O risco de transformar “segurança” em coerção permanente — e de pagar a conta com educação, saúde e coesão democrática
A guerra em curso entre Estados Unidos e Israel contra o Irã não reconfigura apenas mapas militares: ela reconfigura orçamentos, prioridades e narrativas de legitimidade. Em poucos dias, o vocabulário da “ameaça iminente” e da “campanha de semanas” passa a justificar decisões que, em tempos normais, exigiriam debate público rigoroso — sobretudo quando o financiamento da militarização costuma recair sobre os setores que sustentam a vida civil: educação, saúde e proteção social. O risco maior não é apenas gastar mais com defesa; é normalizar a militarização como política permanente, deslocando o Estado da lógica de resiliência para a lógica de coerção, com efeitos prolongados sobre democracia, economia e coesão social.
A guerra que reordena prioridades
O gatilho geopolítico e o efeito dominó
Quando conflitos de alta intensidade entram em cena, países próximos — e até distantes — são empurrados para um reflexo conhecido: rearmar para não ficar vulnerável. A frase parece prudente; o problema é o preço. A corrida por capacidade militar raramente vem acompanhada de uma corrida equivalente por capacidade civil: sistema de saúde robusto, escolas funcionando, ciência, infraestrutura crítica, proteção social e governança.
Esse reflexo se torna ainda mais forte porque o mundo já vinha numa escalada persistente. O SIPRI registrou que o gasto militar global chegou a US$ 2,718 trilhões em 2024, com aumento real de 9,4% sobre 2023 — a maior alta anual desde pelo menos 1988, segundo a própria série do instituto (SIPRI, 2025). A implicação é direta: em vez de ser um “pico” episódico, o gasto militar está em trajetória de normalização ascendente, o que torna mais provável que guerras localizadas gerem efeitos orçamentários globais (SIPRI, 2025).
A ONU vem tentando enquadrar esse fenômeno como custo de oportunidade civilizatório: a mesma infraestrutura fiscal que sustenta militarização poderia reduzir carências básicas e acelerar metas de desenvolvimento, mas, sob pressão geopolítica, o orçamento tende a se converter em ferramenta de competição e medo (United Nations, 2025). Quando a guerra “puxa” o orçamento, ela não puxa apenas dinheiro: puxa também o eixo moral do que passa a ser considerado prioridade (United Nations, 2025).
Militarização: defesa externa ou gestão interna do medo?
Aqui mora a distinção decisiva.
Defesa é a construção de capacidade de dissuasão, proteção de infraestrutura crítica e preparação para contingências — com metas, governança e controle externo.
Militarização é a expansão do repertório militar e coercitivo para governar o espaço civil, frequentemente sob regimes de exceção administrativa (sigilo ampliado, compras emergenciais, flexibilização de controles, linguagem bélica aplicada a conflitos sociais).
Em períodos de guerra, os limites se embaralham. E a confusão é conveniente: defesa soa legítima; militarização revela o deslocamento do Estado para um modo de governo em que a ordem se torna fim em si mesma. A preocupação central não é negar a necessidade de defesa; é impedir que a defesa seja usada como atalho para reorganizar internamente o Estado como máquina de controle.
O caso Irã (2026): por que o conflito EUA–Israel reverbera no orçamento do mundo
A escalada recente e a promessa de campanha prolongada
O conflito atual ganhou contornos de campanha prolongada e impactos regionais relevantes. Cobertura internacional indica que Israel se preparou para uma campanha contra o Irã que poderia durar semanas, com avaliação de que o emprego de forças terrestres seria improvável naquele momento, segundo porta-voz militar israelense (Reuters, 2026).
No mesmo dia, declarações do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu sugeriram que a guerra “pode levar algum tempo”, mas não “anos”, reforçando a ideia de que a duração é aberta o suficiente para pressionar decisões orçamentárias e econômicas, ainda que o discurso tente afastar o fantasma de guerras longas anteriores (Reuters, 2026). Em termos fiscais, “semanas” já exigem contratos, mobilização logística e continuidade de gastos; “tempo indeterminado” costuma empurrar o Estado para reconfigurações permanentes.
Essa elasticidade temporal é a matéria-prima do orçamento de exceção. O gasto militar cresce com a promessa de que será transitório; mas a transitoriedade, quando não é formalmente amarrada, vira hábito — e hábito vira estrutura.
Energia, inflação e “choques de guerra” na economia real
Um dos canais mais rápidos de transmissão global de guerras no Oriente Médio é a energia. Quando o conflito ameaça oferta, rotas e expectativas, o impacto aparece em inflação, câmbio, juros e crescimento. Em 3 de março de 2026, a Reuters noticiou a avaliação de um dirigente de banco central europeu de que o conflito tornava o cenário macro mais incerto e podia pressionar inflação e atividade, caracterizando-o como novo choque de oferta (Reuters, 2026).
Esse detalhe importa por uma razão simples: em ambiente de choque de oferta, governos frequentemente respondem com mistura de subsídios, controles e reprogramação orçamentária. Se a inflação sobe, o custo da dívida aumenta; se juros sobem, a rolagem fica mais cara; se o câmbio se desvaloriza, importações militares ficam ainda mais onerosas. O resultado é um triângulo perigoso: guerra pressiona energia; energia pressiona inflação; inflação pressiona orçamento; e o orçamento, comprimido, procura onde cortar. Não raro, corta-se no social — por ser grande, difuso e politicamente mais lento para gerar reação imediata.
Retaliações, alastramento regional e a narrativa da “ameaça iminente”
Em paralelo, o risco de alastramento regional é justamente o que alimenta a narrativa de urgência. Relatos de ampliação do conflito e de impactos sobre a região — com consequências para mercados e infraestrutura — reforçam a sensação de que “algo precisa ser feito já” (Reuters, 2026). E “já”, em política, costuma significar: ampliar aparato, comprar equipamento, expandir inteligência, flexibilizar regras.
Nesse ponto, o argumento da “ameaça iminente” pode ser usado de forma duplamente instrumental: para justificar aumento acelerado de gasto e para justificar redução de controles e debate público. O resultado é a fórmula clássica do estado de exceção: urgência + sigilo + dispensa de procedimentos.
De onde vem o dinheiro da militarização pesada
Tributos, dívida e o “imposto invisível” da inflação
Militarização pesada não é só compra de equipamento; é manutenção, suprimento, treinamento, infraestrutura, inteligência, ciber e logística. Isso exige fluxo contínuo de recursos — e esse fluxo vem, em geral, de três vias internas e uma externa.
- Tributos: aumentos de impostos e contribuições “temporárias” de segurança. Na prática, a tentação é elevar tributos indiretos, que arrecadam rápido — mas atingem mais fortemente os pobres.
- Dívida pública: emissão de títulos. É a via politicamente mais confortável no curto prazo porque posterga custos, mas eleva encargos e reduz espaço futuro para políticas sociais.
- Emissão monetária (direta ou indireta): expansão de liquidez e mecanismos de crédito que, em ambiente de choque, podem resultar em inflação e desorganização de preços. Esse é o “imposto invisível”: corrói renda real e pune quem vive de salário.
Em guerra, a tentação é usar o que dá velocidade. E velocidade quase sempre favorece dívida + exceções administrativas. A questão é que um Estado pode financiar uma campanha; o problema é financiar uma estrutura permanente de militarização sem mutilar o resto do orçamento.
Compras emergenciais, sigilo e captura orçamentária
A militarização costuma vir acompanhada de dispensa de licitação, contratos sob sigilo, fiscalização reduzida e justificativas amplas de “segurança nacional”. Parte disso pode ser legítima. O problema é a transição da exceção para o método: quando a governança não impõe limites, o orçamento de defesa vira campo fértil para captura (por interesses industriais, corporativos e políticos). E, nesse cenário, cortar educação e saúde aparece como “inevitável” — quando, muitas vezes, é apenas “mais fácil” e “menos custoso politicamente” no curtíssimo prazo.
Dependência tecnológica, moeda forte e alianças condicionadas
A guerra moderna é tecnológica: satélites, sensores, drones, ciber, guerra eletrônica, munição guiada. Países sem base industrial e científica tendem a comprar de fora — e compra externa costuma vir com dependência de manutenção, custos recorrentes em moeda forte e condicionantes geopolíticos.
Aqui surge o paradoxo: desinvestir em ciência, educação técnica e universidades para comprar tecnologia militar aumenta dependência, reduz autonomia e torna a militarização ainda mais cara com o tempo. A capacidade defensiva real exige mais do que estoque de equipamento: exige base industrial, formação técnica, pesquisa e governança — exatamente os campos que sofrem quando o social vira variável de ajuste.
Por que educação e saúde viram a variável de ajuste
Curto prazo eleitoral versus longo prazo civilizatório
O ganho político de anunciar “mais segurança” é imediato e comunicável. O ganho de investir em educação e saúde é lento, difuso e, muitas vezes, invisível. Em ambiente de medo, a política premia o que produz sensação de resposta rápida.
É por isso que, mesmo sendo uma escolha ruim, o corte social acontece: o sistema político tende a preservar o que dá retorno simbólico imediato. A militarização é comunicável em imagens; educação e saúde são comunicáveis em estatísticas e décadas.
A política do choque: urgência como método de governo
Conflitos externos criam terreno perfeito para governar por urgência: “não há tempo”, “não há debate”, “não há alternativa”. Quando a urgência vira método, o orçamento vira instrumento de disciplinamento social: corta-se o que organiza autonomia (educação), corta-se o que protege a vida (saúde) e amplia-se o que organiza obediência (coerção).
Em termos institucionais, a urgência funciona como solvente: dissolve procedimentos, encurta deliberação, reduz transparência. É assim que a exceção nasce como provisória e termina como permanente.
A armadilha distributiva: quem paga, quem ganha
Cortes sociais recaem de modo mais pesado sobre quem depende do serviço público. Já a militarização, em muitos arranjos, transfere recursos para cadeias de fornecedores, setores industriais específicos, corporações burocráticas e redes políticas que operam contratos.
O resultado pode ser um Estado que se fortalece como aparato, enquanto a sociedade se fragiliza como corpo. A metáfora é dura, mas precisa: forte por fora, fraco por dentro.
O motor institucional da militarização
Núcleo fiscal-financeiro: Tesouro, Fazenda e Banco Central
É aqui que o gasto vira realidade: emissão de títulos, gestão de caixa, reprogramação de orçamento, crédito extraordinário, liquidez do sistema, garantias e linhas emergenciais. Sem esse núcleo, militarização vira improviso — e improviso, em guerra, vira colapso.
O problema é que esse núcleo pode ser usado de dois modos: para financiar defesa com governança, ou para financiar militarização com exceção. A diferença não é técnica; é política e institucional.
Aparato jurídico-excepcional: a exceção que vira regra
Leis de emergência, decretos, regimes especiais de contratação, ampliação de sigilo. A depender do desenho, isso pode proteger o país — ou pode blindar abusos.
A regra de ouro, aqui, é simples: toda exceção precisa de prazo, critérios e auditoria. Exceção sem prazo vira permanência; permanência sem controle vira captura.
Complexo militar-industrial: contratos, carreiras e permanência
O impulso de rearmamento, em cenário de escalada global, encontra terreno fértil em redes de produção, consultoria, obras e tecnologia. O próprio ambiente de crescimento do gasto militar global reforça esse motor: quando os gastos sobem de forma disseminada, cria-se uma expectativa de continuidade, e o “setor” se organiza para capturar a agenda pública (SIPRI, 2025).
Não se trata de demonizar indústria de defesa. Trata-se de reconhecer o incentivo estrutural: um sistema baseado em contratos recorrentes tende a buscar permanência. E permanência, em orçamento, costuma competir com educação e saúde.
Segurança interna e inteligência: o deslocamento para dentro
Este é o ponto em que a preocupação fica mais aguda. Sob o pretexto de guerra externa, amplia-se vigilância interna, controle de informação, repressão a dissenso e reconfiguração de prioridades do Estado. A fronteira entre segurança e política doméstica se torna porosa. E quando isso acontece, educação e saúde deixam de ser pilares estratégicos e viram “gastos comprimíveis”.
O paradoxo final é trágico: a militarização cresce para proteger o país, mas ao corroer coesão e serviços públicos, pode produzir instabilidade interna que exige… mais militarização.
O custo real: quando o Estado troca resiliência por espetáculo
Capital humano e produtividade: o dano silencioso
Educação é infraestrutura produtiva. Saúde é infraestrutura de continuidade. Cortar ambas reduz produtividade futura, aumenta desigualdade e fragiliza inovação. O problema é que o custo não aparece na mesma semana do anúncio do pacote militar; aparece anos depois, como erosão acumulada.
A literatura de desenvolvimento insiste nesse ponto por motivos óbvios: sem capital humano, o país perde capacidade tecnológica e torna-se consumidor de tecnologia alheia. Em defesa, isso é ainda mais grave: dependência tecnológica é dependência estratégica.
Saúde como segurança nacional
Crises sanitárias, humanitárias e de infraestrutura mostram que saúde não é “setor social” apenas: é parte da segurança nacional. Em contextos de guerra e instabilidade, sistemas de saúde frágeis colapsam mais rápido, e o custo político e humano cresce de forma explosiva.
Cortar saúde para “reforçar segurança” é confundir segurança com coerção. Segurança real inclui capacidade de manter serviços essenciais funcionando sob choque — e isso é resiliência, não espetáculo.
Democracia e controles: o risco de “governar por sigilo”
Quando compras emergenciais e sigilo se normalizam, enfraquece-se controle externo e debate público. E sem debate público, a militarização tende a ganhar vida própria: cria carreiras, contratos, justificativas, doutrinas e, por fim, um novo senso de normalidade.
A consequência institucional é corrosiva: ao reduzir transparência e ampliar exceção, o Estado pode terminar menos confiável, mais opaco e mais vulnerável a corrupção e captura. Paradoxalmente, isso também reduz a eficiência da própria defesa.
Como reduzir o dano: uma régua institucional mínima
Cláusulas de expiração (sunset) e metas auditáveis
Todo gasto extraordinário deveria ter prazo definido, critérios de encerramento e métricas de eficácia (capacidade gerada, tempo de resposta, proteção de infraestrutura crítica). Sem isso, “emergência” vira orçamento permanente. E orçamento permanente sem controle é a forma fiscal do autoritarismo: não precisa de golpe, basta de hábito.
Blindagem do núcleo social e revisão de renúncias
Antes de cortar educação e saúde, medidas estruturalmente mais racionais incluem revisão de renúncias fiscais, combate a desperdícios e subsídios regressivos, tributação temporária progressiva para esforço de defesa e reordenamento de investimentos de baixa efetividade.
Blindar o núcleo social não é idealismo: é gestão de risco social. O país que preserva escola e hospital em crise preserva coesão; e coesão é segurança.
Defesa inteligente: resiliência, não teatro bélico
Priorizar cibersegurança, inteligência, defesa civil, proteção de energia, água, telecom e logística, e P&D dual com base científica interna. Isso reduz dependência externa e protege a sociedade com melhor custo-benefício. Também reduz a tentação de transformar defesa em espetáculo de propaganda.
Transparência máxima possível e controle externo reforçado
Sigilo pode existir, mas deve ser cirúrgico, não total. Auditorias independentes, comissões parlamentares especializadas e tribunais de contas precisam de acesso suficiente para evitar que “segurança” vire cortina de fumaça.
Em termos simples: onde há dinheiro rápido e controle fraco, a captura chega cedo. Onde há controle forte, a tentação diminui.
Conclusão
A guerra EUA–Israel contra o Irã, ao assumir contornos de campanha prolongada e repercussão regional, cria um ambiente político propício para acelerar militarizações em diferentes países (Reuters, 2026). Em um mundo já marcado por escalada histórica do gasto militar — recorde global em 2024 —, esse impulso tende a se ampliar (SIPRI, 2025; United Nations, 2025). Até aqui, a leitura é quase “técnica”. O ponto crítico é outro: a guerra vira uma licença política para reorganizar o Estado por dentro.
Quando educação e saúde viram variável de ajuste, não se está apenas “realocando recursos”: está-se decidindo que a vida civil é negociável, e que o aparelho coercitivo é intocável. Esse é o tipo de decisão que costuma ser vendida como realismo, mas funciona como atalho autoritário: enfraquece o público, fortalece o opaco; reduz direitos por “segurança”; troca debate por decreto; troca planejamento por urgência.
Há ainda uma perversidade adicional: a militarização permanente tende a produzir as condições internas que depois serão usadas para justificá-la. Cortes sociais ampliam desigualdade e ressentimento; ressentimento alimenta instabilidade; instabilidade legitima mais vigilância e mais força. O Estado passa a administrar o incêndio que ele mesmo ajuda a espalhar — e chama isso de governabilidade.
Em síntese, a guerra externa pode justificar reforço de capacidade defensiva. O que não pode — e, no entanto, costuma acontecer — é usar a guerra como pretexto para converter orçamento em disciplina social e para naturalizar o desmonte do núcleo civil. País que sacrifica escola e hospital para sustentar militarização permanente pode até parecer mais forte no noticiário; na realidade, torna-se mais dependente, mais desigual e mais frágil. E, quando a fragilidade explode, sempre aparece alguém dizendo que a resposta é… mais militarização.
[5 PONTOS RELEVANTES]
- A guerra funciona como acelerador de uma tendência já em curso: normalização do rearmamento e da urgência orçamentária.
- O financiamento da militarização costuma combinar dívida, exceções administrativas e compressão do gasto social.
- Sigilo e compras emergenciais elevam risco de captura, desperdício e corrupção estrutural.
- Cortes em educação e saúde corroem capital humano e resiliência, enfraquecendo a segurança real no longo prazo.
- Há alternativa institucional: cláusulas de expiração, metas auditáveis, defesa focada em resiliência e blindagem do núcleo social.
[3 LIVROS RECOMENDADOS]
- TILLY, Charles. Coerção, capital e Estados europeus (990–1992). São Paulo: EDUSP, 1996.
- ARENDT, Hannah. Da violência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.
- BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 1986.
REFERÊNCIAS
REUTERS. Israel prepared for weeks-long Iran campaign, unlikely to deploy ground forces, spokesperson says. Reuters, 3 mar. 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/world/middle-east/israel-prepared-weeks-long-iran-campaign-unlikely-deploy-ground-forces-2026-03-03/. Acesso em: 3 mar. 2026.
REUTERS. Netanyahu says war against Iran may take ‘some time’, but not years. Reuters, 3 mar. 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/world/middle-east/netanyahu-says-war-against-iran-may-take-some-time-not-years-2026-03-03/. Acesso em: 3 mar. 2026.
REUTERS. ECB should be flexible as Iran conflict muddies outlook, Stournaras says. Reuters, 3 mar. 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/business/finance/ecb-should-be-flexible-iran-conflict-muddies-outlook-stournaras-says-2026-03-03/. Acesso em: 3 mar. 2026.
REUTERS. Middle East conflict widens as Israeli, US strikes again hit Iran; oil soars, shares slide. Reuters, 3 mar. 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/world/middle-east/netanyahu-says-us-israel-war-iran-not-going-take-years-2026-03-03/. Acesso em: 3 mar. 2026.
SIPRI. Trends in World Military Expenditure, 2024. Stockholm: Stockholm International Peace Research Institute, 28 abr. 2025. Disponível em: https://www.sipri.org/publications/2025/sipri-fact-sheets/trends-world-military-expenditure-2024. Acesso em: 3 mar. 2026.
UNITED NATIONS. The true cost of peace: Rebalancing world military expenditure. New York: United Nations, 2025. Disponível em: https://www.un.org/en/peace-and-security/the-true-cost-of-peace. Acesso em: 3 mar. 2026.
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