quarta-feira, 18 de março de 2026

Palestina: território, povo, ocupação e a longa crise de soberania no Oriente Médio

Da Palestina histórica à devastação contemporânea: uma leitura histórica, política e geopolítica do conflito



Índice

1. Lide

2. O que é a Palestina histórica

2.1 Região histórica, não apenas Estado

2.2 Por que esse conceito é tão importante

3. Quem é o povo palestino

3.1 Identidade histórica e nacional

3.2 Diáspora, refúgio e pertencimento

4. Como a questão palestina se formou

4.1 Fim do Império Otomano e Mandato Britânico

4.2 Sionismo, nacionalismo árabe-palestino e disputa territorial

5. 1947, 1948 e a Nakba

5.1 O plano de partilha da ONU

5.2 A guerra e a catástrofe palestina

6. 1967 e a ocupação que redefiniu o conflito

6.1 Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental

6.2 A centralidade do direito internacional

7. A Palestina atualmente

7.1 Gaza

7.2 Cisjordânia

7.3 Fragmentação política palestina

8. Por que muitos afirmam que Israel destrói a Palestina

8.1 Ocupação prolongada

8.2 Assentamentos

8.3 Anexação de fato

8.4 Destruição da base material da vida palestina

9. A dimensão geopolítica

9.1 Estados Unidos, ONU e potências regionais

9.2 Jerusalém, religião e poder

10. Conclusão

11. Perguntas frequentes

12. Cinco pontos centrais do artigo

13. Referências


1. Lide

A Palestina não é apenas um nome associado a guerra. É uma realidade histórica, territorial e humana marcada por séculos de disputas imperiais, por uma identidade nacional consolidada na experiência do deslocamento e da resistência, e por um conflito moderno no qual a ocupação, os assentamentos, a fragmentação territorial e a desigualdade de poder corroeram de forma profunda a possibilidade de soberania palestina. Compreender a Palestina exige distinguir região histórica, povo palestino, território ocupado e projeto de Estado interrompido. Exige também reconhecer que a crise atual não surgiu do nada: ela é o resultado acumulado de decisões coloniais, guerras, expulsões, ocupação militar e fracassos diplomáticos sucessivos. 



2. O que é a Palestina histórica



A expressão Palestina histórica designa a região do Mediterrâneo oriental onde hoje se localizam Israel, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Ao longo dos séculos, essa área esteve sob domínio de diferentes impérios e administrações, incluindo romanos, bizantinos, califados islâmicos, mamelucos, otomanos e britânicos. Em outras palavras, antes de ser uma disputa contemporânea entre dois nacionalismos, a Palestina já era uma região histórica de enorme valor geográfico, religioso e estratégico. 


É importante notar uma sutileza que muda todo o debate: Palestina histórica não é sinônimo automático de um Estado palestino moderno plenamente constituído em toda essa área. O termo aponta para a totalidade territorial anterior às guerras e reconfigurações do século XX. Por isso ele aparece com tanta frequência quando se fala em memória, refúgio, expulsão, direito de retorno e autodeterminação. A Palestina histórica é o espaço sobre o qual se sobrepuseram narrativas nacionais concorrentes, uma judaico-israelense e outra árabe-palestina. 



3. Quem é o povo palestino



Os palestinos são o povo árabe originário da Palestina histórica e seus descendentes, vivendo hoje na Cisjordânia, em Gaza, em Jerusalém Oriental, em Israel e em uma ampla diáspora regional e global. Essa identidade nacional não surgiu pronta e acabada desde a Antiguidade, como aliás não ocorreu com quase nenhuma nação moderna. Ela se consolidou historicamente, sobretudo no século XX, em resposta à reorganização colonial do Oriente Médio, à imigração sionista, às guerras, ao deslocamento em massa e à ocupação. 


Esse ponto precisa ser dito com clareza porque há muita desinformação sobre ele. A identidade palestina é histórica, social e politicamente real. Ela não depende de ter tido, no passado remoto, um Estado-nação moderno nos moldes contemporâneos para ser legítima. O que a torna concreta é a experiência coletiva de pertencimento àquela terra, de perda territorial, de refúgio e de luta por reconhecimento nacional. A questão palestina, portanto, não é abstrata. Ela envolve um povo efetivo, com memória histórica e reivindicação de autodeterminação. 



4. Como a questão palestina se formou



A configuração moderna do problema palestino começa no fim do Império Otomano e na redistribuição colonial do Oriente Médio após a Primeira Guerra Mundial. Em 1922, a Palestina foi colocada sob administração britânica pelo sistema de mandatos da Liga das Nações. A partir daí, o território passou a ser governado em meio a promessas contraditórias, interesses imperiais e crescente tensão entre comunidades árabes e judaicas. 


Nesse período, o sionismo político buscava a constituição de um lar nacional judaico na Palestina, enquanto a população árabe local defendia sua permanência e seu direito político sobre a terra. O choque entre esses dois projetos nacionais não foi um acidente de percurso. Ele foi alimentado pela administração britânica, pela intensificação da imigração judaica, pelas revoltas árabes e pela incapacidade de construir uma ordem política compartilhada. O conflito moderno, portanto, não é apenas religioso. Ele é, antes de tudo, territorial, colonial, nacional e geopolítico. 



5. 1947, 1948 e a Nakba



Em 1947, a Organização das Nações Unidas propôs a partilha da Palestina em dois Estados, um judeu e um árabe, com Jerusalém sob regime internacional. A proposta foi aceita pela liderança sionista, mas rejeitada por lideranças árabes palestinas e por Estados árabes, que a consideraram injusta e contrária à composição demográfica e aos direitos da população árabe local. O impasse desembocou rapidamente em guerra. 


Em 1948, com o fim do Mandato Britânico e a declaração de independência de Israel, teve início a guerra árabe-israelense. Para a narrativa israelense, esse é o momento fundador do Estado. Para a narrativa palestina, trata-se da Nakba, a catástrofe, marcada pela fuga ou expulsão de centenas de milhares de palestinos e pela não criação do Estado árabe-palestino previsto no plano de partilha. Esse duplo marco é central: o nascimento de Israel e a ruptura histórica palestina são faces simultâneas do mesmo acontecimento. 


A partir daí, a Palestina deixou de existir como unidade política sob administração britânica e foi repartida de fato por novas realidades de poder. A Cisjordânia passou ao controle jordaniano, Gaza ficou sob administração egípcia e o problema dos refugiados palestinos se transformou em uma das questões mais duradouras do sistema internacional contemporâneo. O conflito, desde então, passou a misturar soberania, exílio, fronteiras, refúgio e memória histórica. 



6. 1967 e a ocupação que redefiniu o conflito



Se 1948 é a fratura fundadora, 1967 é o momento que redefine a forma contemporânea da questão palestina. Na Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, e a Faixa de Gaza. Desde então, o centro do debate internacional passou a incluir não apenas a origem do Estado de Israel, mas a ocupação dos territórios palestinos tomados naquela guerra. 


Esse dado é decisivo porque a maior parte das formulações diplomáticas sobre uma possível solução de dois Estados se baseia justamente nos territórios ocupados em 1967. A Corte Internacional de Justiça, em seu parecer consultivo de 19 de julho de 2024, reafirmou que o Território Palestino Ocupado compreende Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza como uma unidade territorial cuja integridade e contiguidade devem ser preservadas. A mesma opinião concluiu que a presença continuada de Israel nesse território é ilegal à luz do direito internacional. 


Aqui está um dos nós da crise: quanto mais o tempo passa, menos a ocupação parece provisória e mais ela assume o formato de uma arquitetura permanente de controle. Ocupação prolongada, nesse caso, não é apenas presença militar. É administração do território, restrição de mobilidade, controle de fronteiras, expansão de assentamentos e transformação material do espaço. É como se a exceção tivesse virado estrutura. 



7. A Palestina atualmente



A situação palestina atual combina devastação humanitária em Gaza, aprofundamento da fragmentação territorial na Cisjordânia e enfraquecimento da representação política palestina. Em Gaza, os relatórios humanitários de março de 2026 descrevem mortes contínuas, destruição severa, deslocamentos e forte degradação das condições de vida. Mesmo em períodos de relativa redução dos combates, a vida civil permanece submetida a colapso institucional, sanitário e urbano. 


Na Cisjordânia, o quadro é menos midiático que Gaza, mas profundamente revelador. A ONU informou em março de 2026 que a expansão de assentamentos e práticas associadas de anexação e deslocamento forçado já haviam expulsado mais de 36 mil palestinos no período analisado, em meio ao aumento da violência de colonos e de forças israelenses. O problema não é apenas episódico; ele revela um padrão territorial de fragmentação, pressão populacional e esvaziamento da presença palestina em áreas estratégicas. 


Politicamente, os palestinos permanecem divididos entre a Autoridade Palestina, dominante em partes da Cisjordânia, e o Hamas em Gaza. Essa cisão enfraquece a coesão nacional, fragiliza a capacidade de negociação e abre espaço para que a Palestina apareça, no sistema internacional, menos como sujeito político unificado e mais como território em crise permanente. A divisão interna, nesse sentido, não cria o problema palestino, mas agrava drasticamente sua vulnerabilidade. 



8. Por que muitos afirmam que Israel destrói a Palestina



A formulação precisa precisa ser cuidadosa. Não se deve tratar toda a sociedade israelense como um bloco homogêneo, porque há diferenças reais entre governo, oposição, movimentos pacifistas, extrema direita religiosa, aparato militar e sociedade civil. Mas também não se pode ignorar que políticas concretas do Estado israelense têm produzido a inviabilização progressiva da Palestina como entidade soberana, territorialmente contínua e materialmente viável. 


A primeira dimensão desse processo é a própria ocupação prolongada. Uma ocupação de décadas deixa de funcionar como solução transitória e passa a operar como mecanismo de reorganização estrutural do território. O direito internacional, nesse ponto, não faz uma crítica meramente moral; ele questiona a legalidade mesma da permanência e das práticas associadas a ela. 


A segunda dimensão são os assentamentos israelenses. Eles não são um detalhe periférico. São um instrumento material de transformação geográfica e demográfica da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental. Cada assentamento, cada estrada exclusiva, cada corredor de controle e cada nova unidade habitacional altera o desenho do território e dificulta uma futura soberania palestina contínua. Em termos simples: um Estado pode ser destruído antes mesmo de nascer, quando seu espaço é fragmentado a ponto de perder viabilidade. 


A terceira dimensão é a anexação de fato. Mesmo quando não há declaração formal total, o aprofundamento do controle israelense sobre terra, circulação, segurança e administração produz um efeito prático de absorção territorial. O parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 2024 foi explícito ao afirmar que as políticas e práticas israelenses possuem caráter de permanência e efeitos irreversíveis no terreno, em afronta à proibição de aquisição de território pela força. 


A quarta dimensão é a destruição da base material da vida palestina, especialmente em Gaza. Quando casas, hospitais, escolas, infraestrutura de água, energia, mobilidade e governança entram em colapso, o dano não é apenas físico. Ele atinge a própria possibilidade de reprodução social de um povo em seu território. Em outras palavras, não se corrói apenas um espaço urbano; corrói-se a capacidade de continuidade nacional. 


É por isso que muitos analistas, organismos internacionais e defensores do direito internacional afirmam que determinados setores do Estado e do governo israelense não estão apenas combatendo grupos armados, mas produzindo a inviabilização histórica da Palestina. Essa conclusão não nasce de slogan. Ela decorre da observação acumulada de ocupação, assentamentos, deslocamentos, destruição territorial e recusa prática de soberania palestina efetiva. 



9. Israel age assim por quê



Israel justifica grande parte de suas ações com base na segurança. Esse argumento tem peso real para o Estado israelense, sobretudo após ataques como o de 7 de outubro de 2023 e diante da atuação de grupos armados como Hamas e Jihad Islâmica. Seria intelectualmente fraco fingir que o componente securitário não existe. Existe, e pesa fortemente na formulação de políticas israelenses. 


Mas segurança, aqui, não explica tudo. Há também uma dimensão ideológica e territorial. Setores centrais da direita israelense consideram a Cisjordânia, frequentemente chamada por eles de Judeia e Samaria, parte inegociável da terra de Israel. Nessa leitura, abrir caminho para um Estado palestino significaria renunciar a uma reivindicação histórica, bíblica e estratégica. Quando essa visão se combina com poder estatal e expansão de assentamentos, ela deixa de ser apenas crença e passa a redesenhar o mapa. 


Há ainda a dimensão demográfica e política. Controlar a terra sem integrar plenamente a população palestina com igualdade de direitos mantém uma estrutura profundamente desigual. Essa é uma das grandes contradições do conflito contemporâneo: quer-se o controle territorial, mas sem aceitar plenamente as consequências democráticas de uma igualdade política entre todos os que vivem entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo. Essa tensão ajuda a explicar por que a solução de um Estado único parece improvável e por que a de dois Estados foi sendo corroída. 



10. A dimensão geopolítica



A Palestina não é apenas uma disputa local. Ela está situada no centro de uma malha geopolítica que envolve Estados Unidos, Nações Unidas, países árabes, Irã, Turquia, União Europeia e, em momentos diversos, Rússia e outras potências. O apoio estratégico norte-americano a Israel, a centralidade da ONU no debate jurídico-diplomático e o simbolismo regional da causa palestina fazem desse conflito uma das crises mais internacionalizadas do mundo contemporâneo. 


Jerusalém amplia ainda mais essa complexidade. A cidade possui valor singular para judaísmo, cristianismo e islamismo. Isso significa que cada disputa por soberania em Jerusalém carrega não apenas cálculo geopolítico, mas também densidade religiosa, emocional e civilizacional. Quando território, fé e soberania se sobrepõem, o conflito deixa de ser apenas fronteiriço e passa a mobilizar imaginários globais de pertencimento e destino histórico. 


A geopolítica da Palestina, portanto, opera em dois níveis ao mesmo tempo. No primeiro, há a materialidade dura da ocupação, dos assentamentos, das mortes, das fronteiras e das ruínas. No segundo, há a disputa narrativa: quem tem direito à terra, quem pode falar em legítima defesa, quem define terrorismo, quem aplica o direito internacional e quem impõe o vocabulário legítimo da ordem mundial. Esse segundo plano é menos visível, mas muitas vezes decide o primeiro. 



11. Conclusão



A Palestina histórica é o nome de uma região muito anterior ao conflito contemporâneo, mas a Palestina política de hoje é o nome de uma soberania interrompida. O povo palestino existe como realidade histórica, social e nacional. O território palestino, por sua vez, foi sendo progressivamente fragmentado por guerras, ocupação, assentamentos, deslocamentos e bloqueios. O resultado é uma equação brutal: há um povo, há memória, há direito reivindicado, há reconhecimento internacional parcial, mas não há soberania territorial plena nem continuidade material suficiente para um Estado funcional. 


A questão decisiva não é apenas se a Palestina sofrerá mais uma derrota militar ou diplomática. A questão decisiva é se continuará existindo, no plano concreto, como projeto nacional viável. Quando o território é repartido, a população deslocada, a infraestrutura destruída e a autonomia reduzida a ilhas administrativas frágeis, o que se destrói não é apenas uma paisagem ou um governo provisório. Destrói-se a própria possibilidade histórica de futuro. É por isso que a questão palestina permanece como uma das mais graves feridas abertas da ordem internacional contemporânea. 



12. Perguntas frequentes




1. Palestina e Palestina histórica são a mesma coisa?



Não exatamente. Palestina histórica é a região ampla anterior às divisões políticas contemporâneas. Palestina, no debate atual, costuma se referir ao projeto nacional e territorial ligado principalmente à Cisjordânia, a Gaza e a Jerusalém Oriental. 



2. Quem são os palestinos?



São o povo árabe originário da Palestina histórica e seus descendentes, incluindo os que vivem nos territórios palestinos, em Israel e na diáspora. 



3. A Palestina é reconhecida internacionalmente?



Sim, em parte. A Palestina possui status de Estado observador não membro na ONU, mas não exerce soberania plena sobre todo o território que reivindica. 



4. Qual é o principal obstáculo para um Estado palestino hoje?



A combinação entre ocupação prolongada, expansão de assentamentos, fragmentação territorial, divisão política interna palestina e assimetria de poder entre as partes. 



5. Por que a questão palestina mobiliza o mundo inteiro?



Porque reúne, ao mesmo tempo, colonialismo, nacionalismo, direito internacional, geopolítica regional, religião, direitos humanos e competição entre grandes potências. 



13. Cinco pontos centrais do artigo



  1. A Palestina histórica é uma região anterior às configurações estatais atuais, e não apenas um nome político recente.  
  2. O povo palestino constitui uma realidade histórica e nacional consolidada no século XX, especialmente na experiência do deslocamento e da ocupação.  
  3. A ocupação iniciada em 1967 redefiniu o conflito e permanece central para qualquer análise séria sobre a Palestina contemporânea.  
  4. Assentamentos, anexação de fato e destruição da base material da vida palestina corroem a viabilidade de um futuro Estado palestino.  
  5. A questão palestina não é apenas regional; ela é uma crise estrutural da própria ordem internacional contemporânea.  




14. Referências



INTERNATIONAL COURT OF JUSTICE. Summary of the Advisory Opinion of 19 July 2024. Haia: ICJ, 2024. Disponível em: documento oficial da Corte Internacional de Justiça. Acesso em: 18 mar. 2026. 


OFFICE FOR THE COORDINATION OF HUMANITARIAN AFFAIRS. Humanitarian Situation Report | 6 March 2026. occupied Palestinian territory: OCHA, 2026. Disponível em: relatório humanitário oficial. Acesso em: 18 mar. 2026. 


OFFICE OF THE UNITED NATIONS HIGH COMMISSIONER FOR HUMAN RIGHTS. Israel’s settlement expansion drives mass displacement in the occupied West Bank. Genebra: OHCHR, 2026. Disponível em: comunicado oficial. Acesso em: 18 mar. 2026. 


ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. History of the Question of Palestine. Nova York: UNISPAL, 2026. Disponível em: acervo oficial das Nações Unidas. Acesso em: 18 mar. 2026. 


ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. The Origins and Evolution of the Palestine Problem, Part I. Nova York: UNISPAL, 2023. Disponível em: acervo oficial das Nações Unidas. Acesso em: 18 mar. 2026. 


ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. The Question of Palestine: Timeline of Events. Nova York: UNISPAL, 2024. Disponível em: linha do tempo oficial. Acesso em: 18 mar. 2026. 


ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. The Palestine Question: A Brief History. Nova York: UNISPAL, 2024. Disponível em: documento institucional. Acesso em: 18 mar. 2026. 


UNRWA. Situation Report #213 on the Humanitarian Crisis in the Gaza Strip and the Occupied West Bank. Amã/Jerusalém: UNRWA, 2026. Disponível em: relatório oficial. Acesso em: 18 mar. 2026. 



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