domingo, 17 de maio de 2026

Aprender na escola para quê?

Quando redes sociais, inteligências artificiais e influenciadores parecem ensinar mais do que professores


Lide

A pergunta é incômoda, mas necessária: por que estudar anos na escola, com professores, livros, provas e disciplinas, se as redes sociais oferecem respostas rápidas, as inteligências artificiais explicam quase tudo e influenciadores digitais parecem ganhar mais dinheiro do que profissionais altamente escolarizados? A resposta exige separar três coisas que a sociedade atual confunde perigosamente: informação, formação e espetáculo. Redes sociais informam, IAs respondem, influenciadores vendem atenção; mas a escola, quando funciona bem, forma pensamento, julgamento, método, linguagem, cidadania e capacidade crítica. O problema é que a sociedade remunera o espetáculo melhor do que remunera o conhecimento — e depois se assusta quando a ignorância passa a organizar a vida pública.


1. Introdução: a pergunta que incomoda a escola

“Aprender na escola com professores, para quê?”

A pergunta parece provocação, mas expressa uma dúvida real do nosso tempo. Muitos jovens olham para a realidade e percebem algo desconcertante: há influenciadores ganhando milhões com vídeos curtos; vendedores digitais enriquecendo com marketing agressivo; cantores, atletas e celebridades recebendo valores inalcançáveis; enquanto professores, enfermeiros, pesquisadores, engenheiros, médicos em início de carreira, técnicos e outros profissionais que estudaram anos enfrentam salários modestos, pressão social e pouco reconhecimento.

A conclusão imediata parece simples: estudar não compensa.

Mas essa conclusão é perigosa porque parte de uma comparação falsa. O sucesso excepcional de alguns influenciadores é apresentado como se fosse regra, quando, na verdade, é exceção estatística. As redes sociais mostram os vencedores do jogo da visibilidade, mas escondem a multidão invisível que tentou, fracassou, endividou-se, adoeceu ou simplesmente nunca conseguiu monetizar sua imagem.

A escola, por outro lado, não promete fama. Ela promete algo menos espetacular, porém mais estrutural: formar a capacidade de pensar, interpretar, argumentar, calcular, escrever, conviver, duvidar e decidir.

Essa diferença é central. A rede social ensina fragmentos. A inteligência artificial responde perguntas. O influenciador captura atenção. Mas o professor organiza o caminho do pensamento. E é exatamente por isso que ele continua sendo necessário.


2. Informação não é formação

A primeira confusão do nosso tempo é acreditar que acesso à informação equivale a conhecimento. Nunca houve tanta informação disponível. Com poucos cliques, é possível assistir a aulas, consultar enciclopédias, pedir explicações a uma IA, ver vídeos, baixar livros e acompanhar especialistas do mundo inteiro.

Mas informação solta não forma ninguém.

Conhecimento exige seleção, método, comparação, dúvida, linguagem, memória, contexto e crítica. Uma resposta rápida pode resolver uma curiosidade imediata, mas não necessariamente constrói compreensão. É possível saber “o que” sem entender “por quê”. É possível repetir uma explicação sem dominar o conceito. É possível copiar uma resposta correta sem ter aprendido o processo.

A UNESCO, no Relatório Global de Monitoramento da Educação de 2023, alerta que a tecnologia pode ampliar acesso e apoiar a aprendizagem, mas também pode aprofundar desigualdades, dispersão, dependência e usos pouco pedagógicos quando não está subordinada a objetivos educacionais claros (UNESCO, 2023). O relatório resume bem a questão: a tecnologia na educação precisa estar a serviço de quem aprende, não apenas do mercado que vende soluções digitais.  

A escola é necessária justamente porque transforma informação em formação. O professor não existe apenas para “dar conteúdo”. Ele ajuda o estudante a organizar o pensamento, perceber erros, sustentar argumentos, lidar com frustrações e construir autonomia intelectual.


3. A inteligência artificial responde, mas não substitui o pensamento

As inteligências artificiais generativas mudaram profundamente a relação com o conhecimento. Elas escrevem textos, resumem livros, resolvem exercícios, traduzem, programam, simulam diálogos e explicam conceitos complexos em segundos.

Isso é extraordinário.

Mas há uma armadilha: a IA pode produzir a ilusão de aprendizagem. O estudante recebe uma resposta bem escrita e acredita que aprendeu. Porém, muitas vezes, apenas terceirizou o esforço cognitivo. A resposta apareceu; o pensamento não aconteceu.

O problema não está em usar IA. O problema está em usar IA como substituta do raciocínio. A boa educação não deve proibir a tecnologia de maneira simplista, mas ensinar seu uso crítico. A IA deve ser calculadora intelectual, laboratório de hipóteses, apoio de estudo, simulador de explicações. Não pode ser muleta permanente para fugir da leitura, da escrita, do cálculo e da argumentação.

A OCDE, em seus estudos sobre educação digital, tem chamado atenção para a necessidade de integrar tecnologias de modo responsável, preservando o papel do professor, da avaliação e do desenvolvimento cognitivo dos estudantes (OCDE, 2024). O próprio debate internacional sobre IA educacional aponta que a tecnologia pode apoiar a aprendizagem, mas não substitui a mediação humana nem o processo formativo.  

A pergunta correta, portanto, não é: “se existe IA, para que professor?”. A pergunta correta é: quem ensinará o estudante a usar a IA sem ser usado por ela?

A resposta continua sendo: a escola, o professor, a formação crítica.


4. Redes sociais ensinam ou capturam atenção?

As redes sociais parecem ensinar tudo. Há vídeos sobre matemática, história, finanças, medicina, política, filosofia, culinária, idiomas e tecnologia. Muitos conteúdos são excelentes. Há professores, pesquisadores e divulgadores científicos fazendo trabalhos admiráveis.

Mas a lógica dominante das redes não é a formação; é a retenção da atenção.

A plataforma premia o que prende, emociona, irrita, diverte, viraliza e gera engajamento. Nem sempre premia o que é verdadeiro, profundo ou formativo. Uma explicação cuidadosa de 40 minutos perde facilmente para um vídeo de 30 segundos com frase de efeito. Uma análise séria perde para uma polêmica. Um professor metódico perde para um influenciador que simplifica tudo com confiança teatral.

A escola trabalha com tempo longo. A rede social trabalha com impacto imediato.

A escola exige sequência. A rede oferece fragmento.

A escola pede concentração. A rede treina dispersão.

A escola ensina a suportar a complexidade. A rede recompensa a simplificação.

Esse é um ponto decisivo. A sociedade contemporânea não sofre falta de informação. Sofre falta de atenção, profundidade e critério. Nesse sentido, a escola é uma das últimas instituições capazes de dizer ao estudante: pare, leia, pense, compare, escreva, refaça, prove, justifique.


5. O falso argumento: “influenciador ganha mais do que professor”

É verdade que alguns influenciadores, vendedores digitais, cantores e celebridades ganham muito mais do que professores e profissionais altamente escolarizados. Mas isso não prova que estudar seja inútil. Prova outra coisa: que a economia da atenção remunera visibilidade de forma desigual e, muitas vezes, desproporcional ao valor social produzido.

Um cantor famoso pode ganhar milhões. Um influenciador pode enriquecer. Um vendedor digital pode faturar alto. Mas a sociedade não funciona se todos tentarem ser celebridades. Um país precisa de professores, médicos, engenheiros, técnicos, cientistas, agricultores, programadores, enfermeiros, pesquisadores, gestores públicos, eletricistas, arquitetos, juízes, psicólogos, administradores, motoristas, pedagogos, cuidadores e tantos outros profissionais.

O erro está em confundir exceção midiática com projeto coletivo de sociedade.

Além disso, muitos influenciadores que enriquecem dependem justamente de conhecimentos produzidos por outros: tecnologia, linguagem, marketing, psicologia, estatística, design, edição, direito, contabilidade, infraestrutura digital e educação básica. Até o vendedor digital precisa saber ler, escrever, persuadir, calcular margem, interpretar público, organizar oferta e compreender comportamento humano.

Ou seja: mesmo quando parece negar a escola, o mundo digital se apoia em competências que a escola deveria formar.


6. O mercado valoriza o espetáculo, mas a sociedade precisa do conhecimento

Há uma diferença entre valor de mercado e valor social. O mercado remunera aquilo que consegue capturar demanda, atenção, desejo e escassez. A sociedade, porém, depende de atividades cujo valor não aparece imediatamente em curtidas, visualizações ou contratos publicitários.

Um professor alfabetizando uma criança produz valor imenso, mas esse valor aparece ao longo de décadas. Um pesquisador desenvolvendo conhecimento básico pode não viralizar, mas sua contribuição pode sustentar tecnologias futuras. Um enfermeiro salvando vidas, um técnico mantendo uma rede elétrica, um engenheiro calculando uma ponte ou um professor ensinando estatística produzem valor social profundo, embora nem sempre sejam remunerados à altura.

Essa contradição revela uma falha civilizatória: sociedades podem enriquecer financeiramente enquanto empobrecem simbolicamente. Podem admirar celebridades e desprezar educadores. Podem pagar fortunas por entretenimento e economizar com escolas. Podem dizer que educação é prioridade enquanto tratam professores como custo.

O Brasil conhece bem essa contradição. O Global Teacher Status Index 2018, da Varkey Foundation, colocou o Brasil na última posição entre 35 países avaliados quanto ao status social dos professores. Esse dado não é apenas estatístico; é retrato de uma cultura que ainda não compreendeu a centralidade da docência (Varkey Foundation, 2018).  


7. O professor como mediador do mundo

Hannah Arendt afirmava que educar é assumir responsabilidade pelo mundo diante das novas gerações (Arendt, 2016). Essa ideia é poderosa. O professor não é apenas transmissor de conteúdo; é mediador entre o estudante e o mundo.

A criança e o adolescente não chegam prontos à vida pública. Precisam ser introduzidos à linguagem, à história, à matemática, à ciência, à ética, à cultura, à política, à arte, ao trabalho e à convivência. Essa introdução exige mediação adulta.

A IA pode explicar a Revolução Francesa. Mas o professor ajuda a compreender por que revoluções acontecem, que conflitos sociais estavam envolvidos, quais interpretações disputam sentido e como esse conhecimento ilumina o presente.

A rede social pode mostrar uma fórmula matemática. Mas o professor percebe onde o aluno errou, por que ele errou, que conceito anterior não foi consolidado e como reconstruir o raciocínio.

Um vídeo pode ensinar redação. Mas o professor lê o texto do aluno, identifica fragilidades, dialoga com sua realidade e acompanha sua evolução.

A diferença está na mediação humana. Educação não é apenas conteúdo entregue. É relação formativa.


8. Paulo Freire e o sentido de estudar

Paulo Freire nunca reduziu educação à memorização. Para ele, ensinar exige diálogo, criticidade, rigor e compromisso com a autonomia do educando (Freire, 1996). Mas autonomia não significa fazer o que se quer. Autonomia significa formar consciência para agir no mundo com responsabilidade.

Nesse sentido, estudar não é obedecer passivamente à escola. Estudar é tornar-se capaz de ler o mundo com mais profundidade.

A frase “as redes sociais ensinam tudo” precisa ser invertida: as redes sociais mostram tudo, mas nem sempre ensinam a compreender. Elas exibem versões do mundo. A escola deve ensinar a analisar essas versões.

Quem não aprende a interpretar será interpretado pelos outros. Quem não aprende a argumentar será conduzido por slogans. Quem não aprende estatística será manipulado por gráficos falsos. Quem não aprende história será seduzido por mitos políticos. Quem não aprende ciência será vulnerável a charlatanismos. Quem não aprende ética será presa fácil do sucesso a qualquer preço.

A escola não serve apenas para arrumar emprego. Serve para impedir que o cidadão seja intelectualmente colonizado.


9. A escola como defesa contra a manipulação

A sociedade digital criou uma nova forma de desigualdade: a desigualdade cognitiva. Não basta ter internet. É preciso saber avaliar fontes, identificar manipulação, distinguir evidência de opinião, perceber interesses econômicos, reconhecer discursos falsos e compreender algoritmos.

Nesse cenário, a escola é uma instituição de defesa democrática.

A UNESCO destaca que a tecnologia educacional deve ser avaliada com base em evidências, equidade, inclusão e finalidade pedagógica, não apenas pelo fascínio da inovação (UNESCO, 2023).   Isso significa que a escola precisa formar estudantes capazes de usar tecnologias sem submissão ingênua a elas.

Sem educação crítica, o cidadão vira consumidor de narrativas. Acredita no vídeo mais emocionante, no influenciador mais confiante, no algoritmo que confirma seus preconceitos, na IA que entrega uma resposta bonita, mas nem sempre correta.

A escola, quando bem estruturada, ensina uma virtude rara: desconfiar com método.


10. Estudar ainda melhora a vida?

Mesmo com todas as distorções do mercado, estudar continua sendo uma das formas mais consistentes de ampliar possibilidades de vida. É verdade que diploma não garante sucesso automático. É verdade que há profissionais escolarizados mal pagos. É verdade que há pessoas sem formação formal que prosperam.

Mas exceções não anulam tendências.

A educação amplia repertório, mobilidade, linguagem, capacidade de adaptação e participação social. A própria OCDE acompanha, anualmente, indicadores internacionais mostrando a relação entre escolaridade, renda, empregabilidade e participação social nos países analisados (OCDE, 2024).  

O problema brasileiro é que a educação não tem sido recompensada de modo justo em todas as áreas. O professor é o exemplo mais doloroso. Segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2024, docentes da rede pública com ensino superior recebiam, em média, menos que outros profissionais com a mesma escolaridade (Todos Pela Educação, 2024).  

Portanto, a crítica correta não é “estudar não vale a pena”. A crítica correta é: por que o Brasil ainda remunera tão mal profissões essenciais que dependem de estudo?


11. A celebridade como modelo perigoso de sucesso

A cultura digital vende uma ideia sedutora: qualquer pessoa pode vencer se souber se expor, vender, viralizar ou construir audiência. Há verdade parcial nisso. A internet abriu oportunidades reais. Mas também criou uma pedagogia perigosa do sucesso instantâneo.

O jovem passa a acreditar que estudar é lento demais. Que ler é perda de tempo. Que professor é ultrapassado. Que autoridade intelectual vale menos do que número de seguidores. Que fama é competência. Que dinheiro rápido é prova de inteligência.

Essa inversão é grave.

Nem todo famoso é sábio. Nem todo rico é competente. Nem todo influenciador é referência. Nem todo conteúdo viral é verdadeiro. Nem toda linguagem confiante expressa conhecimento.

A escola precisa enfrentar essa ilusão sem moralismo. Não se trata de demonizar redes sociais, artistas ou influenciadores. Trata-se de ensinar que visibilidade não é critério de verdade; renda não é critério de valor humano; fama não é sinônimo de formação.


12. O professor em tempos de IA: menos transmissor, mais formador

A presença da IA obriga a escola a mudar. Não faz sentido manter práticas baseadas apenas em cópia, memorização mecânica e repetição. Se uma máquina responde rapidamente, a escola precisa subir o nível da pergunta.

O professor do presente e do futuro será cada vez menos o dono exclusivo da informação e cada vez mais o orientador do pensamento. Sua função será ensinar a perguntar melhor, comparar respostas, verificar fontes, construir argumentos, resolver problemas, trabalhar em grupo, tomar decisões éticas e aplicar conhecimento em situações reais.

Isso não diminui o professor. Aumenta sua importância.

Quanto mais tecnologia existe, mais necessária se torna a formação humana. Quanto mais respostas automáticas existem, mais importante é saber julgar. Quanto mais conteúdo circula, mais urgente é formar critério.

A IA pode produzir uma resposta. Mas não assume responsabilidade ética por uma criança. Não compreende integralmente uma turma. Não percebe a dor silenciosa de um estudante. Não substitui o vínculo, o olhar, a escuta, a experiência e a responsabilidade pública do educador.


13. O que a escola precisa ensinar agora

A escola não pode competir com redes sociais tentando ser apenas mais divertida. Essa disputa ela provavelmente perderá. A escola precisa fazer aquilo que as redes não fazem bem: formar profundidade.

Isso inclui:

leitura longa;

escrita argumentativa;

raciocínio matemático;

interpretação de dados;

educação científica;

história e memória social;

ética digital;

uso crítico de IA;

educação financeira;

compreensão política;

capacidade de diálogo;

disciplina intelectual.

A escola deve dialogar com o mundo digital, mas não se ajoelhar diante dele. Deve usar tecnologia, mas não ser governada por ela. Deve reconhecer novas profissões, mas não transformar fama em projeto pedagógico.


14. O verdadeiro fracasso: uma sociedade que despreza quem estuda

Quando um jovem pergunta “para que estudar se influenciador ganha mais?”, ele não está apenas sendo irônico. Ele está lendo a sociedade. E talvez esteja lendo corretamente uma parte dela.

A sociedade brasileira transmite sinais contraditórios. Diz que educação é importante, mas paga mal aos professores. Diz que ciência importa, mas corta pesquisa. Diz que escola é essencial, mas desautoriza docentes. Diz que quer cidadãos críticos, mas premia discursos simplórios. Diz que respeita conhecimento, mas idolatra celebridades sem conteúdo.

O jovem percebe a hipocrisia.

Por isso, a defesa da escola não pode ser ingênua. Não basta dizer “estude porque é importante”. É preciso reconstruir uma sociedade em que estudar tenha consequência, reconhecimento e dignidade. É preciso valorizar professores, pesquisadores, técnicos e profissionais do conhecimento. É preciso mostrar que sucesso não pode ser medido apenas por dinheiro e fama.


Conclusão: a escola continua necessária porque o mundo ficou mais perigoso para quem não sabe pensar

A escola não perdeu importância porque surgiram redes sociais e inteligências artificiais. Ao contrário: tornou-se ainda mais necessária. Em um mundo saturado de informação, manipulação, algoritmos, celebridades, discursos fáceis e respostas automáticas, a formação escolar é uma das poucas defesas contra a superficialidade organizada.

Redes sociais podem ensinar truques. IAs podem explicar conteúdos. Influenciadores podem inspirar, vender ou entreter. Mas nenhum desses elementos substitui a formação lenta, exigente e humana que permite ao cidadão compreender o mundo em profundidade.

O problema não é o jovem admirar quem ganha dinheiro na internet. O problema é uma sociedade que permite que o espetáculo pareça mais valioso do que o conhecimento. O problema é um país que paga mal ao professor e depois reclama da ignorância. O problema é uma cultura que transforma fama em autoridade e autoridade intelectual em detalhe secundário.

Aprender na escola com professores, para quê?

Para não ser enganado por qualquer discurso bonito.

Para não depender eternamente da resposta pronta de uma máquina.

Para não confundir sucesso com sabedoria.

Para não virar apenas consumidor de conteúdo.

Para poder pensar com autonomia.

E, sobretudo, para compreender que uma sociedade que despreza seus professores pode até produzir influenciadores ricos, mas dificilmente produzirá cidadãos livres.


Referências

ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2016.

CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed, 2000.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

OCDE. Education at a Glance 2024: OECD Indicators. Paris: OECD Publishing, 2024.

OCDE. TALIS 2024 Results: Brazil — Teachers and teaching conditions. Paris: OECD, 2024.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2014.

TODOS PELA EDUCAÇÃO. Anuário Brasileiro da Educação Básica 2024. São Paulo: Todos Pela Educação, 2024.

UNESCO. Relatório de monitoramento global da educação, resumo, 2023: a tecnologia na educação: uma ferramenta a serviço de quem? Paris: UNESCO, 2023.

VARKEY FOUNDATION. Global Teacher Status Index 2018. London: Varkey Foundation, 2018.


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