Ascensão política, fantasia de sucesso e a captura simbólica do ressentimento social
Introdução
Há uma questão sociológica pouco enfrentada no debate público brasileiro: por que parte expressiva da classe média se reconhece tão intensamente na família Bolsonaro? A resposta mais simples diria que se trata apenas de conservadorismo, antipetismo, moralismo religioso, militarismo ou reação aos avanços sociais das últimas décadas. Todos esses elementos existem, mas não bastam.
A hipótese que me parece mais profunda é outra: a família Bolsonaro oferece à classe média brasileira uma imagem desejável de si mesma. Uma família que não nasceu como elite econômica tradicional, que não pertence originariamente ao velho patronato industrial, financeiro, agrário ou midiático, mas que ascendeu pela política, ocupou espaços institucionais, acumulou visibilidade, transformou sobrenome em marca e passou a disputar simbolicamente com as elites tradicionais.
Jair Bolsonaro foi deputado federal por quase três décadas antes de chegar à Presidência da República; Flávio Bolsonaro foi deputado estadual e depois senador; Eduardo Bolsonaro tornou-se deputado federal; Carlos Bolsonaro construiu carreira como vereador; Jair Renan Bolsonaro também ingressou na política municipal. A trajetória familiar está fortemente associada à ocupação de mandatos eletivos e à conversão da política em patrimônio simbólico-familiar. Dados oficiais da Câmara registram a longa trajetória parlamentar de Jair Bolsonaro, e o Senado registra a carreira de Flávio Bolsonaro como senador pelo Rio de Janeiro.
A questão, portanto, não é apenas dizer que os Bolsonaro pertencem ou não à classe média em sentido estritamente econômico. A questão é compreender que eles performam uma narrativa de classe média vitoriosa: gente “comum”, supostamente perseguida pelas elites culturais, que teria vencido pelo enfrentamento, pela coragem, pela disciplina, pela família, pela moral e pela política.
Essa imagem tem enorme potência simbólica. Ela conversa com a classe média que se sente explorada, ridicularizada, tributada, insegura e desprezada. A família Bolsonaro oferece a essa classe média uma fantasia: “nós também podemos chegar lá”. Mas essa fantasia carrega uma contradição decisiva: ao mesmo tempo em que se apresenta como rebelião contra o sistema, o bolsonarismo frequentemente opera como mediação política de interesses das classes dominantes.
1. A classe média e o desejo de ver a si mesma no poder
Marilena Chauí ajuda a compreender a estrutura subjetiva da classe média brasileira. Para ela, a classe média ocupa um lugar ambíguo: não é propriamente classe dominante, mas também não quer ser identificada com a classe trabalhadora. Vive entre o desejo de subir e o medo de cair. Essa posição intermediária produz ansiedade social, ressentimento e necessidade permanente de distinção (Chaui, 2013).
A família Bolsonaro parece encaixar-se exatamente nessa fantasia. Ela não aparece ao eleitor médio como uma família aristocrática, inalcançável, distante, sofisticada ou tradicionalmente oligárquica. Ao contrário, apresenta-se como família rude, direta, militarizada, doméstica, informal, religiosa, agressiva e “sem frescura”. Essa estética política é fundamental.
O bolsonarismo não vende apenas um programa político. Vende identificação. Vende a ideia de que uma família comum enfrentou “o sistema” e venceu. Para parte da classe média, isso é emocionalmente poderoso, porque desloca a política do campo das ideias para o campo do espelho.
A classe média olha para os Bolsonaro e vê uma versão dramatizada de seus próprios desejos: ascender, ser respeitada, impor autoridade, falar grosso com as elites culturais, rejeitar a linguagem acadêmica, denunciar privilégios alheios e, ao mesmo tempo, usufruir do prestígio institucional.
Aqui está o ponto central: a família Bolsonaro não precisa ser classe dominante tradicional para funcionar como imagem simbólica da dominação desejada pela classe média.
2. Política como profissão familiar e sobrenome como capital
Pierre Bourdieu é essencial para analisar esse fenômeno. Para ele, o poder não se expressa apenas em dinheiro. Há também capital cultural, capital social, capital simbólico e capital político. O sobrenome, a reputação, as redes de contato, o reconhecimento público e a capacidade de produzir crença são formas de poder (Bourdieu, 1989).
No caso Bolsonaro, o sobrenome tornou-se capital político. O nome deixou de ser apenas identificação familiar e passou a funcionar como marca eleitoral. Ser “Bolsonaro” passou a significar pertencer a uma linhagem, a um estilo, a uma promessa de continuidade.
Isso é particularmente importante quando se observa a possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. Segundo a Reuters, Flávio Bolsonaro confirmou sua decisão de disputar a Presidência, afirmando contar com apoio do pai. A imprensa internacional também registrou o movimento como tentativa de sucessão familiar no campo da extrema direita brasileira.
Se essa candidatura se consolidar, o bolsonarismo deixará ainda mais claro seu caráter dinástico: não se trata apenas de um movimento ideológico, mas de uma família tentando preservar e transferir capital político. Nesse sentido, a política torna-se herança. O mandato transforma-se em extensão do sobrenome.
Essa dinâmica não é nova na política brasileira. O país conhece oligarquias familiares há muito tempo. A diferença é que o bolsonarismo vende essa sucessão não como oligarquia, mas como missão. Não como privilégio familiar, mas como continuidade moral. Não como herança de poder, mas como defesa da nação.
É aí que a contradição se torna mais evidente: aquilo que seria criticado como oligarquia em adversários passa a ser apresentado como lealdade familiar quando se trata dos Bolsonaro.
3. A família como metáfora política
O bolsonarismo transformou a família em metáfora de governo. O pai, os filhos, a esposa, os aliados próximos, os fiéis, os traidores, os inimigos: tudo assume linguagem familiar. O movimento político passa a funcionar como casa ampliada.
Isso tem grande força sobre setores da classe média porque a família é uma das principais categorias morais desse grupo social. A classe média brasileira costuma organizar sua visão de mundo em torno de esforço familiar, proteção dos filhos, patrimônio doméstico, segurança, honra, religião, disciplina e medo da desordem.
A família Bolsonaro encarna teatralmente esses elementos. Não importa, para muitos apoiadores, se há contradições, conflitos internos ou problemas jurídicos. O que importa é a imagem: pai forte, filhos leais, sobrenome unido, inimigos externos, missão comum.
Max Weber ajuda a compreender esse processo quando analisa a dominação carismática. O carisma não depende apenas de qualidades objetivas do líder, mas da crença dos seguidores em sua missão excepcional (Weber, 1999). No bolsonarismo, o carisma de Jair Bolsonaro é estendido aos filhos. Flávio, Eduardo, Carlos e Jair Renan aparecem como prolongamentos do patriarca.
A família, então, torna-se dispositivo de transferência simbólica. O eleitor não vota apenas em Flávio, Eduardo ou Carlos. Vota na continuidade do nome. Vota no pertencimento a uma comunidade afetiva.
4. A classe média vencedora: uma fantasia útil
A família Bolsonaro é percebida por parte da classe média como exemplo de vitória. Não vitória empresarial clássica, não vitória científica, não vitória intelectual, não vitória industrial. Vitória política.
Esse detalhe é fundamental.
A classe média brasileira aprendeu a admirar o sucesso. Mas nem sempre distingue sucesso produtivo, sucesso patrimonial, sucesso simbólico e sucesso político. O que importa é a aparência da chegada. Estar no alto, circular com poderosos, falar para multidões, ocupar cargos, enfrentar ministros, desafiar tribunais, influenciar mercados, mobilizar redes sociais — tudo isso compõe a estética do sucesso.
A família Bolsonaro oferece à classe média uma narrativa de ascensão sem precisar romper com sua linguagem cotidiana. Não exige refinamento intelectual, cosmopolitismo, cultura institucional ou sofisticação política. Ao contrário, transforma rudeza em autenticidade, agressividade em coragem, simplificação em clareza e conflito em força.
Essa operação simbólica é poderosa porque permite que parte da classe média se sinta representada sem precisar mudar sua visão de mundo. O bolsonarismo diz: “você está certo em sentir raiva; você está certo em desconfiar; você está certo em odiar as elites culturais; você está certo em achar que venceu sozinho; você está certo em temer os pobres; você está certo em rejeitar políticas sociais”.
Nesse sentido, o bolsonarismo não educa politicamente a classe média. Ele confirma seus ressentimentos.
5. A ilusão de que os Bolsonaro enfrentam a classe dominante
A sua hipótese toca em um ponto decisivo: parte da classe média acredita que a família Bolsonaro discute, enfrenta ou ameaça a classe dominante. Mas é preciso separar aparência e estrutura.
Na aparência, o bolsonarismo confronta elites. Ataca imprensa, universidades, artistas, intelectuais, tribunais, organismos internacionais, ambientalistas, movimentos sociais e partidos de esquerda. Isso dá a impressão de rebelião contra o poder.
Mas quais elites são enfrentadas? E quais são preservadas?
O bolsonarismo frequentemente confronta as elites culturais, jurídicas ou acadêmicas, mas tende a proteger ou negociar com elites econômicas, financeiras, empresariais, armamentistas, agroexportadoras e religiosas conservadoras. A crítica ao “sistema” é seletiva. O sistema é atacado quando impõe limites institucionais; é preservado quando garante privilégios econômicos.
Essa distinção é central. A classe média ressentida costuma confundir elite cultural com classe dominante. Por isso, quando vê Bolsonaro atacando universidade, imprensa ou artistas, interpreta isso como enfrentamento às elites. Mas o núcleo duro da dominação capitalista não está apenas nesses espaços. Está no controle da renda, do patrimônio, do crédito, da terra, dos fluxos financeiros, das cadeias produtivas, das plataformas digitais e da capacidade de influenciar o Estado.
Nesse sentido, a família Bolsonaro pode aparecer como rebelde, mas muitas vezes funciona como instrumento de conservação. Ela mobiliza a raiva social contra certos alvos simbólicos enquanto preserva estruturas econômicas profundas.
6. A classe média como manobra das classes dominantes
A formulação de que os Bolsonaro podem ser “manobra das classes dominantes” precisa ser trabalhada com precisão. Não se trata de imaginar uma conspiração simples, como se uma elite homogênea comandasse diretamente todos os movimentos. A dominação moderna é mais complexa.
Antonio Gramsci ajuda a entender. A classe dominante não governa apenas pela força, mas pela hegemonia: produz consenso, organiza valores, fabrica senso comum e faz seus interesses aparecerem como interesses gerais (Gramsci, 2002). O bolsonarismo opera exatamente nesse campo: transforma interesses específicos em linguagem popular.
Quando um programa econômico favorece desregulação, privatização, redução de direitos, enfraquecimento de políticas públicas e concentração de poder econômico, mas é apresentado como defesa da liberdade do cidadão comum, há operação hegemônica. A classe média passa a defender como seu aquilo que frequentemente beneficia grupos mais poderosos.
A família Bolsonaro, nesse contexto, funciona como tradutora afetiva da dominação. Ela pega interesses duros das classes dominantes e os apresenta em linguagem familiar, moral, religiosa, patriótica e anti-intelectual.
O resultado é eficaz: a classe média não se sente defendendo banqueiros, grandes empresários ou elites patrimoniais. Ela sente que está defendendo Deus, família, liberdade, propriedade, mérito e segurança.
7. A política como caminho aspiracional para a classe média
Outro ponto relevante da sua hipótese é a ideia de que a ascensão de Flávio Bolsonaro poderia servir como exemplo para setores da classe média que desejam ascender pela política.
Isso é plausível. A política, nesse imaginário, deixa de ser vocação pública e torna-se estrada de mobilidade social, reconhecimento e poder. O mandato passa a ser visto como caminho legítimo de ascensão familiar.
Esse fenômeno tem consequências graves. Quando a política é percebida principalmente como meio de vitória pessoal ou familiar, o espaço público se privatiza. A pergunta deixa de ser “que projeto de país será construído?” e passa a ser “quem conseguiu chegar lá?”.
A família Bolsonaro, nesse sentido, pode inspirar uma geração de candidatos que não entram na política para fortalecer instituições, mas para transformar ressentimento em carreira. A política vira palco da classe média ressentida. O mandato vira distinção. O cargo vira certificado de vitória.
É uma espécie de empreendedorismo político do ressentimento.
8. O bolsonarismo como pedagogia da ascensão agressiva
O bolsonarismo ensina uma forma específica de ascender: não pela mediação, mas pelo conflito; não pelo debate, mas pela agressividade; não pela complexidade, mas pela simplificação; não pela construção coletiva, mas pela fidelidade ao líder.
Essa pedagogia é atraente para uma classe média que se sente humilhada por uma sociedade desigual. O discurso bolsonarista oferece catarse. Ele permite transformar frustração em ataque, medo em moralismo, insegurança em autoridade.
O problema é que essa catarse não resolve a posição estrutural da classe média. Ela continua endividada, tributada, ansiosa, dependente do mercado, vulnerável à crise e distante da verdadeira elite patrimonial. Mas ganha uma compensação simbólica: sente-se superior aos pobres, aos “esquerdistas”, aos “intelectuais”, aos “dependentes do Estado”.
Esse ganho simbólico é politicamente valioso. Mesmo quando não melhora materialmente a vida da classe média, o bolsonarismo oferece sensação de superioridade moral.
9. O perigo da dinastia política como fantasia democrática
A eventual ascensão de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026 — caso se concretize eleitoralmente — teria um significado que vai além da troca de governo. Ela poderia consolidar a ideia de que o bolsonarismo é menos um projeto partidário e mais uma linhagem.
A inelegibilidade de Jair Bolsonaro, decidida pelo TSE em 2023 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, abriu espaço para a discussão sucessória no campo bolsonarista. A candidatura de Flávio, nesse cenário, funcionaria como continuidade do patriarca por outros meios.
Esse movimento é perigoso porque enfraquece a ideia republicana. A República pressupõe que o poder não pertence a famílias, sobrenomes ou linhagens. O poder pertence temporariamente a representantes escolhidos pelo povo e submetidos às instituições.
Quando uma família transforma sua permanência no poder em missão histórica, a política se aproxima da lógica patrimonialista. Raymundo Faoro mostrou como o patrimonialismo brasileiro confunde esfera pública e interesses privados, Estado e grupos de poder, cargo e patrimônio (Faoro, 2001). O bolsonarismo familiar deve ser lido também nessa chave.
10. Por que a classe média se identifica?
A identificação da classe média com a família Bolsonaro decorre de vários fatores.
Primeiro, porque a família parece comum o suficiente para ser reconhecível. Não tem a aura aristocrática da elite tradicional.
Segundo, porque parece vitoriosa o suficiente para ser desejável. Chegou ao Planalto, ao Senado, à Câmara, às câmaras municipais, ao centro do debate nacional.
Terceiro, porque fala a linguagem do ressentimento. Não pede reflexão longa; oferece culpados claros.
Quarto, porque transforma medo em identidade. Medo do crime, medo da esquerda, medo da perda de status, medo da pobreza, medo da mudança cultural.
Quinto, porque vende autoridade como proteção. Para uma classe média insegura, a promessa de força parece mais atraente do que a promessa de diálogo.
Sexto, porque oferece uma fantasia de vingança contra elites culturais. A classe média que se sente desprezada por intelectuais, artistas, professores e jornalistas encontra no bolsonarismo uma forma de revanche simbólica.
11. A crítica necessária: família de classe média ou elite política?
É preciso, entretanto, fazer uma correção analítica. Dizer que a família Bolsonaro “pertence à classe média” pode ser verdadeiro em termos de origem social relativa, mas torna-se insuficiente quando se observa sua posição atual.
Hoje, os Bolsonaro integram uma elite política nacional. Têm capital simbólico, redes partidárias, influência institucional, capacidade de mobilização e acesso privilegiado ao debate público. Podem não ser elite econômica tradicional no sentido clássico, mas certamente não são apenas classe média comum.
Esse é justamente o ponto sociológico mais interessante: a família Bolsonaro representa a fantasia da classe média ao mesmo tempo em que já se deslocou para uma posição de elite política.
Ela mantém a estética da classe média ressentida, mas opera com recursos de elite. Fala como “povo”, mas circula como poder. Apresenta-se como vítima, mas mobiliza milhões. Diz enfrentar o sistema, mas depende dele para existir.
Essa ambiguidade é uma das razões de sua força.
Conclusão
A família Bolsonaro tornou-se um dos grandes espelhos políticos da classe média brasileira. Não porque represente fielmente seus interesses materiais, mas porque dramatiza seus desejos, medos e ressentimentos. Ela oferece à classe média uma narrativa sedutora: uma família comum, moralmente combativa, perseguida pelas elites, capaz de ascender pela política e disputar o topo do Estado.
Mas essa narrativa esconde sua contradição fundamental. A família Bolsonaro não rompe com a lógica da dominação. Ela a traduz em linguagem popular, familiar e agressiva. Não elimina privilégios; reorganiza-os em torno do sobrenome. Não democratiza a política; transforma a política em patrimônio simbólico familiar. Não emancipa a classe média; captura sua ansiedade e a converte em força eleitoral.
A classe média brasileira vê nos Bolsonaro aquilo que deseja ser: vencedora, reconhecida, poderosa, temida, respeitada. Mas talvez não perceba que esse espelho é deformado. O que aparece como ascensão democrática pode ser apenas reprodução patrimonialista. O que aparece como rebeldia contra o sistema pode ser conservação de interesses dominantes. O que aparece como vitória da família comum pode ser a transformação da política em negócio de família.
Por isso, a análise precisa ir além da denúncia fácil. O problema não é apenas Bolsonaro. O problema é a estrutura social que torna o bolsonarismo desejável para uma classe média insegura, ressentida e seduzida pela ideia de vencer sem transformar o país.
A pergunta final, portanto, não é apenas se Flávio Bolsonaro poderá ser candidato ou presidente. A pergunta mais profunda é outra: por que uma parte da classe média brasileira precisa tanto acreditar que uma família política pode realizar, em seu lugar, o sonho de subir, mandar e nunca mais ser confundida com o povo?
Referências
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.
BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp; Porto Alegre: Zouk, 2007.
CHAUI, Marilena. Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro. Belo Horizonte: Autêntica; São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2013.
FAORO, Raymundo. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. 3. ed. São Paulo: Globo, 2001.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
PIKETTY, Thomas. O capital no século XXI. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014.
SINGER, André. O lulismo em crise: um quebra-cabeça do período Dilma (2011-2016). São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. Brasília, DF: Editora UnB, 1999.
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