sexta-feira, 22 de maio de 2026

O mercado das catástrofes e o adoecimento da percepção: por que sentimos que tudo piorou mesmo quando parte dos dados diz o contrário?

Uma reflexão jornalística e crítica sobre redes sociais, comparação permanente, medo, consumo, segurança pública e a crise contemporânea do sentido de viver


Introdução

Defendo há algum tempo uma ideia que parece simples, mas carrega consequências profundas: a vida contemporânea está sendo percebida por grande parte da população não apenas a partir da experiência concreta, mas principalmente a partir de uma vitrine digital permanente, barulhenta, comparativa e emocionalmente adoecedora. A pessoa acorda, pega o celular, vê tragédias, crimes, corpos perfeitos, casas inalcançáveis, viagens de luxo, discursos de ódio, golpes financeiros, guerras, influenciadores milionários, opiniões apocalípticas e, em poucos minutos, conclui que o mundo está pior, que sua vida fracassou e que nada mais faz sentido.

A tese deste artigo é direta: não vivemos apenas uma crise econômica, política ou moral; vivemos também uma crise de percepção da realidade. Essa crise não significa negar problemas reais. O Brasil continua profundamente desigual, violento, injusto e marcado por carências históricas. Mas há uma diferença decisiva entre reconhecer problemas concretos e viver capturado por uma indústria do medo, da comparação e da catástrofe.

Dados recentes do IBGE indicam queda da pobreza e da extrema pobreza entre 2023 e 2024, com redução de 27,3% para 23,1% da população em situação de pobreza e de 4,4% para 3,5% em extrema pobreza, segundo a linha internacional usada pelo Banco Mundial. Isso não elimina o sofrimento social, mas mostra que a realidade é mais complexa do que a sensação permanente de colapso.  

Na segurança pública ocorre algo semelhante. O Atlas da Violência 2025 aponta que o Brasil registrou, em 2023, a menor taxa de homicídios em 11 anos, embora persistam problemas graves, como homicídios ocultos, desigualdade racial, feminicídio e outras formas de violência cotidiana.   O Anuário Brasileiro de Segurança Pública também mostra que o medo cotidiano não desaparece porque certos crimes diminuem; roubos e furtos de celulares, violência contra mulheres e crimes próximos da experiência diária continuam produzindo sensação legítima de insegurança.  

Portanto, a questão central não é dizer que “está tudo bem”. Não está. A questão é entender por que, mesmo quando alguns indicadores melhoram, a população sente que tudo piorou. É aí que entram as redes sociais, a economia da atenção, a comparação social, a inflação dos desejos e o que chamo aqui de mercado das catástrofes.


1. A vida deixou de ser comparada com o vizinho e passou a ser comparada com o inalcançável

Durante muito tempo, a régua de comparação social era local. A pessoa comparava sua vida com a do vizinho, do parente, do colega de trabalho, do comerciante da cidade. Isso já produzia inveja, frustração e disputa simbólica, como mostrou Veblen (1988) ao analisar o consumo conspícuo. Mas havia uma escala humana. O horizonte de comparação era limitado.

Hoje, a régua mudou. O trabalhador não compara mais sua casa apenas com a casa do colega. Compara com mansões de influenciadores. Não compara mais sua roupa com a roupa de alguém próximo. Compara com marcas exibidas em vídeos editados, iluminados, financiados e muitas vezes falsificados. Não compara mais suas férias com a viagem simples de uma família conhecida. Compara com ilhas, resorts, jatinhos, hotéis de luxo e experiências vendidas como se fossem rotina.

Festinger (1954), ao formular a teoria da comparação social, mostrou que os indivíduos avaliam suas próprias capacidades e condições a partir da comparação com os outros. A diferença contemporânea é que a comparação deixou de ser eventual e passou a ser permanente. Ela cabe no bolso. Está no celular. Está no feed. Está no vídeo curto. Está na notificação.

Byung-Chul Han (2017) ajuda a compreender esse fenômeno ao afirmar que a sociedade contemporânea não domina apenas pela repressão, mas pelo excesso de positividade, desempenho e autoexposição. A pessoa se cobra o tempo inteiro porque vê o sucesso alheio como se fosse uma obrigação pessoal. O fracasso deixa de ser interpretado como resultado de estruturas sociais injustas e passa a ser vivido como insuficiência individual.

Essa é uma das maiores perversidades do nosso tempo: a desigualdade estrutural aparece como culpa subjetiva. A pessoa não pensa: “vivo em uma sociedade desigual”. Ela pensa: “eu falhei”. Não pensa: “o capitalismo digital transformou a atenção em mercadoria”. Ela pensa: “minha vida é pequena”. Não pensa: “a imagem do outro é uma montagem”. Ela pensa: “minha existência é insuficiente”.


2. O custo de vida é real, mas a inflação dos desejos também é

É evidente que há sofrimento material real. O aluguel pesa, o alimento pesa, o transporte pesa, a saúde privada pesa, a educação custa caro, o endividamento familiar é alto e a instabilidade do trabalho corrói a segurança existencial. Seria intelectualmente desonesto dizer que o mal-estar contemporâneo é apenas psicológico.

Mas também seria incompleto ignorar que a sensação de pobreza mudou porque o desejo foi reorganizado digitalmente. A economia das plataformas não vende apenas produtos. Ela vende estilos de vida. Ela não mostra apenas objetos. Ela mostra pertencimento, beleza, juventude, status, liberdade, sucesso, desejo e superioridade simbólica.

Bauman (2008) observou que a sociedade de consumidores não se organiza apenas pela aquisição de bens, mas pela transformação permanente dos sujeitos em mercadorias desejáveis. A pessoa precisa parecer bem, feliz, atraente, produtiva, interessante, viajada, inteligente e atualizada. Nas redes, viver passa a ser performar.

O problema é que a performance da vida consome a própria vida. Uma família pode ter melhorado objetivamente sua renda em determinado período e, ainda assim, sentir-se mais pobre, porque a régua simbólica subiu. A televisão já fazia isso, mas as redes sociais radicalizaram o processo. Agora a comparação é personalizada, constante e algorítmica.

A pobreza, portanto, tem duas dimensões: a pobreza material e a pobreza percebida. A primeira se combate com renda, trabalho digno, moradia, educação, saúde e políticas públicas. A segunda exige também reconstrução simbólica, alfabetização midiática e crítica da cultura digital. Uma sociedade pode melhorar alguns indicadores e, mesmo assim, adoecer emocionalmente se todos forem treinados diariamente para desejar uma vida que quase ninguém pode viver.


3. O algoritmo descobriu que o medo prende mais do que a esperança

O mercado digital funciona por atenção. O que prende o olhar, gera clique. O que gera clique, gera dado. O que gera dado, gera dinheiro. Nesse mecanismo, a serenidade é pouco lucrativa. A complexidade é lenta. A análise exige tempo. A esperança responsável não viraliza tanto quanto o pânico.

Por isso, o medo se tornou uma matéria-prima econômica. Crimes, tragédias, escândalos, colapsos, teorias conspiratórias e discursos apocalípticos são organizados em fluxo contínuo. A pessoa não acompanha a realidade; ela é arrastada por uma sequência de choques emocionais.

Rosling, Rosling e Rönnlund (2018) chamam atenção para o “instinto de negatividade”: a tendência humana de perceber mais facilmente o que piora do que o que melhora. A proposta do Factfulness não é ingenuidade otimista. É disciplina intelectual: olhar os dados, distinguir tendência de exceção, separar piora real de ruído emocional e evitar que o medo substitua o pensamento. A própria Gapminder define Factfulness como um hábito de pensamento crítico baseado em fatos, voltado a reconhecer modos comuns pelos quais a informação é mal interpretada.  

Essa perspectiva é essencial. Não se trata de negar a dor de quem sofre. Trata-se de não permitir que a dor seja explorada por plataformas, políticos, influenciadores e grupos econômicos interessados em transformar insegurança em dependência.

O medo tem uma função política evidente. Uma população amedrontada tende a aceitar soluções simplistas, autoritárias e violentas. Quando tudo parece perdido, qualquer promessa de ordem parece salvação. É nesse ponto que o mercado das catástrofes se encontra com a política do ressentimento.


4. Segurança pública: quando o dado geral melhora, mas o medo cotidiano aumenta

A segurança pública é um dos melhores exemplos da distância entre dado estatístico e experiência subjetiva. Se os homicídios caem, isso é relevante. Significa menos mortes, menos famílias destruídas, menos violência letal. Não se pode desprezar esse avanço.

Mas a vida cotidiana não é sentida apenas pela taxa nacional de homicídios. A pessoa sente segurança quando consegue andar na rua, usar o celular, pegar transporte, voltar para casa, proteger seus filhos, viver sem medo de assédio, ameaça, roubo ou violência doméstica.

Por isso, a queda de homicídios pode coexistir com aumento da sensação de insegurança. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 apontou, por exemplo, grande volume de roubos e furtos de celulares, com predominância em via pública.   Esse tipo de crime tem enorme impacto subjetivo porque invade a rotina. O celular hoje é banco, documento, memória, trabalho, comunicação, afeto e identidade digital. Perder o celular não é apenas perder um objeto; é sentir que a própria vida foi invadida.

O mesmo vale para o feminicídio e a violência contra mulheres. Ainda que determinados crimes patrimoniais ou homicídios gerais caiam, a mulher que vive sob ameaça não se sente protegida por uma média nacional. A estatística pode melhorar em uma dimensão e piorar em outra. Daí a importância de uma análise honesta: reconhecer avanços sem apagar dores específicas.

O problema começa quando a complexidade é destruída. O debate público passa a operar por frases absolutas: “o Brasil está pior do que nunca” ou “os dados mostram que está tudo bem”. Ambas são simplificações. O Brasil pode melhorar em alguns indicadores e piorar em outros. Pode reduzir homicídios e ainda fracassar no enfrentamento da violência de gênero. Pode reduzir pobreza monetária e ainda manter milhões de pessoas em insegurança alimentar, precariedade urbana e endividamento.

Pensar bem é recusar o conforto das frases fáceis.


5. O mercado das catástrofes: quando a tragédia vira mercadoria

Chamo de mercado das catástrofes o conjunto de práticas econômicas, midiáticas e políticas que transformam medo, crise e destruição em produto. Esse mercado não vive apenas de notícias ruins. Ele vive da repetição emocional da ruína. Ele precisa que a pessoa volte, clique, compartilhe, comente, aposte emocionalmente no pior e sinta que está sempre à beira do abismo.

Debord (1997), em A sociedade do espetáculo, já havia mostrado que a vida moderna tende a ser mediada por imagens. No capitalismo digital, essa mediação ficou ainda mais intensa. Não basta que algo aconteça; é preciso que algo pareça estar acontecendo o tempo todo. A realidade vira fluxo espetacular.

Esse mercado das catástrofes possui três camadas.

A primeira é a camada algorítmica. Plataformas priorizam conteúdos que geram engajamento. Indignação, medo e raiva são emoções de alta retenção.

A segunda é a camada política. Grupos autoritários se alimentam da sensação de colapso. Quanto mais as pessoas acreditam que tudo está perdido, mais aceitam projetos que prometem ordem pela força.

A terceira é a camada econômica. Há setores que lucram com insegurança: segurança privada, seguros, cursos de sobrevivência, canais de pânico, influenciadores do medo, produtores de conteúdo sensacionalista e mercados digitais que transformam incerteza em ativo especulativo.

O resultado é uma sociedade que não apenas sofre com problemas reais, mas também com a exploração organizada desses problemas.


6. A nostalgia também pode mentir

Uma das frases mais comuns é: “antigamente era melhor”. Às vezes, essa frase guarda uma verdade afetiva. A infância pode parecer mais segura porque a criança não conhecia os boletos, os riscos e as estruturas de poder. A juventude dos pais pode parecer mais estável porque a memória seleciona cenas boas e apaga sofrimentos.

Mas a nostalgia também é uma forma de edição. Como lembra Hobsbawm (1995), a memória histórica não é neutra; ela pode ser construída, reconstruída e mobilizada politicamente. O passado frequentemente é idealizado para criticar o presente sem compreendê-lo.

No Brasil, dizer que “antes era melhor” exige cuidado. Antes para quem? Para homens ou mulheres? Para brancos ou negros? Para trabalhadores urbanos ou elites proprietárias? Para crianças pobres que trabalhavam cedo ou para filhos da classe média? Para quem tinha acesso à universidade ou para quem nem sonhava com ensino superior?

Muitas conquistas recentes são invisibilizadas porque foram naturalizadas. O acesso à escola ampliou. O acesso à universidade se diversificou. O SUS, mesmo subfinanciado, é uma conquista civilizatória. Programas de transferência de renda reduziram miséria em diferentes momentos. A internet democratizou acesso a informação, ainda que também tenha produzido desinformação.

Isso não significa que o presente seja melhor em tudo. Significa apenas que o passado não pode ser transformado em paraíso imaginário.


7. O adoecimento do olhar sobre o viver

A questão mais profunda não é apenas econômica ou estatística. É existencial. Há um adoecimento do olhar sobre o viver. A pessoa não consegue mais habitar sua própria vida porque está sempre medindo sua existência pela régua de outra pessoa.

Esse adoecimento aparece em frases comuns: “minha vida não anda”, “todo mundo está melhor do que eu”, “não conquistei nada”, “não tenho nada”, “sou atrasado”, “meu salário não vale nada”, “o mundo acabou”. Muitas dessas frases nascem de dores reais, mas são amplificadas por uma cultura que transforma a vida em vitrine competitiva.

Freire (1996) defendia a necessidade de leitura crítica do mundo. Hoje, essa leitura crítica precisa incluir a leitura crítica das telas. Não basta alfabetizar para textos escritos; é preciso alfabetizar para imagens, algoritmos, manipulações emocionais, interesses econômicos e falsas promessas de felicidade.

A vida humana não pode ser reduzida a consumo, performance e comparação. Viver não é apenas viajar, comprar, postar, aparecer, competir e vencer. Viver também é cuidar, aprender, trabalhar com dignidade, construir vínculos, participar da comunidade, descansar, criar sentido, educar filhos, cultivar amizades, proteger a democracia e reconhecer beleza em experiências simples.

Quando a sociedade perde essa noção, ela se torna presa fácil da frustração fabricada.


8. Factfulness não é otimismo ingênuo; é resistência política

Gosto da ideia de Factfulness porque ela não pede alienação. Pelo contrário, exige coragem intelectual. É muito mais fácil dizer que tudo acabou. É mais confortável aderir ao desespero do que estudar a realidade. É mais simples repetir que “o Brasil não tem jeito” do que separar indicadores, causas, tendências e responsabilidades.

Mas olhar dados não significa abandonar sensibilidade. Significa qualificar a indignação. Se homicídios caíram, é preciso entender por quê. Se feminicídios aumentam ou permanecem em patamar grave, é preciso agir com prioridade. Se a pobreza cai, é preciso investigar quais políticas funcionaram. Se a sensação de pobreza aumenta, é preciso discutir custo de vida, endividamento, moradia, precarização e cultura digital.

A crítica baseada em dados é mais forte do que a crítica baseada apenas em sensação. A sensação importa, mas não pode governar sozinha. Quando a percepção se separa completamente da realidade, abre-se espaço para manipulação.

Nesse sentido, praticar Factfulness é um ato democrático. É recusar tanto o negacionismo quanto o catastrofismo. É dizer: há problemas graves, mas eles precisam ser nomeados corretamente. Há avanços, mas eles não autorizam complacência. Há medo, mas ele não pode ser transformado em projeto político.


Conclusão: limpar a lente da percepção é uma tarefa civilizatória

O Brasil precisa enfrentar seus problemas reais: desigualdade, violência, racismo, feminicídio, precarização do trabalho, baixa qualidade urbana, crise ambiental, captura da política por interesses econômicos e fragilização da esfera pública. Nada disso pode ser minimizado.

Mas também é preciso enfrentar outro problema: a fabricação cotidiana de uma percepção adoecida sobre a vida. Uma população que se sente permanentemente derrotada perde capacidade de agir. Uma sociedade convencida de que tudo piorou aceita qualquer salvador autoritário. Um povo treinado para comparar sua vida com vitrines inalcançáveis passa a desprezar suas próprias conquistas, sua história, seus vínculos e sua dignidade.

A grande batalha do nosso tempo não é apenas pela renda, pela segurança ou pela democracia institucional. É também pela reconquista da percepção. Precisamos voltar a enxergar a realidade com complexidade. Nem ingenuidade otimista, nem desespero fabricado. Nem propaganda oficial, nem indústria do medo. Nem negação da dor, nem culto permanente à catástrofe.

A vida não cabe no feed. O Brasil não cabe no pânico. A realidade não cabe em vídeos curtos. E a dignidade humana não pode continuar sendo esmagada por uma máquina que lucra quando nos sentimos pequenos, atrasados, fracassados e inseguros.

Limpar a lente da percepção é, hoje, uma forma de resistência. Resistência contra o medo como negócio. Resistência contra a comparação como prisão. Resistência contra a catástrofe como mercadoria. Resistência contra a ideia de que viver é apenas consumir o que poucos exibem e muitos jamais alcançarão.

O desafio é reconstruir uma cultura pública capaz de olhar para os dados sem frieza, para a dor sem manipulação e para o futuro sem ingenuidade. Porque talvez uma das formas mais profundas de libertação contemporânea seja esta: recuperar o direito de perceber a vida sem que algoritmos, vitrines digitais e comerciantes do medo decidam por nós o que significa viver.


Referências

BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

FESTINGER, Leon. A theory of social comparison processes. Human Relations, v. 7, n. 2, p. 117-140, 1954.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes, 2017.

HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2025.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA; FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Atlas da Violência 2025. Brasília: Ipea; São Paulo: FBSP, 2025.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. São Paulo: FBSP, 2025.

ROSLING, Hans; ROSLING, Ola; RÖNNLUND, Anna Rosling. Factfulness: o hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos. Rio de Janeiro: Record, 2019.

VEBLEN, Thorstein. A teoria da classe ociosa: um estudo econômico das instituições. São Paulo: Nova Cultural, 1988.


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