada ou a um episódio encerrado em si mesmo. Ele inaugurou um ciclo autoritário de 21 anos, reorganizou o Estado brasileiro, suspendeu direitos, perseguiu opositores, institucionalizou a censura e incorporou a violência política como técnica de governo. A data marca, portanto, o colapso da legalidade constitucional e a substituição da soberania popular por um regime de força. Essa leitura não é apenas historiográfica; ela é hoje sustentada por instituições públicas, pela documentação oficial produzida sobre o período e pela jurisprudência recente do Supremo Tribunal Federal. 


Mais do que isso: o golpe continua sendo objeto de disputa semântica e política. Quando se tenta rebatizá-lo de “revolução”, “movimento democrático” ou “intervenção salvadora”, não se está apenas reinterpretando o passado. Está-se disputando o presente. A linguagem, aqui, funciona como um laboratório de permissões: se um golpe pode ser romantizado, então a ruptura institucional pode voltar a ser imaginada como solução legítima. É por isso que 1964 ainda importa. A memória histórica não é um museu empoeirado; ela é um campo de batalha. 



2. O que foi o golpe de 1964




2.1. A crise política do período



O golpe ocorreu em um contexto de intensa polarização política, radicalização ideológica e conflito sobre os rumos do desenvolvimento brasileiro. O governo João Goulart defendia reformas de base, entre elas propostas relativas à reforma agrária, à educação e ao sistema político. Em uma sociedade profundamente desigual, tais reformas foram interpretadas por setores conservadores como ameaça à ordem social, à propriedade e ao alinhamento geopolítico do país no contexto da Guerra Fria. A crise não era apenas institucional; era também social, econômica e simbólica. Havia medo, mobilização e disputa aberta por hegemonia. 


A historiografia consolidou o entendimento de que o golpe não nasceu do nada, nem foi obra exclusiva dos quartéis. Ele foi preparado num ambiente de conspiração política mais amplo, com participação de frações do empresariado, de lideranças civis, de parcelas importantes da imprensa e de atores que viam em Goulart uma ameaça a ser neutralizada. A própria formulação “golpe civil-militar” surgiu para dar conta dessa complexidade. Ela indica que a ruptura teve base militar decisiva, mas não se sustentou sem apoio civil relevante. 



2.2. A deposição de João Goulart



Segundo o CPDOC/FGV, o golpe foi o movimento político-militar deflagrado em 31 de março de 1964 com o objetivo de depor o governo do presidente João Goulart. Sua vitória provocou profundas alterações na vida política, econômica e social do país. A formulação é precisa porque desmonta duas narrativas recorrentes: a de que não houve golpe e a de que o processo teria sido apenas uma “correção de rota” institucional. Não foi. Houve deposição de um presidente legítimo fora dos marcos normais da democracia constitucional. 


O Senado, em material histórico sobre os 50 anos de 1964, também tratou o episódio como interrupção da democracia e início de uma ditadura. Essa convergência entre produção historiográfica e memória institucional é importante. Ela mostra que a compreensão do evento como golpe não depende apenas de posição ideológica, mas decorre da análise documental e do reconhecimento republicano de uma ruptura ilegal. 



2.3. Golpe ou “revolução”? A batalha das palavras



Nomear é um ato político. Os presidentes militares se declararam herdeiros da chamada “Revolução de 1964”, expressão usada pelo próprio regime para atribuir legitimidade histórica à ruptura. Mas chamar um golpe de revolução é uma operação clássica de camuflagem política: transforma-se a supressão da democracia em missão regeneradora. É a mesma lógica de quem quebra a porta e depois diz que entrou para salvar a casa. 


A historiografia brasileira tem debatido amplamente essa disputa de sentidos. Carlos Fico, por exemplo, mostrou como as controvérsias em torno de 1964 envolvem o caráter do golpe, a natureza do regime e as formas de participação civil. Já estudos sobre os aniversários do golpe indicam que as datas redondas intensificam a luta pública pela interpretação do passado. Isso acontece porque a memória do autoritarismo nunca é neutra: ela organiza valores, legitima práticas e molda o horizonte do aceitável. 



3. A ditadura como sistema de poder




3.1. Cassações, censura e repressão



Após o golpe, o Brasil entrou em um regime de exceção que, gradualmente, consolidou mecanismos autoritários de controle. Houve cassações de mandatos, suspensão de direitos políticos, intervenção sobre instituições, perseguição a opositores, repressão a movimentos sociais, vigilância sobre universidades e controle sobre a produção cultural e jornalística. O autoritarismo não se limitou ao plano eleitoral; ele reorganizou o cotidiano da vida pública. 


Esse ponto é crucial. Ditaduras não vivem apenas de tanques nas ruas. Elas também vivem de arquivos, listas, censores, interrogatórios, decretos e silêncios. São máquinas administrativas de medo. Quando o regime censura livros, músicas, peças, jornais e professores, ele não está apenas reprimindo indivíduos; está tentando domesticar a imaginação coletiva. Está dizendo, de forma brutal, o que pode ser dito, lembrado e até pensado.



3.2. O AI-5 e o auge do estado de exceção



O Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, foi o instrumento mais radical do regime. O texto oficial autorizou, entre outras medidas, intervenção nos estados e municípios sem as limitações constitucionais, suspensão de direitos políticos por até dez anos, cassação de mandatos e restrição severa das garantias individuais. O AI-5 também suspendeu a garantia de habeas corpus em determinados casos e blindou os atos praticados sob sua égide da apreciação judicial. Era o Estado afirmando que poderia agir sem freios e sem ser contestado. 


Se a ditadura já era autoritária desde 1964, o AI-5 foi o seu mergulho deliberado no porão institucional. Ele não apenas endureceu o regime; ele explicitou sua lógica mais íntima. A exceção virou método permanente. O arbítrio deixou de ser desvio e passou a ser norma. Em termos políticos, isso equivale a desligar o sistema de proteção de uma república e entregar o corpo social à vontade do poder sem controle.



3.3. Tortura, mortes e desaparecimentos



O Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade concluiu que, entre 1964 e 1985, houve prática generalizada e sistemática de graves violações de direitos humanos por agentes do Estado. O documento registra detenções arbitrárias, tortura, execuções, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, além de afirmar que tais práticas não resultaram de excessos isolados, mas integraram uma política de Estado. A CNV confirmou 434 mortos e desaparecidos políticos e destacou que a violência também atingiu camponeses, trabalhadores e povos indígenas, cuja vitimização foi ainda mais ampla. 


Esse é um ponto moralmente inegociável. Tortura não é “erro do período”. Desaparecimento forçado não é “exagero de contexto”. São crimes gravíssimos. E quando esses crimes são praticados a partir da estrutura estatal, o regime perde qualquer pretensão de legitimidade democrática. Uma ordem política que sequestra, tortura e mata seus próprios cidadãos em nome da segurança já não está defendendo a nação; está violentando a própria ideia de nação.



4. A dimensão civil e internacional do golpe




4.1. O apoio civil ao regime



A literatura histórica insiste, com razão, em destacar a dimensão civil do golpe. Empresários, governadores, parlamentares, setores da classe média urbana, parte expressiva da imprensa e grupos conservadores participaram do ambiente que tornou a ruptura possível. O apoio civil não foi uniforme nem eterno, mas foi real e politicamente decisivo. Isso desmonta a falsa ideia de que a ditadura foi uma imposição exclusivamente castrense sobre uma sociedade inteiramente resistente. Houve adesão, consentimento, colaboração e oportunismo. 


Reconhecer isso é desconfortável, mas necessário. Sociedades gostam de se imaginar como vítimas puras do autoritarismo, quando muitas vezes também foram seu terreno de cultivo. O golpe só triunfa militarmente quando antes triunfa simbolicamente em parcelas da sociedade. Primeiro se normaliza o medo; depois se aceita a tutela; por fim, quando se percebe, a liberdade já foi entregue embrulhada como sacrifício patriótico.



4.2. Os Estados Unidos e a Operação Brother Sam



A documentação diplomática dos Estados Unidos hoje disponível mostra que o governo norte-americano acompanhou de perto a crise brasileira e preparou a chamada Operação Brother Sam, com apoio logístico potencial aos golpistas. O registro oficial do Office of the Historian, do Departamento de Estado dos EUA, documenta o codinome e os despachos ligados à conjuntura de março de 1964. O National Security Archive também reuniu materiais desclassificados que apontam o envolvimento de Washington no esforço de mudança de regime no Brasil. 


Isso não significa negar a agência dos atores brasileiros, mas situar o golpe no tabuleiro geopolítico da Guerra Fria. O Brasil não viveu em laboratório isolado. A lógica anticomunista hemisférica, a política externa dos EUA para a América Latina e o medo de reformas sociais com autonomia nacional integraram o contexto da ruptura. Em outras palavras, o golpe foi brasileiro em sua execução, mas internacional em suas conexões estratégicas.



5. A lenta redemocratização




5.1. Anistia e seus limites



A Lei nº 6.683, de 1979, concedeu anistia no contexto da abertura política. Ela foi importante para o retorno de perseguidos e para a reconstrução de trajetórias interrompidas pela repressão. Posteriormente, a Constituição de 1988, no artigo 8º do ADCT, reforçou o regime jurídico da anistia e da reparação a atingidos por motivação exclusivamente política. 


Mas a anistia brasileira sempre foi atravessada por ambivalência. Ao mesmo tempo em que serviu à reintegração de vítimas, também foi interpretada como obstáculo à responsabilização penal de agentes do Estado envolvidos em graves violações. É por isso que o tema permanece sensível: a transição brasileira foi pactuada, lenta e incompleta. Saiu-se da ditadura sem ruptura total com seus legados institucionais. Foi uma travessia possível, mas não uma purificação histórica.



5.2. Diretas Já e a volta do poder civil



A campanha Diretas Já, em 1984, constituiu um dos maiores movimentos cívicos da história republicana brasileira. Embora a Emenda Dante de Oliveira tenha sido rejeitada, a mobilização nacional enfraqueceu decisivamente o regime. O Senado, ao relembrar os 40 anos da campanha, destacou que ela uniu o país e ajudou a desmontar a ditadura. 


Há algo de profundamente pedagógico nas Diretas Já. Depois de duas décadas de tutela autoritária, a sociedade voltou a ocupar o espaço público para dizer uma frase simples e imensa: queremos votar. Às vezes, a democracia parece banal porque seus ritos se repetem. Mas o voto direto, livre e universal é uma conquista histórica duramente disputada. Quando multidões vão às ruas por eleições, elas não estão pedindo um detalhe procedimental; estão reivindicando a condição de sujeito político.



5.3. A Constituição de 1988



A Constituição de 1988 consolidou juridicamente a redemocratização e restabeleceu garantias fundamentais, separação de poderes, ampliação de direitos e participação popular. Materiais do Senado sobre os 40 anos da redemocratização enfatizam que a Constituição Cidadã foi a marca maior da transição democrática e resultado de forte mobilização social. 


A imagem da Constituição como “cidadã” não é mero slogan. Ela expressa a tentativa de refundar o pacto político brasileiro em bases opostas ao arbítrio. Depois de um regime que concentrou poder e silenciou a dissidência, a nova ordem constitucional buscou distribuir garantias, reconhecer sujeitos historicamente excluídos e criar travas contra novas aventuras autoritárias.



6. Por que o golpe ainda é uma questão política hoje




6.1. Memória, verdade e reparação



As políticas de memória e verdade seguem ativas no Brasil contemporâneo. O Ministério dos Direitos Humanos mantém uma estrutura específica para memória e verdade e, em 2026, informou a ampliação do mapeamento de lugares de memória, o avanço de memoriais, o fortalecimento da transparência e a continuidade das ações de reparação simbólica e material. Isso demonstra que o passado ditatorial ainda demanda trabalho público de elaboração. 


Sem memória, a democracia perde espessura. Um país que não documenta seus traumas repete seus vícios com novos nomes. A memória, nesse sentido, não é vingança nem culto ao sofrimento; é pedagogia republicana. Ela ensina limites. Ela lembra que nem toda ordem é justa, nem toda estabilidade é democrática, nem toda defesa da pátria protege o povo.



6.2. Revisionismo e banalização do autoritarismo



Nos últimos anos, o debate sobre 1964 voltou a ser tensionado por tentativas de revisionismo, celebração do regime e banalização de seus crimes. A SBPC, ao promover debates sobre os 60 e 61 anos do golpe, insistiu na ideia de que sem memória não há futuro e que a falta de responsabilização ajuda a manter um ambiente propício à repetição de práticas autoritárias. A ABC, em 2025, também associou a insuficiência de punição e as muitas anistias a uma cultura política tolerante à tutela militar. 


O revisionismo funciona como ferrugem institucional. Ele corrói lentamente as referências morais da vida pública. Quando alguém diz que a ditadura “teve excessos, mas trouxe ordem”, faz-se um truque retórico perigoso: relativiza-se o essencial em troca de uma promessa de eficiência. Só que ordem sem liberdade é obediência forçada. E segurança sem direito é apenas medo administrado.



6.3. O entendimento atual das instituições democráticas



O entendimento mais recente do STF foi categórico: é inconstitucional o uso de recursos públicos para promover comemorações alusivas ao golpe de 1964, porque isso atenta contra a Constituição e contra o patrimônio imaterial da União. Em 2025, o próprio Supremo divulgou mensagem afirmando que o golpe deve ser lembrado para que nunca mais se repita e associou a redemocratização à Constituição de 1988. Essas manifestações são politicamente relevantes porque situam a memória do golpe não como tema partidário, mas como matéria de defesa constitucional. 


Esse ponto talvez seja o mais importante em 2026: o sentido público de 31 de março já não pode ser legitimamente o da celebração oficial. O marco institucional brasileiro caminha na direção oposta. O golpe é reconhecido como ruptura antidemocrática, a ditadura como período de grave violação de direitos, e a memória desse processo como parte da proteção do Estado Democrático de Direito.



7. Conclusão



Aos 62 anos do golpe de 1964, o que está em jogo não é apenas a interpretação de um evento do passado, mas a qualidade da democracia brasileira no presente. O golpe significou a derrubada de um governo legítimo, a instalação de uma ditadura, a normalização da censura, da cassação, da tortura e do desaparecimento forçado, além da corrosão prolongada da cultura democrática nacional. Sua herança não terminou com o fim formal do regime em 1985. Ela atravessou a transição, alcançou a Constituição de 1988 como advertência permanente e segue presente sempre que setores políticos tentam romantizar o autoritarismo, pedir tutela militar ou tratar direitos como obstáculos à ordem.


Em termos históricos, 1964 deve ser entendido como ruptura constitucional e inauguração de um regime de exceção. Em termos políticos, deve ser lido como um alerta estrutural: democracias não morrem apenas por tanques e fardas, mas também por medo cultivado, linguagem manipulada, cumplicidade civil, complacência institucional e revisionismo interessado. O significado dessa data, hoje, é exatamente este: lembrar que a democracia brasileira não é um dado natural, mas uma construção frágil, custosa e inacabada. E construções frágeis exigem cuidado constante. Quando uma sociedade esquece o preço da liberdade, ela começa a negociar aquilo que jamais deveria voltar à mesa.



Referências



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